quinta-feira, 15 de maio de 2014

Libertadores - O vexame brasileiro



Atlético-PR, Botafogo, Flamengo, Grêmio, Atlético e ontem o Cruzeiro retrataram os piores momentos do Futebol brasileiro na história da Copa Libertadores. Não conseguiram levar nenhum representante do País para as semifinais, como em 1991, quando Flamengo e Corinthians, nossos dois representantes ficaram no meio do caminho, ambos eliminados pelo Boca Juniors, nas oitavas e quartas de final. O Flamengo foi o último a cair. Agora é o reflexo da realidade do nosso Futebol. Claro que haverá os questionamentos. Afinal, apenas três dos jogadores que estarão no Mundial participaram da competição: Victor e Jô, do Atlético; e Jefferson, do Botafogo. Já o Fluminense de Fred não conseguiu a classificação. Mas os que estarão em campo com a camisa brasileira, não estão muito acima tecnicamente. Exceto, Neymar e Thiago Silva. Os demais podemos afirmar apresentam uma maior experiência, a rodagem que é tão necessária no Futebol. Mas a bola é curta para que possamos sonhar.

O último vexame brasileiro, melhor chamarmos de decepção, foi o Cruzeiro, que não conseguiu passar pelo San Lorenzo, da Argentina, perdendo por 1 a 0, em Buenos Aires e empatando por 1 a 1, no Mineirão. Aqui, mesmo o Cruzeiro criando as maiores chances, foi um jogo igual. Os argentinos poderiam liquidar o jogo na primeira etapa, em dois contra-ataques fulminantes. Na segunda etapa, também desperdiçaram outra chance. A questão é que o Cruzeiro perdeu aquele ímpeto de seus grandes momentos. Não tem mais aquela velocidade para fazer a diferença. Seus jogadores não são mais decisivos. Faltam as pernas. O técnico Marcelo Oliveira destacou que o time não teve competência, mas a experiência nos ensina, que apesar de acreditarmos que é possível reverter alguns resultados, tudo está favorável para aquele que tem melhor trabalho e um retrospecto de chegada. Já o Cruzeiro deu sinais várias vezes de que esta Libertadores não era a sua praia.


No duelo diante dos argentinos, no primeiro jogo, ficou claro que os celestes foram buscar um empate, jogando muito atrás. Mas o que marcou realmente aquela atuação foi à apatia. Se o Cruzeiro fosse mais aplicado, com certeza, teria voltado com outro resultado. Já ontem, depois de alguns dias de mistérios, a formação foi anunciada com mudanças, que apontam a insegurança. Se chegou até aquele momento com um time que apresentava altos e baixos, mas que seguia em frente, por que então mudar? Entendo que teria de ser uma alteração para fazer a diferença. Um jogador diferenciado que estivesse contundido e finalmente estaria pronto para jogar. Mas nada, foi o famoso seis por meia dúzia. A torcida queria Moreno, mas ele não é mais o definidor de 2008. Gosto de Júlio Baptista. Sempre digo que é o melhor jogador do Cruzeiro, mas seu futebol não permite que enfrente uma carga tão pesada, a sequência de jogos. Fica sem força. Só os desejos não resolvem.

O Cruzeiro ainda optou por ficar sem Ricardo Goulart. Não é um jogador que podemos chamar de craque, mas é muito mais importante que muitos craques, por sua aplicação. Fez muita falta, porque exerce múltiplas funções e a equipe celeste fez um futebol que podemos resumir da seguinte forma: cada um na sua, não mais do que isso. Não houve superação e a partir do momento em que a bola rolou estava claro a insegurança: será que vai dar ? Quem já esteve lá dentro de campo sabe perfeitamente o resultado final: o objetivo jamais será alcançado. Triste história para o Futebol brasileiro, especialmente para Minas, que tinha dois representantes para a reta final e poderia construir o nosso momento mágico na 55ª edição da Libertadores. Fica para 2015. Agora é lutar pelas vagas da Copa do Brasil e do Brasileiro. Na atual conjuntura, interrogação. Em uma das primeiras postagens este ano, antecipava: não esperem que 2014 seja como o ano que passou. 











