sábado, 4 de julho de 2015

Dia histórico no Chile



Cinquenta e três anos depois de sediar a finalíssima da Copa do Mundo de 1962, o Chile vive hoje (04-07) outro momento histórico, com a final da Copa América. Só que desta vez, numa situação ainda mais privilegiada: vai estar na festa, com chances de conquistar seu primeiro título, enquanto no Mundial, a decisão de 62, ficou para Brasil  3 x 1 Tchecoslováquia. O Chile disputou e conquistou o terceiro lugar. Agora tem totais chances diante da Argentina, que tecnicamente é a melhor Seleção da América, mas isso não determina que levará o título. Em casa, os chilenos são fortíssimos. Vejo um jogo muito equilibrado e o Chile não vai cometer o erro do Brasil: abrir sua casa de festa para o adversário bailar. Para o Brasil está reservado apenas bater palmas. Absurdo.

O futebol argentino mostra sua grandeza, com os quatro técnicos das melhores seleções da Copa América sendo de seu País. Ricardo Gareta levou o terceiro lugar, com a vitória do Peru por 2 a 0 sobre o Paraguai. Os peruanos quebraram um tabu de 73 anos, alcançando o terceiro triunfo sobre os paraguaios na competição. O último havia sido em 1939, por 3 a 0.
                                             

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Aposto em Maxi Rodriguez como o 10 do Galo



O Atlético vendeu Guilherme e Jô. Nas próximas horas será a vez de Maicosuel, também para os Emirados Árabes, mas vai anunciar quem será o seu novo 10 para o restante da temporada. O presidente Daniel Nepomuceno foi buscar o reforço.  A imprensa aposta em vários nomes. Alguma coisa me diz, porém, que será o argentino Maxi Rodriguez, de 34 anos, jogador do Newell's Old Boys. É craque. Jogou o último Mundial pela Argentina e está na lembrança do torcedor atleticano por ter perdido um dos pênaltis do time argentino na decisão das semifinais da Copa Libertadores, no Independência, contra o Atlético. Seu nome encaixa perfeitamente no perfil anunciado pelos dirigentes, de que será um armador estrangeiro e de vasta experiência.  Algumas vezes ele já foi oferecido ao futebol brasileiro, especialmente para os times do Sul, Internacional e Grêmio. É jogador para chegar, vestir à camisa e jogar naturalmente. Mostrou seu talento também pelo Espanyol, Atlético de Madrid e Liverpool. Para quem não o conhece, um aviso: ele é craque. Joga muito. Não é um Ronaldinho Gaúcho. Muito menos um Messi. Mas diferenciado.
O Cruzeiro continua com dificuldades para confirmar o seu 10.






quinta-feira, 2 de julho de 2015

Os valores da venda de Jô



No dia 30 de junho, confirmei aqui a venda de Jô para o Al Shabab. Hoje (02-07), o Atlético também confirma a transferência e o clube árabe inclusive publicou foto do atacante, com a camisa da Seleção Brasileira, em seu site. Jô viaja na próxima semana para os Emirados Árabes. Vai assinar contrato por dois anos e o Atlético receberá 50% de três milhões de euros. Os demais pertencem ao Internacional e a um grupo de investidores. Vejam bem: no ano passado, ele chegou a estar acertado com o Borussia Dortmund, da Alemanha, por 15 milhões de euros. A negociação só não foi concretizada porque o Brasil fracassou no Mundial.

Galo, mais três pontos. Raposa, trava



Não foi uma exibição para encher os olhos do Galo, ontem, (01-07), no Independência. Do futebol brasileiro, pobre no corpo e na alma, como escreveu esta semana Tostão, não podemos esperar grandes atuações com regularidade, como nossos times apresentavam no passado. Jogavam dez partidas de alto nível e apenas uma ruim. Hoje, infelizmente é o inverso. Mas o Atlético venceu o Coritiba por 2 a 0, terceira vitória consecutiva (sem levar gols), e segue sua escalada em busca do primeiro lugar. Destaque para Thiago Ribeiro pelos dois gols e ainda a regularidade dos demais jogadores. Ninguém destoou. Interessante destacar que o fraco Coritiba, um dos candidatos ao rebaixamento, chegou com  perigo pelo menos duas vezes e , em uma delas, Victor fez uma grande defesa.  Agora é o Internacional para se tirar a prova dos nove. Se mantiver o melhor aproveitamento como visitante, naturalmente subirá um pouco mais, principalmente na força de seu futebol. O Colorado levou de três do líder Sport ontem, mas não é cachorro morto.  Tem tudo para brigar na parte de cima da tabela.
           

