quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quarta-feira frustrante



Foi uma noite terrível para o Futebol carioca, com a eliminação do Flamengo e, em seguida, a do Botafogo, decepcionando suas torcidas. Elas esperavam muito mais. Sair da Copa Libertadores na Fase de Grupos, pela estrutura dos clubes brasileiros, mostra que há falhas e ainda a falta de uma preparação adequada para a competição. O espírito de Libertadores esteve bem distante. O Botafogo foi uma presa fácil para o San Lorenzo em Buenos Aires. Algumas vezes no Futebol afirmamos que faltou sorte. Desta vez não. Faltaram detalhes e muitos. Futebol, coragem, determinação e, acima de tudo, desejos. Tudo estava presente na mente, nas na prática, nos três últimos jogos, apesar de o alvinegro carioca ter vencido o Independente Del Valle por 1 a 0, no Maracanã, foi desastroso.

O Flamengo nem se fala. Resultado mesmo só fez um: o da vitória por 1 a 0 sobre o Emelec, em Quito, no Equador. Na derrota por 3 a 2 para o León, com o apoio de sua torcida, mostrou que está longe de ser um time competitivo. Tem que reestruturar. Corre o perigo de criar o enigma de time perdedor. Esta não é a sua tradição. Pelo menos teria de ter alcançado a fase decisiva, mas quando se leva dois gols em casa, no primeiro tempo, em uma decisão, fica claro que não tem capacidade para seguir em frente. Seu segundo tempo foi sofrível, consequência natural da insegurança. Também não tem jogadores capazes de assumir a responsabilidade de liderança com poder para recuperar emocionalmente os companheiros. Pelo contrário, ajudam a afundar o barco. O cartão amarelo de André Santos ao comemorar seu gol (o do empate por 1 a 1) foi a prova de que está tudo errado. E o compromisso com os outros 60 minutos de jogo...

A lamentar também a desclassificação, até certo ponto precoce, do Atlético-PR, na terça-feira. Era o mais fraco representante brasileiro na competição e saiu da pré-Libertadores, como o Botafogo. Não que isso determina que entrou na fase de grupos já derrotado, porque no ano passado o Olímpia também passou por esta etapa e depois disputou o título. Outros clubes já alcançaram tal êxito.


Vitória celeste


O Cruzeiro deu seu recado à altura de sua grandeza, jogando um primeiro tempo como se deve num momento decisivo. Salvou o Futebol brasileiro ontem, tirando todas as chances de se complicar diante do fraco Garcilaso. Cresceu na hora certa. Mostrou porque foi campeão brasileiro e para muitos com chances de disputar o título, mesmo tendo ficado em segundo lugar em seu Grupo. O time ganhou personalidade, com eficiência na marcação e principalmente na frente para criar as situações de gols e concluídas com precisão. Suas bolas altas ofensivas na área são mortais. Os adversários sabem perfeitamente disto, mas não têm o poder para conter estas jogadas diante da constante movimentação dos jogadores para concluí-las.

 

terça-feira, 8 de abril de 2014

F-1, o show não para


Durante 15 anos participei efetivamente do mundo da Fórmula-1, acompanhando os GPs nas coberturas do Estado de Minas. Tudo fascinava. O ronco dos motores, o cheiro da gasolina, a limpeza dos boxes, a organização inglesa, a preocupação dos engenheiros com o mínimo detalhe na preparação dos motores, a partir da chegada das equipes aos boxes, normalmente às terças-feiras. Algo o que marcou muito foi a disputa entre as equipes em fornecer a melhor alimentação para as suas equipes, numa disputa da culinária alemã, francesa, inglesa, italiana etc. Havia a preocupação dos chefes de cozinha em chamar um jornalista para experimentar o que eles estavam oferecendo aos convidados, pilotos e mecânicos. Era uma disputa . Nunca tinha visto nada igual, apesar de na época já ter alguma experiência em coberturas jornalísticas.