quarta-feira, 14 de maio de 2014

Seleção Brasileira - Barrados no baile



A Seleção Brasileira tem os 30 definidos para o Mundial, sendo que destes, sete ficam na expectativa de alguma contusão para que possam ser chamados. E, mais uma vez, os três “mineiros” que esperavam estar na lista, o goleiro Fábio e os zagueiros Réver e Dedê estão de fora. A família Scolari está formada e há boas explicações para a ausência dos dois cruzeirenses e do zagueiro atleticano. A partir da Copa das Confederações eles foram definitivamente barrados. Para o gol, consolidou Júlio César; Jefferson como a segunda opção e Victor pelo que jogou na Copa Libertadores. Foram palavras do técnico. Agora Diego Cavalieri é oficialmente a opção. Não deixa de ser um critério justo pela filosofia da Comissão Técnica, mas é um absurdo Fábio não fazer parte da lista pelo que jogou principalmente nos dois últimos anos. Nos anos anteriores já tinha capacidade para figurar na Seleção Brasileira, conseguiu com belas atuações fazer com que seu nome se tornasse imprescindível, mas infelizmente não o aceitam. Não tem o perfil do atual comando. Para integrar o grupo teria de pedir "bençãos" todas as manhãs aos chefes, relação mesmo paternal. A formação do goleiro é bem diferente, fazendo questão de exaltar em todos os momentos sua condição de evangélico e o compromisso assumido com Deus.

Réver que vinha fazendo parte de todas as convocações a partir de Mano Menezes, também com Scolari caminhava para o Mundial, até o dia “D”, o da conquista da Copa das Confederações. Entrevistado, ainda no gramado, mostrou sua emoção por fazer parte de um grupo vencedor, mas se esqueceu de que a maior das vitórias de um atleta só pode ser servindo ao seu País. Ele foi claro em suas convicções: “Eu trocaria este título pela conquista da Copa Libertadores”. Só que o Atlético estava ainda classificado para as semifinais e, posteriormente, veio confirmar o maior o título de sua história. 

O zagueiro Dedê, que tem uma maior velocidade em relação ao zagueiro atleticano e, ainda, vigor físico, sendo superado apenas na técnica, não teve tempo de mostrar as suas reais qualidades técnicas para Scolari. E os informantes do técnico no Cruzeiro não tiveram a capacidade de convencê-lo, nas palavras, de que ele tinha de estar entre os 23. Para sepultar de vez o sonho dos dois zagueiros, Miranda, do Atlético de Madrid, chegou com tudo e com toda justiça aparece entre os sete da lista de espera. É bom jogador. 

Já Éverton Ribeiro que os cruzeirenses reclamam, não foi lembrado sequer em uma convocação. Foi sempre carta fora do baralho.































terça-feira, 13 de maio de 2014

Mundial – Brasil, um Futebol sem identidade



Há apenas dois alentos para quem ainda aposta no Futebol brasileiro para o Mundial: a conquista da Copa das Confederações (não esquecer de que algumas seleções vieram aqui passear, outras em busca de informações e adaptações, visando a Copa do Mundo) e o segundo fato de ter a competição em seu País. Há ainda um detalhe que chama à atenção. Todas às vezes em que o Brasil saiu do País desacreditado voltou campeão e quando apostavam no poder de nossas equipes, foram fracassos ou o título moral como em 1978, na Argentina. Perdemos o nosso rumo. Nossa identidade. O melhor Futebol do mundo foi para o espaço. A culpa é de nossos dirigentes, técnicos, dos corruptos e, acima de tudo, com a palavra mágica para muitos, mas que envergonham a maioria, a ganância. É só o menino dar dois, três toques da bola e já se faz um planejamento para faturar alto. No passado, era o sonho das verdinhas (dólar), agora os milhões de euros.

Os dirigentes cometeram erros absurdos, inicialmente com a indicação de alguns treinadores que não tinham a mínima condição de comandar a Seleção, mas por estarem integrados aos esquemas, foram agraciados. Claro que há ainda os inocentes. Sebastião Lazaroni e Dunga foram dois deles. Não podemos jamais esquecer de que Dunga poderia, em 2010, ter dado uma base para que Neymar e Ganso, este mesmo, Ganso, pudessem chegar agora numa condição excepcional. Não digo que no nível de Messi, mas com uma estrutura muito superior. Ganso, um talento, ficou no meio do caminho. Uma pena. Há alguns técnicos que, por teimosia, apostavam em seus atletas de confiança e se deram mal. Cuidado Felipão. Até Telê Santana caiu nesta armadilha, deixando de fora jogadores que poderiam ter sido importantes em 1982 e 86. Façam uma análise em cima da história e observarão que ele também errou. Assim por diante. Por estes motivos, aquele futebol que começou a encantar em 1958, com a conquista na Suécia, maravilhou em 1970, no tri do México, ganhou apenas dois títulos mundiais a partir dai: 1994, nos Estados Unidos e 2002, no Japão. Tínhamos pelo menos de contabilizar outros dois títulos. Ou um. O de 1982, na Espanha. Mostramos na Espanha um pouco de que somos ou fomos: alegria com a bola.

