segunda-feira, 9 de março de 2015

Cruzeiro x Atlético, um empate sem o especial

Com jogo de duas torcidas, jogadores entraram em campo pedindo paz

O clássico (1 a 1) no Mineirão foi um jogo que podemos chamar de boas pegadas, não mais do que isso, porque os times exploraram apenas a determinação. Valeu por ser início de temporada e cada um buscando suas necessidades. Ficou claro a falta de entrosamento e, ainda, que ambos necessitam de jogadores capacitados, que possam chamar à responsabilidade do jogo e comandá-los. Como Éverton Ribeiro e Tardelli faziam. Se voltarmos um pouco no tempo, Ronaldinho Gaúcho. Um pouco mais, Alex talento; Reinaldo e nos primeiros anos do Mineirão, Tostão. Não há como os grandes espetáculos atingirem um alto nível, sem a presença destes jogadores que têm a arte nos pés e são privilegiados na inteligência. São os diferenciados. E como fizeram falta ontem. Não houve um destaque individual, mas também não podemos dizer que aquele jogador ou outro tenha comprometido. Os atleticanos não podem criticar Patrick, Edcarlos, Rafael Carioca ou até Luan, que vinha caindo de produção. Os cruzeirenses podem estar satisfeitos pelo que jogaram Léo, Mena e Willians, volante. Agora, podem criticar Willian (bigode) e Marquinhos pela falta de movimentação. A estreia de Willians no clássico agradou. Cumpriu a missão pela qual foi contratado: marcação.


Agora, o que podemos esperar dos dois times depois deste empate. Evidente, como os técnicos estão pregando, uma maior ação. Ambos podem progredir muito e fica claro que vão decidir mais um título mineiro. Os intrusos podem ser América, Villa Nova e Caldense. Na reta final, o Tombense demonstra porque é tido por muitos como a maior força do interior.  Quanto a Copa Libertadores, o Atlético fará o jogo decisivo contra o líder Santa Fé, na outra quarta-feira, em Bogotá, na Colômbia. Se vencer, segue na luta pela classificação no Grupo 1. Perdedor, adeus Libertadores 2015. Será muito triste para a nação atleticana. Os alentos, a volta de jogadores importantes, como Marcos Rocha, Leonardo Silva, Pratto e até Guilherme. Também o fenômeno que marcou o Galo em 2014: cresceu nos momentos mais complicados. Gostou dos desafios. Só que havia mais conteúdo na equipe. O Cruzeiro visivelmente necessita de encaixar seu jogo. A referência em 2014, quando chegava fácil ao gol. Agora, ainda chega, mas sem tanta frequência e não ficou fácil. Enfrenta alguns problemas. E Marcelo Oliveira, com dois meses apenas, já consegue atingir o que podemos chamar de força. Willians está firme no meio, com Henrique e, na frente, Leandro Damião é uma realidade. O gol no clássico diz tudo.



Emerson, boa arbitragem

Há uma pressão dos clubes para que nos clássicos em Minas as arbitragens sejam entregues a árbitros de outros estados, com o argumento de que eles acabam envolvidos. Emerson de Almeida Ferreira apitou o clássico de ontem, com absoluta tranquilidade, comprovado que esta regra não se aplica quando os árbitros estão bem preparados, principalmente emocionalmente. O mesmo não podemos dizer para Leandro Bizzio Marinho que apitou a vitória do Corinthians por 1 a 0 diante do São Paulo – errou na marcação do pênalti e, ainda, no cartão amarelo e consequentemente o vermelho (o zagueiro já tinha o amarelo) para Gil. E ainda para Daniel de Sousa Macedo que apitou a vitória do  Vasco por 1 a 0 sobre o Bonsucesso. Só ele viu mão na bola no lance do pênalti (a bola resvalou no braço do zagueiro Fernando) que originou o gol vascaíno. Absurdo. Contra os pequenos, eles enxergam tudo. Até o que não houve.


sábado, 7 de março de 2015

Primeiro clássico no Mineirão. O Galo inteiro expulso

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        Décio Teixeira e Wilson Almeida depois do choque caíram dentro da área