Já o Cruzeiro repetiu o filme da derrota por 1 a 0 para o Coritiba.  No primeiro tempo ficou atrás diante do Grêmio. Na segunda etapa, o técnico Luxemburgo foi obrigado a fazer mudanças para o time crescer e os resultados táticos foram bons, porque a Raposa melhorou no toque de bola, chegando mais vezes ao gol. Passamos a ver jogadas em velocidade, mesmo sem um toque final brilhante. Levou o gol de pênalti e não conseguiu chegar ao empate. Ainda teve Fábio como o seu melhor jogador, em outra noite de milagres, prova de que o placar final foi justo, favorável aos gaúchos. O problema maior é que foi a terceira derrota seguida. Para Luxemburgo está zero a zero, com três vitórias e três derrotas. A prova virá sábado, contra o Atlético-PR, que vem de vitória: 2 a 1 no São Paulo. A questão é que agora todo adversário é complicado e o Furacão tradicionalmente foi uma dor de cabeça, principalmente quando está numa boa fase e vem ao Mineirão acreditando que será possível vencer. Outra derrota e não tenham dúvidas: a pressão vai aumentar e muito na Toca. Aí  estará determinado: a luta será na parte de baixo da tabela. No meio da bagunça, como diz o técnico. Se ele é bom, sábado será um dia especial para dar um polimento em sua estrela. 
                       

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Maicosuel, mais um que está indo embora



Confirmei ontem (30-06), a saída de dois jogadores importantes do Galo: Guilherme para o Cruz Azul do México e de Jô para o Al Shabab, dos Emirados Árabes. Hoje mais um está deixando a Cidade do Galo: Maicosuel.  Há alguns dias os dirigentes estão negociando sua transferência.  Não foi aquele atacante que a comissão técnica esperava. Muito menos o torcedor, mas tem valor no mercado da bola. Foi a primeira indicação de Levir Culpi, quando chegou para ocupar o lugar de Paulo Autuori.

Maicosuel também deve ir para os Emirados. Provavelmente o Al Shardjad, onde estava Marion, atualmente emprestado para o Joinville. Não treinou ontem entre os titulares e nem deve ser relacionado para o jogo de hoje contra o Coritiba. Foi confirmado. Deve ficar no banco. Mas há possibilidades ainda de outras negociações, como do lateral Marcos Rocha; do polivalente Luan e até do zagueiro Jemerson. Quem chegar com boas propostas vai levar, porque um clube brasileiro não consegue manter seus compromissos financeiros sem estas negociações. É essencial baixar o custo do futebol. A saída de jogadores como Maicosuel, Guilherme e Jô representa muito em termos de redução na folha salarial. Uma das metas do presidente Daniel Nepomuceno é justamente ter um time capacitado para disputar títulos, mas com custos dentro da receita do clube.
                      
  
Uma política mais do que correta. Por este motivo, ele não permitiu a venda de Pratto. Quem iria ocupar a posição? Se o Galo tivesse um zagueiro capacitado como reserva, há apenas o experiente Edcarlos, mas sem tantos recursos técnicos para uma zaga que ficaria muito envelhecida, ao lado de Leo Silva (35 anos) também Jemerson pode seguir um novo destino. Vale muito no mercado internacional. Na lateral, sem Marcos Rocha, as opções Carlos César e Patric podem quebrar o galho. Vejam bem: apenas quebrar o galho. Ambos fazem muita raiva ao torcedor. Mas é a qualidade do futebol brasileiro.