sábado, 18 de abril de 2015

Hotéis e concentrações, onde tudo acontece


Os clubes investem em segurança nos hotéis e concentrações não apenas pelo fato de impedir que um torcedor possa tirar a privacidade de um jogador. Os técnicos e supervisores colocam dois atletas em um mesmo quarto muitas das vezes com o objetivo de um vigiar o outro. Também para que uns não se sintam isolados e pressionados, especialmente nos momentos das grandes decisões, quando é preciso conversar, dialogar entre eles os detalhes dos jogos. Alguns passam dois ou mais dias, só falando no que poderá acontecer. Outros fazem as opções pelas zoeiras e brincadeiras para descontrair o ambiente. É um momento também de muitas fantasias, com personagens marcantes. Casos de Nelinho, Luizinho, Romário, Amaral, Almir Catimba, Mengalvio, Raul, Natal, Reinaldo e muitos outros. Contam que no Barro Preto, estádio do Cruzeiro nos Anos 50, quando os jogadores ainda dormiam em alojamento, construído debaixo da arquibancada, uma noite alguém ouviu: “Eu gosto é que aperta o meu coração Guerino”. E vai dai por diante.


Há técnicos que gostam que os jogadores deixem as portas dos quatros sem trancar para que eles possam, na madrugada, observar se realmente estão dormindo. Existem os sonâmbulos que fazem a festa dos companheiros, com histórias fantásticas, como a revelada por Amaral, ex-volante do Palmeiras. No pesadelo, ele estava sendo  ameaçado por marginais e tirou o revolver para se defender, no exato momento em que Marcelinho Carioca entrou no quarto. Ele então pegou a arma e por pouco não atirou.  Muitos também têm insônia e só conseguem dormir ao amanhecer. Numa madrugada, em 2000, encontrei Sorin e Viveros, andando por Copacabana. O Cruzeiro estava hospedado no hotel Plaza, na av. Princesa Isabel. Eu lhes disse que ali era um local perigoso, com muitos assaltos e o colombiano Viveros respondeu tranquilo: “Me padre (chamava-me de seu pai), em Bogotá há locais  muito mais violentos. Aqui é o paraíso”.


Nos Anos 80 participei de uma viagem do Atlético a Manaus e os jogadores passavam a noite entrando nos quartos, usando máscaras de monstros, que faziam parte da bagagem deles em todas as viagens. Uns seis invadiam os quartos dos que dormiam sem qualquer tipo de dificuldade. A reação era muito mais do que de espanto. As vítimas contavam as mais estranhas histórias para não morrer e tentar voltar para o mundo da realidade, sem aqueles fantasmas. João Leite era um dos líderes destas brincadeiras. Também fui vítima. Naquele tempo eles já produziam pegadinhas que teriam hoje repercussão mundial. Tais quais as múmias que apareceram nos metrôs do Ceará, o zumbi e aquela menina, que grita dentro do elevador e que fizeram o SBT aumentar a sua audiência.    

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Não fiquem esperando milagres

O Boca é o único time com 100 % de aproveitamento na Libertadores

O empate do Corinthians por 0 a 0 com o San Lorenzo – o time argentino, mesmo campeão da última Libertadores não é lá estas coisas – deixa claro que não temos um participante na competição para podermos afirmar que aí está o campeão. Com um futebol que preenche todas as expectativas; que evolui naturalmente durante os jogos, fazendo com que tudo se torne fácil; com um técnico estrategista, que conhece tudo de bola e, ainda, jogadores diferenciados. Não existem milagres no Futebol. O Corinthians impressionou apenas pelo trabalho desenvolvido por Tite, motivado também pelo fato de quando caiu, em 2013, era muito criticado e considerado por alguns como ultrapassado; a arrancada inicial na Libertadores, nota dez em praticamente todos os requisitos nas jornadas diante do Once Caldas e, ainda, pela atmosfera criada: Elias, Emerson Sheik, Guerrero, a torcida e por uma carência paulista. Nosso principal Estado não permite ficar em plano inferior em absolutamente nada. Pior ainda, no Futebol. E estava, pelos dois títulos seguidos alcançadas pelo Cruzeiro no Brasileiro. Do Atlético, em 2013, na Libertadores e ainda dos argentinos, em 2014, quando São Paulo não conseguiu sequer um representante. Participaram Botafogo e Flamengo; do Rio; Atlético e Cruzeiro e, ainda, o  Grêmio. Era muita humilhação.