A inauguração do Mineirão ocorreu em 5 de setembro de 1965 e trouxe um novo status para o Futebol mineiro, que antes viveu por 15 anos a Era do Independência, construído para o Mundial de 1950, no Brasil. A capacidade do então gigante do Horto era para 30 mil pessoas. A nova casa para 120 mil torcedores, um modelo Nacional, não era tão gigantesca como o Maracanã, este com capacidade para 122 mil, sendo que quase 200 mil pessoas viram a derrota do Brasil, no Mundial de 1950, para o Uruguai. Mas o Mineirão era seguramente o mais moderno do País. Tudo novo e bonito.



Já na construção havia um encanto, com caravanas para as visitações. Na Pampulha se erguia a principal obra de concreto armado da história do Estado. Foram 347.260 sacos de cimento, quatro milhões de barras de ferro, 140 mil quilos de tubos, etc. Na época, não se usava os concretos usinados.  Os dirigentes dos clubes prepararam os times para viver aquele novo tempo. Até os do interior. O Siderúrgica, de Sabará, campeão mineiro em 1964, lutava pelo bicampeonato, mas já era impossível concorrer com a nova estrutura do América, Atlético e Cruzeiro. Os celestes, graças à visão privilegiada do presidente Felício Brandi, foi o que partiu à frente.  De terceiro clube de Minas, na preferência do torcedor, ultrapassou o América e ganhou títulos,  alcançando hegemonia. Foram quatro conquistas consecutivas nos cinco primeiros anos do estádio, mostrando exatamente sua força, algo inédito para o Clube (antes três vezes tricampeão, sendo uma delas ainda no tempo de Palestra Itália), enquanto o Atlético conquistou o Campeonato de 1970.

O primeiro clássico no Mineirão, jogo válido pelo Campeonato Mineiro, foi cercado de muita expectativa, algo jamais visto na cidade. Até então esta era a principal disputa para os Clubes mineiros, mesmo com a existência da Taça Brasil em que participavam como meros coadjuvantes. O árbitro escolhido pela Federação Mineira de Futebol foi o espanhol Juan de La Passion Artez, radicado em Minas. Foi no dia 24 de outubro, um mês e 19 dias depois da inauguração do estádio. Está registrado nos livros e sites como sendo esta a decisão do Estadual, mas na realidade restavam pelo menos mais cinco rodadas.



Com público de 47. 530 torcedores pagantes, recorde para o Estadual, fora os penetras que pularam o muro, o Cruzeiro vencia por 1 a 0, gol de Tostão, na primeira fase, quando aos 34 minutos do 2º tempo, o árbitro marcou um pênalti. Falta cometida por Décio Teixeira em Wilson Almeida. Houve uma revolta dos atleticanos. Dirigentes, o técnico Mário Celso de Abreu (Marão), todos os jogadores reservas invadiram o campo para agredi-lo, aliados aos 11 que já estavam dentro de campo. Foi terrível. Confronto também com os policiais. Os atleticanos alegaram que a falta foi fora da área e que o árbitro não tinha condições de marcar a penalidade porque estava do outro lado do campo. As imagens não confirmaram,mas os dois jogadores caíram dentro da área. Resultado de tudo. O jogo terminou com nove jogadores que estavam em campo expulsos, todos os reservas, dirigentes, técnicos e Boletim de Ocorrência para alguns devido às violentas agressões ao árbitro. A punição foi severa. O volante Buglê, por exemplo, foi suspenso por um ano.  Com a sequência da competição, o Cruzeiro confirmou o título.

Escalações
Cruzeiro
Tonho; Pedro Paulo, Willian, Vavá e Neco; Ílton e Dirceu Lopes; Wilson Almeida, Tostão, Marco Antônio e Hilton Oliveira
Técnico: Airton Moreira

Atlético
Luiz Perez; João Batista, Vander, Bueno e Décio Teixeira; Buglê e Viladonega; Buião, Toninho, Roberto Mauro e Noêmio
Téc: Marão

Cartão vermelho
Luiz Perez, João Batista, Vander, Bueno, Décio Teixeira, Buglê, Viladonega, Roberto Mauro e Noêmio

sexta-feira, 6 de março de 2015

Raposa x Galo. O que vale neste clássico?

