quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Com o poder de 30 milhões de corintianos


 Muito mais que o 12º jogador

Começa hoje a dramática caminhada do Corinthians, diante do Once Caldas, da Colômbia, em busca da vaga no Grupo 2 da Copa Libertadores, o chamado da morte. O primeiro jogo é em sua Arena e, o segundo, em Manizales, na Colômbia. A força corintiana não está dentro de campo, mas em cima de sua história, os 30 milhões de apaixonados torcedores, que agora fazem questão de ser conhecidos como os “loucos” e, ainda, um desejo enorme de mostrar para o mundo da bola que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, já que em 2011, não conseguiu a classificação, sendo eliminado pelo Tolima. É o único brasileiro que caiu na fase preliminar, chamada no Brasil de pré-Libertadores, etapa criada em 2005.

Depois de conquistar o título Mundial de Clubes em 2012, o Corinthians fez questão de entrar para o mundo das ilusões, sonhos e invenções. O resultado foi drástico. Tanto que terminou a última temporada sem sequer um título e tinha todas as condições de chegar à fase de Grupos, mas perdeu a vaga para o Internacional (3º colocado), por incompetência, ambos com 69 anos, superado no número de vitórias 21 a 19 e nos gols, 53 a 49. Foi atrás de Tite para recuperar sua força na bola e ainda falta-lhe muito para postular o trono número 1 do futebol brasileiro. No momento, apenas no papel. Está à espera de uma engrenagem para embalar e crescer. Sua torcida será fundamental neste processo.  A história mostra também que os saídos da pré-libertadores não levam o título. Vamos ver se o Corinthians quebra esta tradição.

 Será mais uma prova real da condição do Brasil (estamos ou não recuperando nosso poder) diante de um dos novos emergentes da bola. Hoje a Colômbia não é só estilo. O Mundial prova. Sabe jogar.
A pré-Libertadores começou com Huracán 4 x 0 Alianza Lima, no Peru – já está com a mão na classificação para o Grupo do Cruzeiro e; Morelia 1 x 1 The Strongest, no México. Criou-se uma expectativa muito grande para a Libertadores 2015, mas pelo que vimos ontem, dá dó. A mediocridade se fez presente.





Cárdenas, Willians, Pará e outros
O futebol mineiro ganha novos personagens, com a confirmação dos últimos contratados para Atlético e Cruzeiro.  Em ambos, mais estrangeiros: o chileno Mena e o colombiano Cárdenas. Podem ser bons reforços. Agora só podemos entender a troca de Nilton por Willians pela necessidade do Cruzeiro e do Internacional para que os jogadores possam viver novos ambientes profissionalmente. Apenas isso, porque na bola, pouco muda. Willians marca mais do que Nilton, que por outro lado, tem um poder ofensivo muito maior. Chuta e tem presença no jogo aéreo. Em princípio, ganhou mais o Internacional, mas os cruzeirenses gostaram. Acham que no estilo de jogo pretendido por Marcelo Oliveira, Willians será muito util.

MMA
Para fechar: até tu Anderson Silva.  Decepção geral, mais para aqueles que nos tentam impor  ídolos.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Há um respeito pelo Palmeiras

                                    

      Homenagem do Palmeiras para Osmar Santos que deu o chute inicial contra o Audax

O Palmeiras já começou a ser visto com muito respeito pelos adversários. No começo do ano, nem tanto. Mas depois que deu um chapéu no Corinthians e no São Paulo, contratando Dudu. Antes havia acertado com Zé Roberto, que mesmo aos 40 anos, é visto como um jogador que pode acrescentar muito. Vejam sua postura no vestiário, com palavras motivacionais para o jogo de estreia na temporada, contra  o Audax (3 a 0) e o rendimento técnico.  Mas o Palmeiras buscou outros ingredientes para mudar o seu conceito diante dos rivais. Um deles, o diretor Alexandre Mattos. Questionei um concorrente pela alta valorização destes profissionais, tratados hoje como reforços para os clubes. A explicação foi simples: “Tudo faz parte do contesto. Para quem comanda, ainda mais”.

