Com jogo de duas torcidas, jogadores entraram em campo pedindo paz
O clássico (1 a 1) no Mineirão foi um jogo que podemos chamar de boas pegadas, não mais do que isso, porque os times exploraram apenas a determinação. Valeu por ser início de temporada e cada um buscando suas necessidades. Ficou claro a falta de entrosamento e, ainda, que ambos necessitam de jogadores capacitados, que possam chamar à responsabilidade do jogo e comandá-los. Como Éverton Ribeiro e Tardelli faziam. Se voltarmos um pouco no tempo, Ronaldinho Gaúcho. Um pouco mais, Alex talento; Reinaldo e nos primeiros anos do Mineirão, Tostão. Não há como os grandes espetáculos atingirem um alto nível, sem a presença destes jogadores que têm a arte nos pés e são privilegiados na inteligência. São os diferenciados. E como fizeram falta ontem. Não houve um destaque individual, mas também não podemos dizer que aquele jogador ou outro tenha comprometido. Os atleticanos não podem criticar Patrick, Edcarlos, Rafael Carioca ou até Luan, que vinha caindo de produção. Os cruzeirenses podem estar satisfeitos pelo que jogaram Léo, Mena e Willians, volante. Agora, podem criticar Willian (bigode) e Marquinhos pela falta de movimentação. A estreia de Willians no clássico agradou. Cumpriu a missão pela qual foi contratado: marcação.
Agora, o que podemos esperar dos dois times depois deste empate. Evidente, como os técnicos estão pregando, uma maior ação. Ambos podem progredir muito e fica claro que vão decidir mais um título mineiro. Os intrusos podem ser América, Villa Nova e Caldense. Na reta final, o Tombense demonstra porque é tido por muitos como a maior força do interior. Quanto a Copa Libertadores, o Atlético fará o jogo decisivo contra o líder Santa Fé, na outra quarta-feira, em Bogotá, na Colômbia. Se vencer, segue na luta pela classificação no Grupo 1. Perdedor, adeus Libertadores 2015. Será muito triste para a nação atleticana. Os alentos, a volta de jogadores importantes, como Marcos Rocha, Leonardo Silva, Pratto e até Guilherme. Também o fenômeno que marcou o Galo em 2014: cresceu nos momentos mais complicados. Gostou dos desafios. Só que havia mais conteúdo na equipe. O Cruzeiro visivelmente necessita de encaixar seu jogo. A referência em 2014, quando chegava fácil ao gol. Agora, ainda chega, mas sem tanta frequência e não ficou fácil. Enfrenta alguns problemas. E Marcelo Oliveira, com dois meses apenas, já consegue atingir o que podemos chamar de força. Willians está firme no meio, com Henrique e, na frente, Leandro Damião é uma realidade. O gol no clássico diz tudo.
Emerson, boa arbitragem
Há uma pressão dos clubes para que nos clássicos em Minas as arbitragens sejam entregues a árbitros de outros estados, com o argumento de que eles acabam envolvidos. Emerson de Almeida Ferreira apitou o clássico de ontem, com absoluta tranquilidade, comprovado que esta regra não se aplica quando os árbitros estão bem preparados, principalmente emocionalmente. O mesmo não podemos dizer para Leandro Bizzio Marinho que apitou a vitória do Corinthians por 1 a 0 diante do São Paulo – errou na marcação do pênalti e, ainda, no cartão amarelo e consequentemente o vermelho (o zagueiro já tinha o amarelo) para Gil. E ainda para Daniel de Sousa Macedo que apitou a vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Bonsucesso. Só ele viu mão na bola no lance do pênalti (a bola resvalou no braço do zagueiro Fernando) que originou o gol vascaíno. Absurdo. Contra os pequenos, eles enxergam tudo. Até o que não houve.



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