Os apaixonados pela F-1 não podem imaginar como é aquele momento. Nunca vi a F-1 como uma disputa apenas de pista. Não é apenas a competição entre pilotos e principalmente dos construtores, o que move o circo. A Ferrari não quer jamais ser inferior a Mercedes, Renault, Lotus, que teve sua época, Ford e Honda, outra que marcou o circo, etc. Há também a disputa entre os homens em estar ao lado das modelos mais bonitas do mundo e fazer delas suas companheiras. Neste campo Nelson Piquet era imbatível. Tomou a namorada de Ayrton Senna e depois, ao ver que a mulher de Nigel Mansell não tinha os dotes de que os povos chamam de beleza, usava sua língua felina para cutucar o adversário: “O Mansell é tão imbecil,  vive com um Dragão”. São ingredientes do espetáculo, mesmo que as pessoas não aceitem.

As ultrapassagens espetaculares, de Alain Prost, Nelson Piquet, Michael Schumacher, a de Ayrton Senna em cima do inglês Nigel Mansell, no GP da Espanha, em 1986, não existem mais, porque a disputa é das maquinas. O homem (ler pilotos) aceitou passar para um plano inferior. Vivemos a era de Sebastian Vettel da Red Bull, com domínio de ambos (piloto e escuderia), fazendo um show particular e sem graça, esvaziando a competição para os brasileiros, sem um representante de ponta. Os dirigentes mudaram as regras. Trouxeram novamente os motores turbos de seis cilindros; a poderosa e tradicional Willians reage ao optar pelos motores Mercedes, agora a dona do trono entre os construtores, mas tudo caminha para que tenhamos um novo ano de domínio de uma equipe – a máquina de Lewis Hamilton.

O tempo passa, mas fica claro que o que vai consolidar é a liberdade para condenar a Ferrari, sempre determinando prioridade para o piloto número 1. As equipes começam a entender que aquele que é bom, tem de chegar na frente. Ninguém pode inibir um piloto de desejar ser o número 1, quando no papel ele aparece como o número 2. Assim o show não para. Os outros ingredientes jamais faltarão: lindos boxes, belos uniformes, capacetes, carros, modelos e o ronco dos motores, num jogo em que Hamilton caminha novamente para ser o número 1, depois das duas vitórias em 2014 de ponta a ponta. Façam suas apostas.





segunda-feira, 7 de abril de 2014

O título está em aberto



O clássico deixou boa impressão. Houve muita movimentação, inteligência para jogar de ambas as partes e firmeza na marcação, especialmente por parte do Cruzeiro, que assumiu o compromisso mais defensivo . O placar de 0 a 0 foi justo, mas o Atlético foi o que mais se aproximou do gol para tentar tirar a vantagem do rival, por estar em casa e, ainda, para sentenciar o grito “Caiu no Horto está morto”.

Ficou claro que aqueles placares com grandes vantagens, como 6 a 1,  5 a 0, 4 a 0 e 3 a 0, os maiores alcançados em decisões entre eles, nos últimos dez anos, está totalmente fora de cogitação depois do futebol apresentado ontem. Os times ficaram sem espaço para jogar e está muito evidente o equilíbrio tático e técnico. Os jogadores estão muito aplicados. E vejam bem: foi uma semana desgastante, com viagens e muita pressão psicológica, devido aos jogos pela Copa Libertadores. Nem por isso se viu um clássico apagado. O torcedor não tem o que reclamar.


O Atlético, sem Ronaldinho Gaúcho, jogou um futebol mais coletivo, com perda na qualidade técnica, mas pode ter chegado ao gol adversário mais vezes se o craque estivesse em campo. Tardelli foi mais compromissado e o goleiro Victor não foi tão exigido como na última quinta-feira, quando o time empatou por 1 a 1, com o Independiente Santa Fé, na Colômbia. A defesa foi firme. Alex Silva agradou na lateral esquerda, sem errar como Dátolo. Muitas de suas jogadas tiveram sequencia. Jô pouco apareceu, também em função do esquema, com muita movimentação para Tardelli e Marion. Já Guilherme, que ficou também com a obrigação de marcar, fez dois lançamentos na medida.