Para fechar o certo, o Palmeiras ainda conseguiu o goleiro Aranha e o volante Arouca, superando outros concorrentes. O grupo é considerado bom para reivindicar posturas   superiores, depois de dois anos  de decepções. Não foi feito um junta- junta como se pensou inicialmente, apesar das dezenove contratações. Este Robinho que era do Coritiba deu o algo mais para o ataque. O técnico Oswaldo de Oliveira é considerado o ideal para comandar este barco, acima de tudo pela sua habilidade diante de seus comandados, com uma linguagem objetiva e, ainda, pela experiência. Há uma certeza: errado não vai dar. O que o finalmente o torcedor palmeirense sente um alívio ao ouvir.

Zezé Perrella
Já é forte entre os cruzeirenses (conselheiros) a notícia de que Zezé Perrella começou seu trabalho para voltar ao clube, como sucessor de Gilvan de Pinho Tavares, que vai completar em 2017 o seu segundo mandato.  O ex-presidente depois de cumprir o seu mandato como Senador (31-01-2019) não vai seguir na vida pública. Quer novamente o futebol.

Centurión
O atacante argentino Centurión foi oferecido primeiro ao Cruzeiro, que não acertou devido aos altos valores exigidos pelo Racing. Agora, sabe-se que o clube está cheio de dinheiro e para ele tudo é mais caro. É possível que o São Paulo tenha investido muito menos para ficar com o atacante.



Opinião do torcedor
“Nosso Atlético começou o ano de 2015, como terminou o 2014. Sintonia da torcida, que está indo junto com o time. Faltam alguns detalhes para que o time mantenha a pegada da copa do Brasil. A defesa 100% de performance comandada por Vitor e Leo Silva. O meio de campo está encaixando com Leandro Donizete e Rafael Carioca, o segundo ainda com resquícios de uma máscara medonha, tentando jogadas de efeito e se dando mal. Vamos ver se aprende e joga o arroz com feijão, como seu parceiro. Para frente Lucas Prato ganhando a confiança da massa. Para cada cinco tentativas de gol perdidas pelo jovem Carlos, o Argentino deixa sua marca com apenas uma oportunidade. Seus números impressionam. Dátolo pode ser o maestro de 2015, espero que mantenha a sequência e não se machuque.” (Mauro Neves)








segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Libertadores e a importância da FOX



 
 Quem vai levar?


Amanhã começa mais uma Copa Libertadores, com o jogo Alianza Lima x  Huracán, às 22h15, no Estádio Alejandro  Villanueva, em Lima, no Peru. Para os brasileiros, será na quarta-feira, com Corinthians x Once Caldas, no Itaquerão, em São Paulo, pela pré-Libertadores.  A previsão é que a competição tem tudo para superar em todos os aspectos as edições anteriores pela expectativa e desejos dos grandes times do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Equador e México. Os representantes da Venezuela e da Bolívia historicamente são apenas participantes.  A exceção fica para o Bolivar que surpreendeu no ano passado, ao chegar as semifinais. Caiu diante do campeão San Lorenzo.  Ganha o futebol que terá grandes espetáculos na principal vitrine do continente. Impossível apontar hoje um favorito devido ao nivelamento por baixo das equipes. Quem apresentar um detalhe a mais vai levar. No ano passado foi o poder do Papa Francisco a favor do San Lorenzo, criando uma atmosfera muito positiva para os argentinos. 

A FOX está muito ligada a Libertadores.  Foi ocupando seu espaço na mídia nacional e hoje no jornalismo esportivo, em qualquer parte do País, quem acompanha o futebol não deixa passar pelos seus canais para ver o que está sendo apresentado. É um jornalismo que agrada pelo profissionalismo dos apresentadores, repórteres, comentaristas e demais integrantes da equipe. O jornalismo esportivo agradece. Afinal, os caminhos não nos levam mais ao Sistema Globo. Com certeza, em alguns momentos, já superada em audiência pela FOX. Nas transmissões dos jogos da Libertadores, possivelmente até de goleada.
Estamos vivendo um novo tempo na comunicação esportiva. Outro dia, na FOX, vi ao vivo um treinamento do Once Caldas. Impossível de ver até há pouco tempo, quando os times enfrentavam os rivais com poucas informações. Os clubes até que conseguiam algumas. Trabalho inovador de Vanderlei Luxemburgo. Mas o grande público sabia muito pouco ou nada. A FOX quebra este rótulo. Evidente que não é uma perfeição. Mas lá não somos obrigados a ouvir Galvão Bueno e outros, tentando nos impor o que é do interesse de sua emissora, o que foi feito por décadas. Fica evidente que na FOX tem problemas de relacionamento, como foi divulgado pelo UOL, na sua edição do dia 18 de janeiro, mostrando o atrito de Renato Maurício Prado (ele gosta de trabalhar com o manto do Flamengo, encoberto pelo termo) contestando Fábio Sormani. Ele tem problemas com os demais companheiros. Fica isolado em sua sala.

