domingo, 20 de abril de 2014

Primeira rodada do Brasileiro | Faltou futebol



O torcedor não viu aquele futebol aguardado há algum tempo para a disputa da primeira rodada do Campeonato Brasileiro. A frequência do público também foi baixa nos estádios, sem muita empolgação. Foi uma primeira rodada com frieza. Exceto a torcida do Criciúma, que no final voltou para casa decepcionada pela derrota em casa para o Palmeiras por 2 a1 (o outro perdedor como mandante foi o Bahia) as demais tiveram um comportamento muito monótono. Na Vila Belmiro a chuva pode ter impedido um maior público, mas não tivemos aquele brilho. Dizer que foi um domingo triste até pode ser um exagero. Mas não foi o que se espera. Pode ser por dois fatores: o primeiro é que agora o País já começar a respirar o Mundial. Todos estão à aguardando a competição, conscientes de que apenas a partir de agosto é que os clubes efetivamente entrarão na disputa do Brasileiro, principalmente aqueles que desejam o título. Em alguns locais, também um sentimento de luto pela morte do narrador Luciano do Valle, uma pessoa que o esporte eternamente terá de respeitar. Ele amou muito mais a bola do que a sua própria vida. Tem uma história irretocável.

O Cruzeiro foi um dos vencedores que terá de ser olhado com ainda mais atenção, porque venceu fora de casa usando um time reserva. Na Fonte Nova, primeiro Bahia e Cruzeiro receberam as faixas de campeões estaduais, mas, em campo, não apresentaram o futebol de campeão. Os celestes, mesmo sem o entrosamento da equipe principal, buscaram mais o gol e foram premiados com a vitória por 2 a 1.  O campeão soube aproveitar da fragilidade ofensiva dos baianos, que mesmo com a força máxima quebraram cabeça. Fizeram uma partida fraca tecnicamente sem força para garantir pelo menos um empate.  A torcida ficou revoltada. Já o Cruzeiro fortalece. É bom para o técnico Marcelo Oliveira saber que os reservas darão conta do recado quando convocados. A confiança só aumenta.

Em Uberlândia, onde o Atlético recebeu o Corinthians, também foi um jogo onde as equipes deixaram muito a desejar. Com certeza não é só isso que vão apresentar na competição. Passaram os 90 minutos a espera de uma bola cruzada ou que achassem uma jogada para que pudessem fazer o gol. O empate por 0 a 0 foi justo, porque cada um teve duas chances para marcar, impedidas pelos goleiros. Pelo lado atleticano, peças importantes, como Ronaldinho Gaúcho continuam nulas. O craque ainda tem coragem de dizer que está precisando jogar para entrar no ritmo. Vejam bem: não é uma afirmação para ser feita em abril. Só se ele estava disputando a primeira ou segunda partida do ano. O lateral Emerson Conceição mostrou alguma segurança com a bola, mas foi pouco para se assegurar que ele será a solução para a lateral esquerda. Vamos analisa-lo melhor quando estiver adaptado ao time. Quarta-feira, diante do Atlético Nacional, em Medellin, pela Libertadores, vai dar para fazer uma melhor analise.

Boa jornada para São Paulo e Fluminense que venceram com três gols de diferença Botafogo e Figueirense. É um bom cartão de visita.    






sábado, 19 de abril de 2014

O esporte perde Luciano do Valle





O esporte perdeu hoje um de seus maiores idealizadores e um sonhador. O locutor Luciano do Valle deixa um espaço insubstituível exatamente no momento em que o Brasil se prepara para o evento do século. Ele foi um dos maiores professores da crônica esportiva. Seu principal ensinamento: acreditar no poder não só do Futebol, mas em todos os outros esportes, como Vôlei, Natação, Futebol feminino, Fórmula-1 (as transmissões começaram com ele na Globo), Boxe, Basquete, enfim, todos. Ele fez a sua história e a Bandeirantes (TV aberta), graças ao seu trabalho, ensinou a crônica esportiva como se faz jornalismo. Que descanse em paz. 



















quinta-feira, 17 de abril de 2014

Outra lição para o Cruzeiro

O paraguaio Samúdio marcou o gol do Cruzeiro no empate com o Cerro Porteño

Os primeiros 90 minutos do Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Libertadores, ontem, no Mineirão, contra o Cerro Porteño, não foram os desejados. Foi mais uma lição. No empate por 1 a 1, o time celeste não conseguiu traduzir em gol sua superioridade, a maior posse de bola e o fator campo. Ricardo Goulart e Dagoberto fizeram muita falta, cada um em sua função. Já o Cerro deu um exemplo de como se deve jogar defensivamente. Impressionou por estar sempre com três na bola para defender e também atacar. Enquanto seus jogadores tiveram pernas para aguentar o ritmo forte e o gramado pesado, na maioria das vezes correndo atrás do adversário, foi possível manter a vantagem. Mas no instante final, o Cruzeiro conseguiu o gol de empate. Resultado justo.