O Cruzeiro recebeu nota10 pelo sistema de marcação. Esteve mais uma vez a prova e não deixou dúvidas quanto a sua eficiência.  Na quinta-feira passou pelo Univesidad de Chile, em Santiago, sem levar gols. Depois um clássico em que foi exigido, novamente seguro.   O meio com Lucas Silva e Henrique encaixou. Tem vigor físico, técnica, velocidade e experiência. Agrada também porque ambos jogam os 90 minutos no mesmo ritmo. Destaque para Samúdio, firme no combate como os demais defensores, com exceção do Ceará um pouco abaixo. Lá na frente, Willian foi o que  agradou pela movimentação. Soube encontrar seus espaços e criar boas situações. Júlio Baptista está caindo de produção. Idem, Ricardo Goulart.  Para domingo, no Mineirão, o Cruzeiro ficou com a faca e o queijo na mão para poder dizer que este é seu.  Pelo desenrolar do primeiro jogo a vantagem de um novo empate lhe fortaleceu mais. Diferente de 2013, depois dos 3 a 0 no primeiro jogo.  Mas é clássico e todos sabem que o título está em aberto.   




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Líder sem convencer e a reação celeste



O agora exigente torcedor atleticano, com plena razão, não está nada satisfeito com o desempenho do time, mesmo sendo o líder e invicto do Grupo 4 da Copa Libertadores. Tinha plenas condições de brigar pela liderança geral da competição, como no ano passado e simplesmente abdicou deste direito, ao empatar com o Nacional do Paraguai (duas vezes) e na madrugada de hoje com o Independiente  Santa  Fé,  por 1 a 1, em Bogotá, na Colômbia. O futebol do Galo não agradou. Em 90 minutos conseguiu fazer uma jogada contundente: a do gol, marcado por Guilherme. Depois ficou esperando achar uma  outra bola para fazer o segundo gol e ela não veio, em função da fraca atuação. Poderia ter perdido. Victor foi à salvação. Um único alento: a Copa Libertadores é um eterno desafio com suas armadilhas e o cachimbo do Galo não caiu.

Lamentável a atuação de Ronaldinho Gaúcho. Chegou a hora dele definir o seu futuro. É um ex-atleta de competição de alto nível em ação. Nosso artista hoje tem uma nova função no futebol: o embaixador da bola, merecedor de todas as homenagens, porque seu passado foi magistral. Ele ficou quinze dias se preparando para esta partida e não fez nada. Quebrou o ritmo da equipe e não participou do jogo coletivo, que ficou frágil. O Santa Fé é que não é mais lá estas coisas e o respeitou demais. Outro time com coragem e um pouco mais de futebol, teria alcançado a virada, o que seria o resultado justo. Ronaldinho nem deveria ter voltado para a segunda etapa. Autuori terá de tomar uma decisão imediata para não ser engolido.  Vexame também para o futebol de Marcos Rocha,  Dátolo, Tardelli, Jô e outros. Assim é impossível pensar no bi.

O Cruzeiro foi outra realidade. Encorpou o ritmo da Libertadores e jogou como grande na vitória por 2 a 0 sobre o Universidad de Chile, comportamento que deveria ter adotado também nos outros dois jogos como visitante, nos quais foi derrotado. Mas está vivo. Jogou o futebol que a sua torcida queria e que lhe dá a certeza de que vai chegar, porque é muito superior ao Real Garcilaso. Difícil apontar quem foi o destaque. Foi um todo, como tem de ser o futebol coletivo, com a determinação sempre presente.