O máximo que se pode dizer que o Corinthians é o melhor do Brasil na Libertadores. E não venham encantar o Internacional por ter feito 4 a 0, no Universidad de Chile, como visitante – foi apenas uma noite firme de Nilmar, que no exagero já está sendo chamado de Mágico pelos dois gols;  ainda temos que destacar o São Paulo pela vitória por 2 a 1, diante do Danúbio, no Uruguai. Nesta conjuntura de exaltações, nem precisamos encaixar Cruzeiro e Atlético porque eles decepcionaram na última rodada da Libertadores. O Cruzeiro caiu por 3 a 1 para o Huracán e o Atlético, por 1 a 0, diante do Atlas. A atmosfera mineira, no momento, está em baixa. Para aqueles que usam os mais variados adjetivos para retratar o Futebol, jogando para cima, especialmente os detentores dos direitos das transmissões pela TV, que tem a necessidade de exaltar os eventos, um recado simples: cuidado. E aquele velho recado da Vovó: gato escaldado tem medo de água fria. Vamos com cautela minha gente. O grande time do momento é o Boca Juniors, único com 100% de aproveitamento. Mas não tem aqueles talentos para apontarmos que é o novo show da América. E vejam bem, tem tradição. E se levar o caneco será a sua sétima conquista.



Mais um Cruzeiro x Atlético

Não se pode antecipar nada em relação de favoritismo para  Cruzeiro x Atlético pelas semifinais do Campeonato Mineiro. Ambos estão cansados e confusos depois das derrotas na Libertadores. Ainda não jogaram em  2015 um futebol para demonstrar equilíbrio. Estão marcados pela irregularidade e muitas críticas. O primeiro primeiro jogo decisivo no Independência (1 a 1) foi com um nível técnico baixo.  Não que estamos prevendo agora um clássico do medo. Mas  ambos não vão abrir as portas. O jogo será mais defensivo, com esta palavra que marca todos os duelos decisivos: pegadas. Triste para o Futebol, que no passado, vivia do talento.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tem de ser com a cota de sofrimento


Mais uma vez, ao perder por 1 a 0 para o Atlas, no El Jalisco, em Guadalajara, no México, o Atlético repassa para seu torcedor a sensação de que faz parte da sua recente história, tudo que for alcançado, tem de ser com uma dose alta de sofrimento. Para testar o coração. Só que nesta quarta-feira (15/4) teve um ingrediente a mais: dançou conforme a música. Quando percebeu que seria impossível vencer, passou a jogar, por sinal muito mal, para garantir o placar com apenas um gol de desvantagem, já que o Santa Fé vencia o Colo Colo, em Santiago, e este resultado não estava complicando tanto a vida do Galo, por um simples fato: o Colo Colo é que terá de vir a Belo Horizonte, na próxima semana, para decidir a classificação do segundo lugar do Grupo 1  - o primeiro já é dos colombianos -contra o alvinegro. Não poderia é levar mais gols e fez aquele jogo esquisito, sem convicção alguma, como que jogando para que o tempo passasse.

Absurdo maior foi a atitude do técnico Levir Culpi ao fazer as mudanças, na segunda etapa, tirando Donizete e Lucas Pratto, quando até um cego sabia que teriam de sair Dátolo e Carlos. Não estavam jogando nada. Aí vem o tal “mas taticamente estavam cumprindo o determinado”. O treinador deveria furar um buraco e colocar lá dentro algumas de suas teorias, principalmente a de que Dátolo é uma solução para o meio. Ele erra demais. E vejam: Guilherme estava sentado no banco. Ao perceber o desenvolvimento do argentino, se é que desenvolve alguma coisa, o adversário, com dois ou três minutos de jogo, já sabe perfeitamente por onde começar as jogadas. Ele está todo torto. Para ainda reforçar a tese de que o técnico está perdido, o time precisava de gols e ele tirou a maior esperança para balançar as redes. Em uma cabeçada poderia definir, como fez diante do Santa Fé, na Colômbia. Outra lição: nunca se deve abrir tanto o meio quando está jogando um jogo onde não pode levar mais gols. 