Judivan e Dodô têm chances de se afirmarem ainda mais no clássico do próximo domingo (8/3)

Inicialmente é um clássico que pouco representa em termos de disputa direta pelo título mineiro de 2015, mas tem sua tradição e sua história. Ninguém gosta de perder. O torcedor diz que ele é o que mais sente, mas dentro dos Clubes sabemos perfeitamente o que representa uma derrota, mesmo no começo de temporada. Para o vencedor, a alegria. Para o perdedor, muitas vezes, consequências drásticas. O jogador nem quer saber. Entra para vencer, principalmente aqueles que viveram desde a infância as rivalidades dos grandes times. Não importa onde. Em qualquer parte do mundo, os desafios envolvendo os principais clubes dos grandes centros são empolgantes. Mexem diretamente com a cidade. E Belo Horizonte se prepara para mais um Cruzeiro x Atlético, domingo (8/3), pela sexta rodada do Campeonato Mineiro (primeira fase). Quem vencer pode conseguir uma boa vantagem para a disputa a partir das semifinais, especialmente se for o Cruzeiro, que já tem um ponto a frente do seu principal rival na classificação. Em princípio, este desejo pela vantagem é o que move este clássico. Mas há muitos outros ingredientes. 

O vencedor naturalmente vai se habilitar para seguir em frente com maior segurança para a Copa Libertadores, especialmente o Atlético, que já na quarta-feira (11/3) enfrentará o Santa Fé, em Bogotá, na Colômbia e sabe que se perder ficará praticamente fora da disputa das oitavas de final. Será uma humilhação para um Clube que há dois anos disputava o título e teve de fazer muito esforço para conseguir esta vaga, com a conquista da Copa do Brasil. Já o Cruzeiro terá maior tempo de preparação até enfrentar o Mineros, na Venezuela, no dia 19. O empate por 0 a 0 contra o Huracán só trouxe insegurança em função do time não ter tido a capacidade para fazer os gols. Marcelo Oliveira terá tempo para acertar a pontaria. Esta é uma de suas especialidades. Também preparar outras opções. No tempo de Éverton e Ricardo Goulart jogava forte pelas laterais, com Goulart fechando, mas também havia jogadas pela esquerda (agora mais pela direita), com Egídio. E quando estava jogando contra equipes que visivelmente jogam para empatar, como o Huracán, é decisivo ter estas variantes. Uma hora a casa cai. Só que a Raposa não teve esta felicidade.


Agora, é um clássico para os jovens que estão chegando e buscam afirmação, como Jemerson do Atlético, a cada dia mais produtivo, apesar de não ter sido nota dez nos dois jogos da Libertadores (contra o Atlas, sentiu a saída de Leonardo Silva logo no começo)  e, ainda, Carlos e Dodô. Isto por parte do Galo. Quem deseja crescer, não existe uma melhor oportunidade. Pelo lado celeste, podemos destacar Mayke, que é uma válvula de escape pela direita, normalmente o mais acionado e quando seus cruzamentos acertam são decisivos; Alisson, que finalmente parece estar 100% e sempre se deu bem nos clássicos, desde a base e, ainda, Judivan. Este ficará no banco, mas carrega no sangue um desejo forte. O de se transformar em um dos grandes atacantes do Futebol brasileiro. Qualidades ele tem. As chances estão chegando e ele não está deixando a pegada cair. Pode ser este, da nova safra de atacantes mineiros, o que tem maiores chances para ser um diferenciado. O porte físico lhe ajuda muito. Dodô é outro que tem muitos requisitos para chegar muito longe. Só que não tem a força de Judivan. Um é mais talento. O outro, decisivo.