Marcelo Oliveira mexeu certo na equipe e o que mais chamou a atenção fato de atacar sempre com seis e defender  até com mais. Ficou complicado para o adversário, que mesmo em casa, com o apoio de sua torcida, não conseguiu fugir da marcação e ficou inofensivo. Este comportamento  celeste vi também no Botafogo, na derrota por 1 a 0 para o Unión Espoñola, com uma diferença crucial: a qualidade para as definições, o que faltou ao time carioca. Não adianta chegar com seis sem a capacidade para a definição. Só correr não ganha jogo.




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Faltou investimento


Este é um ano atípico para o Futebol brasileiro. Não pelo fato de termos mais uma Copa do Mundo. A questão é que a competição será no País. Os dirigentes, pelo menos conscientes, estão certos de que não terão altas arrecadações de bilheterias durante quatro meses, mas apenas em oito meses para os clubes, incluindo os Campeonatos Estaduais, que pouco ou nada rendem. Apenas prejuízo. Há ainda o problema dos investidores com as aplicações voltadas exclusivamente para o Mundial. Sobram as migalhas. Por estas questões, não tivemos investimentos técnicos, muito menos financeiros e o resultado está sendo refletido na fase de grupos da Copa Libertadores 2014. Exceto o Grêmio, invicto e jogando um futebol seguro, os demais não convenceram. Na mesma etapa no ano passado, Palmeiras, Atlético, São Paulo, Corinthians, Grêmio e Fluminense estavam voando e foram absolutos na fase de grupos. Os times brasileiros eram primeiros colocados de suas chaves, exceto o São Paulo e Grêmio que foram dominados por Atlético e Fluminense.

E 2014.... Tem sido um drama. Não para o Grêmio, que mostrou na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Nacional, na Colômbia, que deseja muito mais. Mas sua boa performance está voltada principalmente pelo acerto do trabalho do técnico Enderson Moreira, já que fez uma limpeza no grupo e, ainda, não foi necessário fazer grandes contratações. Este é o estilo do novo técnico. Vejam vocês, quando Luxemburgo passou por lá tinha Elano, Vargas, Zé Roberto (permanece), Moreno e outros e ele dizia que era um grupo para ser campeão.

O Flamengo não buscou nenhum jogador para que pudéssemos ter a certeza de que ali estava a diferença. Podem dizer que conseguiu Elano, mas vejamos, não é mais aquilo tudo do passado. E jamais foi espetacular. O Rubro Negro perdeu o seu diferencial: o volante Elias. Alguma coisa me diz que este era o jogador pretendido pelo Atlético e que pode ter vindo a Belo Horizonte feito os exames médicos e vetado. O nome até hoje é guardado sob sete chaves. Mas pelo que conheço do presidente Alexandre Kalil era o que desejava para reforçar o meio, especialmente depois que Cuca anunciou que levaria Pierre para a China, o que não se concretizou. O Atlético não trouxe jogadores que poderíamos chamar de grandes reforços. O argentino Otamendi é eficiente, mas a zaga tem Leonardo Silva e Réver. Era muito mais importante contratar um volante ou um lateral, como agora com a chegada do Emerson. Há a maldição da lateral esquerda, com várias contusões, mas um jogador para preencher a lacuna, como falavam os locutores no passado, o Galo não apresentou.

O Cruzeiro também não trouxe nada para encantar. O grupo de 2013 estava muito mais encorpado, apesar de mantido. Só que os jogadores não conseguem o mesmo rendimento. A empolgação é outra. Vejam bem: comparando ao desempenho no Campeonato Brasileiro. O Atlético Paranaense nem sei se vai conseguir escapar. O Botafogo mostrou sua real capacidade em casa contra o Unión Española. Será complicado passar pelo San Lorenzo na Argentina. E falando em Argenina, dois dos seus times estão com cara de que vão chegar: Newell`s Old Boys e Vélez Sarsfield. Ficando num plano inferior Lanus e Arsenal Sarandi, aquele mesmo do ano passado, que levou um banho do Galo.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