Basta de críticas. Vamos esperar que o espírito Libertadores recaia novamente no Horto e a classificação, com a cota de sofrimento, seja alcançada. Se não vier, com certeza será em função dos erros. O único fato que tanto Atlético como Cruzeiro podem alegar, pelo desempenho esta semana na Libertadores  - o Cruzeiro perdeu por 3 a 1 para o Huracán, em Buenos Aires - é o desgaste. Não é fácil jogar hoje e descansar amanhã e ainda ter de enfrentar viagens. Mas não esqueçam de que os outros também têm os seus problemas.

Parabéns Tigres

A gente sabe e percebe os esquemas feitos no Futebol para beneficiar determinadas equipes, mas o Tigres, do México, deu uma demonstração exata da grandeza e honra dos mexicanos. Entrou em campo contra o Juan Aurich, do Peru, já classificado  - também faz uma campanha especular, chegando aos 14 pontos - usando um time reserva e apenas 16 jogadores relacionados para o jogo. Poderia estar beneficiando os peruanos que jogavam a classificação ou ainda River Plate e o San José, da Bolívia, os três na luta pela segunda vaga. Mas cumpriu a honra, melhor, o seu dever. Jogou com hombridade. Como que necessitando dos três pontos. Venceu por 5 a 4 e o River Plate, que fez 3 a 0 no San José, garantiu a vaga como segundo do Grupo 6. Quem estava esperando “esquema” ficou decepcionado. Que seja sempre assim.  



quarta-feira, 15 de abril de 2015

E agora José?

Mancinelli comemora o terceiro gol do Huracán em cima do Cruzeiro 

O torcedor cruzeirense segue esperando que 2015 seja como nos dois últimos anos, mas no fundo fica aquela desconfiança. Será possível? Ou pelo menos aproximar daquele eficiente futebol de tantas alegrias. Era um time tão seguro que chegava fácil ao gol adversário. Agora tem as suas dificuldades em função da troca de muitas peças e ainda por não ter a convicção de que qual a melhor maneira de se comportar. Talvez usando as bolas altas na área para Leandro Damião. No ano passado, elas eram exploradas também por Bruno Rodrigo, Dedé e Moreno.  Não há as jogadas em velocidade pelas laterais e ainda pelo meio, fica cada dia mais doloroso ir ao estádio e não ver Éverton e Goulart. Eram muitas as opções, com qualidade pelo meio para o desarme e iniciação dos lances, graças principalmente aos passes de Lucas Silva.  Em 2015, mesmo passados quase quatro meses, apenas esperança. Não só isso.  Não conseguiu vencer nenhum dos quatro semifinalistas do Campeonato Mineiro, empatou em um jogo incrível contra o rebaixado Mamoré, no Mineirão e perdeu a liderança e invencibilidade do Estadual, em casa, para o Tombense.

Vejam bem o retrospecto. Nada animador. Mas nem por isso, o cruzeirense deixa de acreditar no título do Estadual e que vai chegar longe na Libertadores, na sonhada caminhada pelo tri, que persegue desde 1997. Os sonhos englobam os grandes momentos de Fábio, um goleiro irretocável, que transmite confiança; nas avançadas de Maike; na segurança de Leo, André e Manoel. No jogo defensivo de Mena e, agora, Fabrício, melhor na frente; no equilíbrio de Willians e Henrique, volantes capacitados e com história; e, na frente, De Arrascaeta; Alisson, Judivan, Leandro Damião, Marquinhos, William, o do Bigode e outros. Realmente tem de se pensar positivamente. Mas há um lado negativo muito forte. O Cruzeiro não jogou  para convencer em 2015. Maike perde a eficiência; o miolo de zaga só foi positivo nos primeiros momentos de Paulo André; Willians bom tomador de bolas. Contudo precisa ser útil na frente; Henrique não consegue impor seu estilo ao novo esquema, marca, vai a frente, orienta, mas o setor não engrena e, na frente, apenas relances, graças a explosão da Damião e os raros momentos de talento de Arrascaeta, como no gol de empate contra o Atlético. Este é o Cruzeiro. Pouco para quem deseja muito.

Tudo perdido, José? Nem tanto. Só que está determinado que os sonhos podem se concretizar em decepções. Claro que tem condições de vencer até com goleada o Universitário Sucre e terminar como primeiro do Grupo. Mas o que será na outra fase? Difícil prever, em função do retrospecto. Pode até se complicar terça-feira (21/4), mesmo diante do fraco futebol dos bolivianos. Esta é a pura realidade. A derrota por 3 a 1 para o Huracán mostrou um Cruzeiro sem espírito de Libertadores. O trabalho será dobrado para Marcelo Oliveira e os jogadores. E está reservado a cota de sofrimento que não foi consumida nas duas últimas temporadas. Chegou a hora, não é José?
  