quinta-feira, 5 de março de 2015

Corinthians apresenta suas credenciais. Quer a final

Elias, convocado para os amistosos da Seleção, fez o gol da vitória do Corinthians sobre o time do Papa pela Libertadores Foto: Reuters

Ao vencer o San Lorenzo, atual campeão da Copa Libertadores, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (4/3), em Buenos Aires, o Corinthians mostrou bem o que deseja. Neste ritmo vai estar na reta final da competição e disputando o título. Está jogando certinho, entrosado, cada um sabendo exatamente sua função e, ainda, o mais importante, mantendo o rendimento, mesmo sem peças importantes. Contra os argentinos, não jogaram Guerrero, suspenso e Emerson Sheik, machucado. Eles representam muito ofensivamente. As peças de reposição funcionaram e mantém o mesmo ritmo. Sinal de que houve preparação.

O Corinthians foi o primeiro brasileiro a vencer como visitante na Libertadores 2015. E não superou qualquer um, mesmo sem a presença do público no estádio. A melhor impressão foi o equilíbrio, mesmo no início, quando o San Lorenzo pressionou.

Já sobre o Internacional não podemos escrever com a mesma segurança. Continua no período de transição e pode levar algum tempo ainda para encontrar seu grande futebol. Fez a diferença, nesta última rodada da Libertadores, a qualidade de alguns jogadores, na vitória de virada por 3 a 2 sobre o Emelec, do Equador. Se estivessem no grupo apenas os aplicados truculentos, dificilmente teria alcançado o objetivo. No final, o gol salvador de Réver. De quem sabe.



Leo Moura, a despedida de Rei

Estou impressionado com o espaço que o lateral Leo Moura ocupou na mídia, agora que deixa o Flamengo para jogar pelo Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos. Não esqueçam de que ele foi sempre apenas um aplicado lateral. Esforçado mesmo, apesar da imprensa carioca ter feito sempre força para ser tratado como uma estrela. Sua despedida foi algo para um superstar. Agora, imagine se tivesse sido um diferenciado na bola. A transferência é boa para sua família que terá uma experiência cultural, principalmente para seus filhos.



Seleção Brasileira, com Tardelli

Muito se falou que Tardelli ficaria de fora da Seleção Brasileira quando decidiu trocar o Atlético pelo Shandong Luneng, da China. E por uma razão simples, lá o futebol está na fase de iniciação e não serve como base para saber se  o jogador está ou não preparado para jogar pelo time verde e amarelo. Só que a qualidade do jogador está acima desta avaliação e, ainda, porque Tardelli soube se cercar de informações para ter certeza de que não seria prejudicado. Do contrário, continuaria no Galo. Deu tudo certo. Ele está na lista para os amistosos contra a França e o Chile, agora em março. Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro não deram a mesma sorte, mas Dunga avisou que está de olho. Quem estiver jogando para estar presente no grupo, terá a oportunidade. Vamos esperar. Do Brasil, foram chamados Elias, atualmente diferenciado; Marcelo Grohe, goleiro do Grêmio; Jefferson, do Botafogo; Souza, do São Paulo e Robinho, do Santos.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A história não nega. Um sempre leva o outro


Pode ser até que a colocação mais precisa seja analisarmos o Futebol mineiro, com o pensamento de que as duas principais potências são movidas pelos resultados e investimentos do rival. Quando o Atlético começou a Copa Libertadores 2015 e complicou nos dois primeiros jogos, reforcei o raciocino: isso é muito ruim para Minas, porque o Cruzeiro vai se sentir numa posição confortável e pode dar com os burros n´ água: empaca. Outros preferem dizer travar. Melhor é quando o rival começa bem e há a obrigação de acompanhá-lo porque no caso de uma derrota as pressões serão maiores. O questionamento é inevitável: “Nós vamos ficar atrás?” Quando o Atlético investiu alto e foi buscar Ronaldinho Gaúcho, o Cruzeiro seguiu a cartilha, fez um grande time. Ganhou dois títulos nacionais. Façanha para poucos. Tanto que em 32 rodadas foi líder do Brasileiro. Outra marca que mostra competência dentro de campo. Já na Libertadores de 2014, o Atlético saiu da competição nas oitavas de final e o Cruzeiro, vou dizer que por ciúme, decidiu sair na etapa seguinte, diante do San Lorenzo. E agora?




