Começa hoje a dramática caminhada
do Corinthians, diante do Once Caldas, da Colômbia, em busca da vaga no Grupo 2
da Copa Libertadores, o chamado da morte. O primeiro jogo é em sua Arena e, o
segundo, em Manizales, na Colômbia. A força corintiana não está dentro de
campo, mas em cima de sua história, os 30 milhões de apaixonados torcedores,
que agora fazem questão de ser conhecidos como os “loucos” e, ainda, um desejo
enorme de mostrar para o mundo da bola que um raio não cai duas vezes no mesmo
lugar, já que em 2011, não conseguiu a classificação, sendo eliminado pelo
Tolima. É o único brasileiro que caiu na fase preliminar, chamada no Brasil de
pré-Libertadores, etapa criada em 2005.
Depois de conquistar o título Mundial de Clubes em 2012, o
Corinthians fez questão de entrar para o mundo das ilusões, sonhos e invenções.
O resultado foi drástico. Tanto que terminou a última temporada sem sequer um
título e tinha todas as condições de chegar à fase de Grupos, mas perdeu a vaga
para o Internacional (3º colocado), por incompetência, ambos com 69 anos,
superado no número de vitórias 21 a 19 e nos gols, 53 a 49. Foi atrás de Tite
para recuperar sua força na bola e ainda falta-lhe muito para postular o trono
número 1 do futebol brasileiro. No momento, apenas no papel. Está à espera de
uma engrenagem para embalar e crescer. Sua torcida será fundamental neste
processo. A história mostra também que os
saídos da pré-libertadores não levam o título. Vamos ver se o Corinthians
quebra esta tradição.
Será mais uma prova
real da condição do Brasil (estamos ou não recuperando nosso poder) diante de
um dos novos emergentes da bola. Hoje a Colômbia não é só estilo. O Mundial
prova. Sabe jogar.
A pré-Libertadores começou com Huracán 4 x 0 Alianza Lima,
no Peru – já está com a mão na classificação para o Grupo do Cruzeiro e;
Morelia 1 x 1 The Strongest, no México. Criou-se uma expectativa muito grande
para a Libertadores 2015, mas pelo que vimos ontem, dá dó. A mediocridade se
fez presente.
Cárdenas, Willians, Pará e outros
O futebol mineiro ganha novos personagens, com a confirmação
dos últimos contratados para Atlético e Cruzeiro. Em ambos, mais estrangeiros: o chileno Mena e
o colombiano Cárdenas. Podem ser bons reforços. Agora só podemos entender a
troca de Nilton por Willians pela necessidade do Cruzeiro e do Internacional
para que os jogadores possam viver novos ambientes profissionalmente. Apenas isso,
porque na bola, pouco muda. Willians marca mais do que Nilton, que por outro
lado, tem um poder ofensivo muito maior. Chuta e tem presença no jogo aéreo. Em
princípio, ganhou mais o Internacional, mas os cruzeirenses gostaram. Acham que
no estilo de jogo pretendido por Marcelo Oliveira, Willians será muito util.
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