Guarani vem aí

Ao longo da história, Olimpia e Cerro Porteño são os grandes times do Futebol paraguaio. Este ano eles abriram mão mais uma vez para o surgimento de mais um clube sem tanta tradição no País. No ano passado foi o Nacional que chegou as semifinais (o Cerro saiu nas oitavas) e, agora, é a vez do Guarani. Também antigo, mas sem conquistas históricas. Passou tranquilo pela primeira fase e pode dar trabalho. Não que pela qualidade, mas a garra, o espírito de Libertadores. Empatou em grande estilo com o Sporting Cristal nesta terça-feira, em Lima e está sonhando para as oitavas. São aquelas surpresas que sempre acontecem na competição.


Indiferentes com a Libertadores

Sem um representante do Estado na Copa Libertadores 2015, os cariocas estão indiferentes. Entre os torcedores, o comentário se resume ao Estadual e ainda na polêmica de que a atriz Maitê Prioença vai ou não tirar a roupa caso o Botafogo em 2016 esteja novamente na Série A. Outros preferem falar da Copa do Brasil ou do pastor Jefferson, goleiro do Botafogo. Nem o fato do Corinthians está voando – amanhã contra o San Lorenzo poderá atingir os 15 pontos, 100% de aproveitamento como o Boca Juniors – desperta interesse. Falar dos times de Minas ou do Internacional, pior ainda. É o nosso bairrismo. Para muitos sem qualquer consequência para o atual estágio frágil do nosso Futebol, mas com reflexos, porque se tem de valorizar o que está sendo feito. Depois de um grande momento do Flamengo e, em seguida, do Vasco, também campeão da Libertadores em 1998, mais a chegada sem sucesso do Fluminense, o Futebol carioca apagou na Libertadores. Tentou reerguer, mas está difícil, por falta de humildade, trabalho e competência. Se você ligar a TV e ver um programa local, até vai acreditar que ainda somos campeões do mundo, com base nas ações dos dirigentes e jogadores cariocas.

domingo, 12 de abril de 2015

Talentos fazem a diferença no clássico


Não foi um primor de clássico no Independência. Valeu mais pelas pegadas. Um jogo aguerrido, tônica hoje no Futebol, quando as equipes são mais niveladas, uma com medo de levar o gol e depois não ter condições de alcançar nem a igualdade. Mas valeu. O empate por 1 a 1, de certa forma, foi justo, pelo o que o Atlético jogou na primeira fase e o Cruzeiro, na segunda. Agora eles vão para o segundo jogo decisivo.Tudo indica que no próximo sábado, com o Cruzeiro mantendo a vantagem do empate para conquistar o direito de decidir o título. No momento, a Caldense está mais credenciada, porque depois do 0 a 0, em Tombos, também joga com esta vantagem e estará em casa, a exemplo dos celestes.  Mas ninguém pode arriscar absolutamente nada. Dou as razões: o Atlético não tem perdido para o rival e está com um time mais organizado.  Já o Tombense, depois que fez 2 a 1 no Cruzeiro, no Mineirão, tem de ser olhado de uma forma diferente por todos os adversários. Poderá perfeitamente chegar em Poços de Caldas e aprontar. Tem futebol para reivindicar sua chegada pela primeira fez a uma finalíssima do nosso Campeonato.

O importante no clássico é destacarmos os jogadores diferenciados pelo talento. Inicialmente por parte do Atlético, Guilherme entrou para jogar um pouco mais de um tempo e ficou os 90 minutos, graças a sua performance. No lance, na primeira etapa, quando lançou Luan e este cruzou para a conclusão de Carlos,  fez toda a diferença para seu time. Não que De Arrascaeta tenha ficado com inveja. Ele sabe sabe jogar e muito, como destaquei em outras postagens e deu a resposta. Fez um gol que é uma obra prima. De craque. Se alguém consegue esta proeza numa pelada, já é uma façanha. Imagine num clássico, o principal do Estado, com toda pressão possível, no campo do adversário, você pega a bola e sai costurando para completar e marcar. Craque. Podem bater palmas, porque ele vai nos mostrar muito mais. Com mais dois ou três anos, será um jogador da primeira linha do Futebol mundial. Vai lhe faltar apenas mais uns cinco centímetros de altura (tem 1,72 m), porque na Europa tem de ter mais de 1,80 m para jogar. Aliás, quanto mais alto melhor.  Não vemos Ibrahimović, com 1,95cm.