Nos 20 primeiros minutos, o ex-jogador e técnico Mário Sérgio foi muito preciso em seu comentário na TV: “Este time (Cerro) não veio aqui apenas para defender. Vai dar trabalho”. E como deu. O Cruzeiro tinha a posse de bola, mas sem convencer. Tanto que cruzou bolas na área para serem cortadas ou fazer do goleiro Fernandez um dos destaques. Mas sem nenhuma defesa milagrosa. Os paraguaios foram ganhando coragem e logo fizeram o gol. Cresceram, passaram a tocar a bola e fazer com que tudo ficasse ainda mais difícil para a equipe celeste. O Cruzeiro sentiu a sequência de cinco jogos dificílimos. Muito natural, mas agora terá 15 dias para ganhar o mesmo poder que usou para fazer 2 a 0 no Universidad de Chile, em Santiago.

Só que a equipe mineira terá de mostrar um outro comportamento, já que não terá os mesmos espaços cedidos pelos chilenos, muito mais técnicos. Os paraguaios têm um estilo aguerrido  de jogar e não dão espaço. Jogam com o espírito de Libertadores. Importante lembrar que é um time superior técnica e taticamente em relação ao seu grande rival, o Olímpia, que no ano passado perdeu o título da Libertadores para o Atlético, no Mineirão. A classificação estava melhor encaminhada depois das vitórias sobre o Universidad e o Garcilaso, além do título mineiro conquistado em cima do Atlético. Mas as oitavas de final apontam que o jogo de volta, em Assunção, será dramático. Terá que jogar futebol de campeão. Não pode ficar na ilusão de que o gol no final foi o indicativo para  a classificação.





quarta-feira, 16 de abril de 2014

Anelka, uma gelada

Anelka ficou só na promessa
Há 15 dias, a torcida atleticana foi surpreendida com o anúncio da contratação do atacante francês Anelka, que viveu bons momentos no Futebol e tem história. Era eficiente. Vejam bem a colocação: era. Há mais de cinco anos não se sabe se ele é profissional do Futebol, contestador ou vive com o álbum debaixo do braço para dizer aos amigos: eu fiz isso e aquilo. Não chega a tanto, porque ele foi astro e tem o seu espaço na mídia, mas se vem para o Atlético insatisfeito seria mais um problema. Poucos jogadores estrangeiros, em fim de carreira, deram certo no país. Recentemente apenas Seedorf. Os outros, numa linguagem bem precisa, vieram apenas curtir.

É seguro que o Atlético tem problemas de grupo, o que é mais natural quando se fala em coletividade e não pode arranjar mais um. O jogador acertou tudo verbalmente com o Clube, mas depois de obter algumas informações, disse não. Não contestou o Clube Atlético Mineiro, que tem uma infra estrutura superior praticamente a todos os clubes da França. O problema é mudar todo um costume, como o com o fascínio francês, para jogar no Brasil, onde ele seria muito mais exigido. Queria vir como pop stard, como nos últimos clubes. E aqui não tem lugar para ele. Deixa o espaço apenas para Ronaldinho Gaúcho, que gostaria muito de ver o ex-companheiro do PSG no Galo.

Fábio

O goleiro Fábio ganhou mais um padrinho para que seja lembrado na última lista que o técnico Luiz Felipe Scolari fará em maio para o Mundial: o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, campeão mundial em 1994, nos Estados Unidos. Hoje é um respeitado empresário do Futebol. Para ele, o número 1 do Brasil deveria ser Diego Alves, ex-goleiro do Atlético, hoje no Valência, da Espanha; Fábio o segundo e Victor, o terceiro. Nem quer ouvir falar em Júlio César, Jefferson e Diego Cavalieri.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

A festa é azul



O Cruzeiro comemora o título de campeão mineiro. Sobrou dentro de campo, com a melhor defesa,  ataque, invicto com 11 vitórias em 15 jogos e um futebol consistente.  O empate por 0 a 0, ontem, no Mineirão, contra o Atlético, veio confirmar seu equilíbrio e coroar o trabalho do técnico Marcelo Oliveira. Alguns ainda o contestam, principalmente depois dos maus resultados, mas ele dá a sua resposta com medidas certas: conquistas. E promete que outras virão.

O clássico foi um jogo igual, com predominância dos setores defensivos. Não só pelo placar, mas porque os atacantes exigiram muito pouco dos goleiros. O Cruzeiro chegou duas vezes com perigo. Se no primeiro jogo (0 a 0 no Independência) entrou em campo para não tomar gols, desta vez seu comportamento foi ofensivo, o que fez com que o Atlético tivesse a obrigação de fazer gols. Não foi um espetáculo nota dez. A gente sempre quer gols, mas as equipes agradaram e não deixaram espaço para que sejam condenadas. O problema do Atlético é ainda o individual.  Peças chaves continuam longe de uma produção dentro da real capacidade, especialmente Ronaldinho Gaúcho e Tardelli. Outros seguem com um rendimento que pouco acrescenta  para o jogo coletivo. Uma mesmice que só beneficia aos adversários.