O pior para o Cruzeiro



A vitória do Defensor do Uruguai por 2 a 0 sobre o Real Garcilaso complicou ainda mais a posição do Cruzeiro no Grupo 5. Tem de vencer o Universidad de Chile amanhã e na última rodada golear o Garcilaso para obter a classificação para as oitavas de final, com dez pontos. Poderá superar os outros concorrentes (apenas o Garcilaso está fora desta disputa pelas duas vagas) no saldo de gols. O time celeste está pagando um preço muito alto pelas duas derrotas como visitante e para complicar uma delas para os peruanos que somaram apenas estes três pontos.
O Cruzeiro está muito concentrado para o jogo de amanhã em Santiago, fortalecido pela goleada por 5 a 1 alcançada no Mineirão, justamente contra os chilenos. Este também é o seu único resultado positivo no Grupo 5, o que demonstra para os que definem os números como o fator primordial no futebol para as definições, o indicativo de que o caminho do Cruzeiro tem espinhos, especialmente amanhã. Terá de ser mágico para escapar deles nos dois jogos que lhe restam.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Bebeto abriu o verbo


Na entrevista que concedeu ontem ao programa Última Palavra, da Fox, o ex-jogador de vôlei, Bebeto de Freitas (lembro dele como levantador do Botafogo, depois técnico, com participações na Seleção Brasileira, da Itália, ainda com larga experiência em outros países  e também na administração do Atlético) abriu o verbo e não escondeu que na Confederação Brasileira de Vôlei, não há santo. Pior: mesmo sendo uma pessoa ligada há quase meio século ao Esporte, quando foi contratado para dirigir a Seleção da Itália, recebeu  um aviso de um mensageiro da CBV:  “Não faça criticas ao nosso trabalho”. Todas as pessoas ligadas ao Vôlei sabem que desde os primeiros dias de Carlos Arthur Nuzmann a frente da entidade, a partir de 1974, esta foi uma das marcas de sua política. É proibido falar do que está errado.

Abertamente Bebeto criticou Nuzmann, mostrando ainda que sua política foi sempre direcionada para a elite, no caso, a Seleção Brasileira, virando as costas para o resto, especialmente os Clubes. Sua proposta de candidato era exatamente trabalhar pela massificação para que tivéssemos um vôlei de primeira qualidade.  O que faz hoje também no COB. Mas a verdade é que os resultados vieram com a Seleção Brasileira. E os Clubes foram empobrecendo.  Para ele, um absurdo ter uma Superliga com 12 clubes, alguns meros participantes por falta de recursos. Lembrou as empresas que chegam ao Vôlei e depois desaparecem sem que ninguém tome qualquer providência.

Para  Bebeto o mais estranho é o fato de que clubes tradicionais, fez questão de citar o Minas Tênis  Clube, se silenciam.  Há denuncias de desvios de verbas e ninguém se interessa pelo fato, como se nada estivesse acontecendo. Destacou a política de tudo para os amigos e veneno para os inimigos. No Futebol , a mesma coisa. O ex-presidente do Botafogo citou a incoerência na prestação de contas do atual presidente do Clube, que sonegou mais de 90 milhões.

Bebeto de Freitas foi sempre um crítico, seguindo o estilo de seu tio, João Saldanha,  um jornalista ferrenho. Tão contundente que chegou à técnico da Seleção Brasileira de Futebol e foi demitido três meses antes da viagem ao México, onde o Brasil conquistou o tricampeonato. Era um declarado comunista e ao saber que o presidente da República, Garrastazu Médici queria interferir na convocação da Seleção Brasileira, indicando jogadores de sua preferência, Saldanha lhe mandou o seguinte recado: “O Senhor escala seu Ministério, aqui mando eu”. Caiu.