Bom para o esporte mineiro: a hegemonia do Sada Cruzeiro

Espetacular a campanha do Sada Cruzeiro para chegar ao tricampeonato da Superliga de Vôlei Masculino. Se a competição fosse por pontos corridos, antes mesmo dos play offs decisivos, já teria sido o dono do título, mas quis o destino que encontrasse mais uma vez o Minas TC nas semifinais e, na finalíssima, o Sesi. Simplesmente massacrou. A vitória por 3 a 1 sobre o Sesi, na decisão, no Mineirinho, confirmou a superioridade celeste. 

No Futebol não podemos hoje afirmar que Cruzeiro e Atlético estão credenciados para a
disputa do título do Brasileiro, porque falta muito ainda para ambos, mas no Vôlei, sai de baixo. Estamos atropelando. Depois de presença nas cinco últimas finais e fácil prever que o tetra também pode estar a caminho. Bom para o Vôlei brasileiro, que tem um digno campeão, e mineiro que pode mostrar verdadeiros espetáculos. A tal ponto que nenhum dos adversários pode lamentar que faltou isso ou aquilo em determinado jogo. Mesmo que encaixasse sabemos perfeitamente o que iria dar: Sada Cruzeiro.

  
E quem disse que a Mercedes já era

Depois da vitória da Ferrari, com Sebastian Vettel, no GP da Malásia, a sensação é que teríamos uma temporada com equilíbrio, mas Lewis Hamilton mostrou que nada mudou e não teve para ninguém no GP da China, corrida da 3ª etapa da temporada 2015 da Fórmula 1. Lewis Hamilton coroou com uma vitória tranquila um fim de semana perfeito no Circuito Internacional de Xangai, onde também fez a pole position e liderou todos os três treinos livres.  O companheiro do britânico na Mercedes, Nico Rosberg, novamente não foi capaz sequer de pressionar o bicampeão mundial, ficando em segundo. Sebastian Vettel não fez frente às Flechas de Prata. O tetracampeão ao menos conseguiu o terceiro lugar no pódio, seguido pelo parceiro Kimi Raikkonen, o quarto. Felipe Massa (Willians) foi o quinto e Felipe Nasr (Sauber), marcando ponto de novo.


sábado, 11 de abril de 2015

Charles salvou Bernardo da morte

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Bernardo recebeu o seguinte recado do amigo Charles: "Não apronta outra".

Adriano, o Imperador, fez escola fora das quatro linhas. Bernardo, armador do Vasco, é um de seus discípulos. Porém o jogador, filho de Hélio, ex-jogador do Palmeiras e do Fluminense, não foi criado em favela e assim não tem as mesmas regalias do mestre, que reina nos aglomerados sem proibições. Na última semana de abril de 2013, Bernardo por pouco não era mais uma vitima da violência nas favelas do Rio de Janeiro. Terá de agradecer eternamente a Wellington Silva, lateral do Fluminense e a Charles, volante do Cruzeiro, ambos criados no Complexo da Maré, zona norte da capital fluminense. O atleta foi amarrado, torturado e atingido por socos e pontapés. “Ia morrer”, revela Charles.


Bernardo foi agredido na Vila do João, complexo da Maré, por traficantes de drogas, porque teria se envolvido com a namorada de Marcelo Santos das Dores, conhecido como Menor P, o traficante da região. O jogador e a mulher foram levados por bandidos até a favela, onde foram torturados. A moça chegou a levar cinco tiros na perna. No momento em que Bernardo teria o castigo final, a execução, revela Charles, Wellington pediu ao jogador do Cruzeiro, por telefone, que comparecesse com urgência ao local. Charles correu e dez minutos depois estava lá.

O traficante Marcelo Santos das Dores tem fama de ser rígido e disciplinador. Ex-paraquedista do Exército, de 34 anos, estava foragido da Justiça desde 2007, quando recebeu um benefício para deixar o Instituto Penal Plácido Sá de Carvalho, no Complexo Penitenciário de Bangu, e não voltou mais. Ele havia sido preso em 2003, por associação ao tráfico de drogas. Quem estava próximo, conta Charles, ouviu o criminoso ordenar: “Agora é a sua vez bacana”.