O argumento do Atlético é que começou a temporada depois dos demais concorrentes e por este motivo está custando a entrar no ritmo, mas já estamos chegando em maio e isso não pode ser usado mais como desculpa há algum tempo. O único fator positivo é que a última derrota foi no dia 8 de fevereiro por 2 a 0 para o Tupi. Mas foram poucos os momentos de encantamento. Já o Cruzeiro partiu para a temporada com compromissos.  No Estadual, os números são incontestáveis. Faturou tudo. Os problemas foram apenas nos  jogos como visitante (Garcilaso e Defensor) e no empate contra o Defensor, no Mineirão, pela Copa Libertadores. A superação veio em alto estilo. Tanto que ontem, nas redes nacionais de TV, foi uma unanimidade na preferência diante do duelo pelas oitavas de final contra o Cerro Porteño, do  Paraguai.

O melhor de tudo é que o futebol mineiro segue em alta. A torcida azul em festa, mas sem comemorar tanto, porque a caminhada é longa e só vai aumentar a intensidade.




domingo, 13 de abril de 2014

O baile do Sada-Cruzeiro



O Sada-Cruzeiro confirmou seu espetacular momento no Vôlei e derrotou o Sesi por 3 a 0, hoje cedo, no Mineirinho, conquistando o bicampeonato da Superliga de Vôlei Masculino. O timaço celeste atropelou.Foi um passeio. Não deu chance para que os paulistas pudessem imprimir um ritmo forte, aproveitando o seu poder ofensivo. Se fora da quadra o Vôlei tem problemas, com a Confederação Brasileira acusada de suborno por beneficiar com altas verbas os seus "filhos" queridos, dentro, a final foi digna a grandeza do esporte. Tecnicamente estamos com um nível bem elevado. Por este motivo, sempre estamos formando grandes seleções e trazendo vitórias indiscutíveis. Parabéns Cruzeiro. É mais uma conquista que mostra a competência mineira, numa parceira nota dez empresa-clube.




sábado, 12 de abril de 2014

Um domingo especial



Para o torcedor sempre ligado ao esporte o domingo, 13 de abril, será mais do que especial, com decisões em Minas, Rio (Flamengo x  Vasco), São Paulo (Santos x Ituano), Rio Grande do Sul (Inter x Grêmio), Bahia (Bahia x Vitória), Pernambuco (jogos de volta das semifinais) e em outras grandes cidades do País, envolvendo eternos rivais. Em Minas, ainda mais, porque a festa do Esporte começa um pouco mais cedo (10h), com Sada Cruzeiro x Sesi decidindo o título da Superliga de Vôlei Masculino no Mineirinho.

O Vôlei vive outro momento mágico dentro da quadra, com o encontro das duas melhores equipes do Brasil. Normalmente nestes duelos leva vantagem a equipe que está mais determinada. Realmente compromissada com o seu objetivo. Não desta vez, já que será necessário um conjunto da obra (técnica, tática, concentração, a eficiência do jogo coletivo e inteligência), para que tenhamos o novo campeão. Não há dúvida de que tudo caminha para que a vitória seja do Cruzeiro. Também pelo fato de estar em casa, mas terá de jogar vôlei. Se entrar de salto alto, o que não faz parte de sua rotina de vencedor, é tudo que o Sesi necessita para conquistar o seu segundo título mais importante de sua curta história.

Clássico

Quem for ao Mineirinho (ginásio lotado) poderá continuar na região até a abertura dos portões do Mineirão para a decisão do centenário Campeonato Mineiro, envolvendo os tradicionais rivais Cruzeiro e Atlético. A vantagem é celeste que joga pelo empate para conquistar o título e impedir o Galo de obter o tricampeonato. Será um jogo dramático, como foram os dois primeiros da temporada, só que em um momento mais do que especial. Eles representam o que há de melhor hoje no Futebol brasileiro, não apenas pelo item conquistas de títulos (campeão da Copa Libertadores e do Brasileiro) mas também porque ambos deram uma demonstração de competência com as classificações para as oitavas de final da Libertadores 2014.  Muitos podem julgar que não é algo significativo, mas lá dentro de campo a história é outra. Que o diga Flamengo, Atlético-PR e Botafogo. Por que ficaram no meio do caminho, saindo na fase de grupos? Os três são fracos. Acharam que seria simples e não se prepararam devidamente.

O Cruzeiro não é o favorito, mesmo estando invicto na competição e, em casa, onde jamais perdeu para o adversário depois da reinauguração do Mineirão. Não esqueçam que é clássico e desta vez não é apenas um  que será registrado na história. Tem tudo para ser  um dos mais importantes e empolgantes, com uma aula de Futebol. Competência nem é preciso dizer que faz parte do momento de ambos. Precisam se impor e jogar futebol. O que chama a atenção é que eles sabem decidir. Estão preparados e não tem como fugir de um velho chavão para o torcedor: haja coração!

Que seja um domingo de muita alegria e paz. Que a violência esteja distante. A mídia tem insistido para que haja um basta. Pouco tem acrescentado, mas temos de insistir, mesmo que a caminho dos estádios, em qualquer parte do País, sabemos que há muita apreensão dos torcedores que desejam apenas ver os espetáculos. Que não tenhamos novas vítimas.