A verdade é que, depois de duas rodadas na Libertadores 2015, Atlético e Cruzeiro  estão de mãos dadas. Não convenceram e o pior: a cada momento estão se distanciando da lista dos que podem chegar à disputa pelo título. O Cruzeiro no empate por 0 a 0, com o Hurácan, foi o dono da bola (57% a 43%); criou os principais lances; jogou essencialmente pela direita e com bolas cruzadas, mas não fez o mais importante: o gol. Ficou a desconfiança porque foi um jogo em casa. Tinha de fazer os três pontos. Agora, caso o Atlético tivesse vencido um de seus jogos, com certeza teríamos visto um Cruzeiro mais presente. Não que não tenha sido determinado, mas o jogo é outro. É o mesmo quando você vê um companheiro de trabalho desenvolvendo o melhor para a empresa, elogiado e os outros naturalmente tentam acompanhá-lo. Agora, se o companheiro não tem um bom desempenho, especialmente se for o líder, há o conformismo. Na maioria das vezes se passa a remar no mesmo ritmo. No Futebol é pior ainda.



Dentro dos clubes, o que a gente ouve são histórias de que um não está ligado ao outro: dirigentes, técnicos e jogadores. O ex-presidente do Galo, Alexandre Kalil, não cansou de dizer: “Não me preocupa o que se passa do outro lado da lagoa. Não existe”. Já na Toca, a situação é praticamente idêntica. O argumento mais forte: “Lá se faz ainda o amadorismo. Agora é que estão acordando”. Um sabe 100% o que acontece do outro lado. Pontos positivos e negativos, dívidas, promessas não cumpridas, brigas etc. Há mensageiros dos dois lados. Melhor: espiões.  A paixão, que temos de respeitar, porque move o Futebol, determina que o rival vá para o inferno, mas o que nos salva, com certeza, é que ambos estão na listas dos grandes times do mundo, em termos de estrutura, o que lhes dão o poder de hoje viver no fogo do inferno e amanhã das delicias do paraíso. Se é que eles existem.


terça-feira, 3 de março de 2015

Por que o Palmeiras está vencendo de goleada

Palmeiras tem o melhor retorno com o Programa Sócio Torcedor entre os times paulitas

Hoje no Futebol brasileiro o Palmeiras está vencendo de goleada, especialmente de seus concorrentes paulistas no quesito sócio- torcedor, por uma razão simples: é o que detém o valor mais baixo. Até por R$ 10 o palmeirense pode fazer parte do plano. Mas há um marketing. Um planejamento de mais de dois anos. A base podem entender como sendo os resultados do Futebol e os investimentos. O torcedor tem de acreditar no que poderá acontecer dentro de campo. Do contrário não faz parte de nenhum plano. Pode até aceitar a adesão, mas em dois meses decide abandonar o programa. Melhor exemplo, o Flamengo já esteve na ponta e hoje aparece na sétima posição.  É importante estar bem planejado, como Internacional, há mais de dez anos na ponta.



Durante dois anos, o Palmeiras esteve sempre em baixa, lutando contra o rebaixamento e ainda com altas dívidas. O presidente Paulo de Almeida Nobre decidiu colocar as finanças em dia, sem onerar mais o Clube e, em seguida, estruturar o Futebol, o que está sendo feito agora, com investimentos. Hoje já é uma nova realidade. Seu programa de sócio-torcedor segue alcançando números impressionantes em pouco tempo.  Ultrapassou os 96.000 sócios, superado apenas pelo Internacional. A meta é chegar aos 100 mil até julho. Só que há outros clubes que não querem seguir a política palmeirense do baixo custo, com o seguinte argumento: se o sócio-torcedor paga R$10, apenas 50% deste valor entra nos cofres, devido às despesas de praxe com confecção, envio, etc.