Charles então colocou em prática tudo que aprendeu nos 15 anos na favela e as lições da vida, através do Futebol: “Implorei e o Marcelo aceitou parar com a tortura”. Até hoje, quando encontra com Bernardo, o ex- companheiro também dos tempos de Cruzeiro, não nega que naquele instante começou uma nova etapa em sua vida. Tanto que repete: “Tô de devendo aquela irmão”.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Gol de goleiro e o talento de Guilherme

Como uma benção a sua volta, no lançamento de Vitor a bola sobra para Guilherme que marca o segundo gol do Atlético contra o Santa Fé

O Atlético conseguiu a segunda vitória na Copa Libertadores ao fazer 2 a 0 no Santa Fé, a quem já havia vencido por 1 a 0, na Colômbia. O jogo no Independência foi de muita pegada, típico de Libertadores, com os times sem espaço para jogar. Os fatores determinantes para a vitória foram a presença em seu campo, com a torcida empurrando os jogadores e lhes dando totais condições para novamente seguirem firmes no espírito da competição; a produção individual de alguns e ainda duas palavras chaves: experiência e talento. O segundo gol do Galo foi o diferencial. A reposição perfeita de Victor. O meu pai chama este lance de gol de goleiro. Depois, a esperteza e o talento de Guilherme. Bateu com convicção, o goleiro chegou a fazer a defesa parcial – é importante colocar a bola no alvo – e, em seguida, com maior confiança, ele chutou no canto, sem defesa. É assim que tem de ser o comportamento de um time vencedor. São várias as armas para se chegar a um resultado positivo e o Atlético soube usar algumas delas. Continua subindo, mas não venham dizer que o futebol já lhe dá as credenciais para subir como em 2013. Falta. Não digo que muito, mas alguns ingredientes precisam chegar ainda para que a torcida possa cantar com orgulho: “Caiu no Horto está morto”. Mais uma decisão está prevista para quarta-feira (15/4), contra o Atlas, em Guadalajara. Tudo encaminha para que seja outro grande jogo, com o Galo tendo de descontar os três pontos que deixou escapar no independência para os mexicanos.




Que beleza Boca Juniors

O Boca fez 3 a 0 no Montevideo Wanderers. É o único, por enquanto, com 100% de aproveitamento, já que o Corinthians tem a chance de seguir invicto e igualar esta marca, caso vença o San Lorenzo na próxima semana, no Itaquerão. Estes são os dois que estão voando. Bom para a competição. Todavia, como abordei na postagem de ontem, o nível técnico segue baixíssimo. Evidente por culpa da qualidade do Futebol sul-americano. Vejam a situação do River Plate, um dos gigantes argentinos, ainda lutando para chegar entre os que passarão para as oitavas de final. Mas nem por isso, os detentores dos direitos de transmissões dos jogos (ler TV) deixam de jogar a competição para cima. Destacam todos os lances, alguns simples. Não podem deixar de valorizar o que eles chamam de espetáculo, uma real raridade. Por enquanto, apenas correria, pouca técnica ou ainda possamos dizer sem arte.



Reforços para Atlético e Cruzeiro

Thiago Ribeiro para o Atlético e Fabrício no Cruzeiro são as caras novas das equipes com chances de estreia para ambos domingo (12/4), no primeiro clássico das semifinais do Campeonato Mineiro. Bons reforços. Thiago é um jogador diferenciado pela velocidade. Os mineiros o conhecem com a camisa do Cruzeiro. Também teve uma passagem rápida pelo São Paulo. No Santos não aconteceu. Tem tudo para ser muito útil. Já Fabrício, revelado na base do Corinthians, joga também no meio-campo, custou a se firmar no Internacional. É um jogador que exerce múltiplas funções nos jogos, já que fecha pelo meio quando necessário. Também vai ao fundo como um ala e presente no jogo aéreo defensivo. Tem futebol para ser titular em qualquer grande time brasileiro. Ao dizer isso, já pontuo o quanto poderá ajudar. O Cruzeiro agiu rápido e tem tudo para acertar, como aconteceu com Leandro Damião. Se o emocional não interferir no seu futebol, vocês verão que baita lateral.