No mais, nota dez para o trabalho do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon que vestiu o manto da humildade, reconhecendo que como árbitro cometeu seus erros. Alguns absurdos. Sepultados por ele, mas jamais por alguns clubes.




Bloco da Máfia Azul
No próximo sábado, a partir das 9h, na sede social do Barro Preto, integrantes da torcida organizada do Cruzeiro Máfia Azul decidiram colocar o bloco na rua. Pela primeira vez na história  seus membros estarão no carnaval de BH. Os planos são maiores. Este ano participação apenas como bloco, mas em 2016 como Escola de Samba, seguindo o exemplo de outras agremiações.







domingo, 1 de fevereiro de 2015

Os banalizados estaduais querendo a salvação


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A Caldense foi o destaque da primeira rodada fazendo 6 a 1 no Mamoré 
 

A bola já rola nos Campeonatos Estaduais, a cada ano mais banalizado. Vale apenas pela rivalidade nos clássicos, já que é uma disputa muito deficitária financeiramente. Os jogos são usados como preparação para as disputas nacionais. Na visão dos dirigentes deveria ser Campeonato com a duração de, no máximo, dois meses. E vejam o que é o futebol. No passado os estaduais eram as disputas mais importantes no País, com o torcedor falando de seus clássicos Inter e Grêmio, no Sul do País: Coritiba x Atlético-PR, no Paraná;  Atlético x Cruzeiro, Fla-Flu ou Vasco x Botafogo; Santos x Corinthians, Palmeiras x São Paulo; o BAVI, na Bahia;  Santa Cruz x Sport ou um deles contra o Náutico, em Pernambuco; Fortaleza x Ceará, Paysandu x Remo, no Pará, etc. Em resumo, nosso futebol era movido por estes duelos. Em Minas, o América também marcava presença.  Perdeu um pouco de sua luz a partir de 1965, com a chegada do Mineirão, mas já comandou. Não foi decacampeão por acaso.
Agora, também por culpa dos dirigentes, os Estaduais não empolgam nem os jogadores. Nas entrevistas eles não comentam a expectativa da disputa e a possibilidade de mais um título. Os jogadores do interior não buscam mais as grandes atuações contra os chamados grandes, na esperança de um dia vestir a camisa de um da Capital. São vistos como meros participantes ou representantes das equipes tidas como pequenas. No passado, enfrentavam estes jogos como um vestibular e os aprovados sabiam que em breve estariam nos grandes clubes.  Atualmente, lutam para manter esta vitrine e vivem a expectativa de que algum empresário esteja vendo os jogos para levá-los para o exterior. No mundo há lugar para quem tem bola. Até o Brasil está com as portas abertas para os estrangeiros.

No Rio, a Federação quer os estádios cheios e fixou, com o apoio dos pequenos, preços populares para os ingressos, o que os grandes clubes contestam. Eles são prejudicados, devido aos programas dos sócios-torcedor, com mensalidades muito superiores. O imbróglio está formado para prejudicar ainda mais o futebol do Rio. No Paraná, os mais tradicionais usam equipes Sub-23.  Por estas e outras, a maioria das equipes contrata jogadores apenas por quatro meses. De Norte a Sul do País, este é o quadro. O que acrescenta apenas o negativo.

Para o Campeonato Mineiro espera-se, mais uma vez, a disputa pelo título envolvendo Cruzeiro, atual campeão, e o Atlético. Do interior, há um respeito maior pelo Tombense e o Boa Esporte, um pouco a frente dos demais. Os outros são do mesmo nível e já se prevê uma disputa acirrada contra o rebaixamento. O América pode ser a grande surpresa, mas há quem não acredite. A tese defendida é que terminou o ano em alta, manteve o comando técnico e há uma áurea positiva. Para mim, muito pouco para quem pretende chegar à ponta.