Veja o quadro dos dez melhores no Programa Sócio Torcedor (2015)

Rank
Clubes
Estados
Sócios
Valor por sócio Anual
1°
Internacional
RS
130.207
R$240.00 a R$12.000
2°
Palmeiras
SP
96.208
R$119.88 a R$7.188,00
3°
Corinthians
SP
80.661
R$160.00 a R$720.00
4°
Grêmio
RS
80.659
R$312.00 a R$540.00
5°
Cruzeiro
MG
67.827
R$144.00 a R$2.640,00
6°
Santos
SP
57.082
R$235.00 a R$1.200,00
7°
Flamengo
RJ
54.306
R$358.80 a R$2.398.80
8°
São Paulo
SP
47.288
R$144.00 a R$1.200,00
9°
Atlético
MG
39.099
R$420.00 a R$4.080,00
10°
Bahia
BA
24.021
R$480.00
  Fonte:  Futebol Melhor


segunda-feira, 2 de março de 2015

Cárdenas, Carlos, Henrique Dourado, Misto, Libertadores




A 5ª rodada do Campeonato Mineiro, restando ainda Boa Esporte x Tombense, mostrou alguns acertos, equívocos e boas perspectivas para dois representantes do interior: Caldense, que empatou com o América, por 0 a 0, no Independência – jogou novamente certinho; e o Villa Nova, que fez 2 a 1, no Mamoré, em Patos e mostrou o quanto deseja uma das vagas nas semifinais. 

Na vitória do Atlético por 2 a 0 sobre o Guarani, dois pontos chamam a atenção. O primeiro, Cárdenas, Dodô e Luan, os três e às vezes ainda Carlos, tentando fazer a função que era de Tardelli. O resultado foi um desastre na primeira etapa. Cárdenas foi a vítima e saiu no intervalo. Levir Culpi diz que o colombiano terá dificuldades para se adaptar ao esquema do Galo. É só definir funções. Deixar para Cárdenas, um jogador fogoso, o espaço no meio para que não fique trombando com os companheiros e seu futebol apareça. A outra questão é Carlos. Ele já merece uma atenção especial. Pintou bem, no ano passado, com estilo, boa técnica, velocidade e visão. Atacante com cheiro de gol. Depois aconteceu aquela história do corte na Seleção Brasileira Sub-20, por contusão (estiramento) e dois dias depois estava treinando na Cidade do Galo. Em seguida, ao saber que não começaria como titular em 2015 com Levir, apareceu machucado. Foi até tirado das entrevistas pelo Atlético para não falar bobagem, depois de pular carnaval em Ouro Preto. Há ainda a história da possível troca por Bernard com o Shakhtar. Assunto que mexe com a cabeça de qualquer jogador, principalmente de um iniciante. Algo de mais grave pode ter acontecido. Sua atuação ontem não foi de uma promessa.


O Cruzeiro fez mais do que sua obrigação sábado (28/2), ao fazer 3 a 0 no Tupi, em Juiz de Fora, com time misto. Soube impor. Jogou como se estivesse com todos os principais jogadores, com uma determinação exata para um time vencedor. O ganho foi muito grande em termos de grupo. A melhor impressão foi Henrique Dourado, presente na área e decisivo como Leandro Damião. Marcelo Oliveira ganha duas opções para comandar o ataque, o que é importantíssimo hoje no Futebol brasileiro, quando temos carência para esta posição. Também há um movimento forte nos times para o Futebol brasileiro abandonar os atacantes que jogam fixos. Lição deixada pelo último Mundial. Mas se o 9 tem competência (gols), com certeza, tem de jogar e ser absoluto.


Amanhã (3/3) teremos mais uma rodada da Libertadores, com o Cruzeiro recebendo o Huracan, da Argentina (empatou na estreia com o Mineros). Jogo difícil apenas pela tradição do bom futebol dos hermanos. Não mais do que isso. No Mineirão, o Cruzeiro tem de atropelar. Vem com Willians (volante) no meio e Maike, na lateral direita. Fortalece.