Estamos tão em baixa que nossos times em 2014 só deram vexames na Copa Libertadores – apenas o Cruzeiro segue na luta; jogadores sem a mínima condição física continuam resistindo contra o tempo. Até os anos 80, quando eles chegavam aos 30 anos, se já consideravam velhos e estavam encerrando a carreira. Poucos chegaram aos 32. A vida útil na bola, mesmo para os diferenciados, era de 10 anos. Agora, correm o dobro, devido a velocidade do Futebol; os calendários são absurdos para a capacidade física dos atletas, a qualidade técnica fica lá em baixo e estes “jogadores” ainda insistem. Impossível para um craque manter uma regularidade diferenciada. São no máximo cinco grandes jogos por ano. E olhem lá. Agora, para os coadjuvantes, impossível uma analise porque só correm. O atleta de hoje para ter uma performance de alto nível, teria de jogar no máximo oito anos. Dos 22 aos 30. Não mais.

Para fechar o tema, ontem vi Carlos Alberto Torres, o capitão do tri no México, um dos mais belos exemplos que tivemos para a posição de lateral direito, no programa Bem Amigos, fazendo uma análise do Futebol, mostrando nossa realidade, mas cometendo um erro inconcebível para quem já foi majestade: todos seus exemplos foram de técnicos estrangeiros. Em momento algum exaltou a escola que teve. Apenas lembrou que na sua época tocávamos a bola com arte. 

Por estas e outras, o Mundial não encanta no País. Sem falar das obras superfaturadas.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bom para o Galo



Sem fazer uma grande partida, o Atlético derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, no clássico (se é que podemos chamar de clássico pelo futebol apresentado), ontem, no Independência, conquistando a primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Foi um jogo fraco tecnicamente.  Pelo que jogaram as equipes, o resultado mais justo seria um empate. O Cruzeiro contesta, com razão, a arbitragem pelos erros de Héber Roberto Lopes e de sua assistente. Mas não existe clássico sem polêmica. É só recordarmos o que encerrou o Estadual e que garantiu o título para o Cruzeiro, com os atleticanos  pedindo o  pênalti não marcado em Jô nos instantes finais. Aos meus olhos não houve pênalti em Leonardo Silva e o lance em que o Cruzeiro mais consta, da não marcação da falta de Otamendi em Luan, dentro da área, vejo da seguinte forma: o zagueiro argentino foi para a bola para definir o lance, com toda a reação para levar até um cartão vermelho, mas não atingiu o adversário e quando caiu à bola resvalou em seu braço. Lance não intencional. Portanto, não houve o pênalti.

Foi importante para o Atlético, mesmo com mais titulares em campo em relação ao rival, porque vive um momento difícil; finalmente conseguiu uma vantagem nos duelos deste ano (antes foram três empates por 0 a 0) e ainda porque jogadores jovens como Marion conseguiram mostrar algo. Não importa que tenha sido um jogo fraco, mas é preciso ter equilíbrio para jogar e mostrar alguma coisa.

Sobre o Campeonato Brasileiro, o que impressiona é o fato de hoje os seis primeiros colocados são de Estados distintos e, ainda, o fracasso de Santa Catarina, com três representantes na zona de rebaixamento - Figueirense, Criciúma e Chapecoense - com apenas uma vitória no clássico estadual (Criciúma 1 x 0 Figueirense ) e o Figueirense sem nenhum gol marcado. Um vexame. A qualidade técnica continua bem abaixo do ideal. O torcedor está aparecendo aos poucos.

Luto no Futsal

O Futebol de Salão mineiro (na época em que jogava era assim chamado o esporte) está de luto pela morte de Márcio Caio,  um dos mais eficientes alas do Olympico, Huracan, de Sete Lagoas e Seleção Mineira. Márcio Caio nasceu em Sete Lagoas, onde começou no Esporte, depois fixou residência em Belo Horizonte e, nos últimos 20 anos, em João Monlevade, onde como empresário, seguiu ajudando o Esporte.  Ele fez a sua história. Sentimentos para toda a família.






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Libertadores | Duas surpresas. Defensor, a melhor



A Copa Libertadores mais uma vez surpreende com dois resultados que colocam os visitantes bem perto das semifinais: o Bolivar, da Bolívia, com o empate alcançado por 1 a 1, diante do Lanus, na Argentina e o Defensor ao fazer 2 a 0 no Atlético Nacional, em Medellin. Se o Atlético-MG não teve capacidade para alcançar pelo menos um empate (perdeu lá por 1 a 0), os uruguaios, com um futebol baseado na aplicação, já que não contam com nenhum jogador diferenciado, conseguiram o melhor resultado das quartas de final. A cada jogo, a competição nos ensina que tem uma característica muito própria: vence quem está determinado, independente da qualidade técnica. É o espírito Libertadores, que nos outros países sul-americanos é muito forte.

Quando o Cruzeiro disputou, em 1975, a Copa Libertadores, enfrentando o Rosário Central e o Independiente, ambos argentinos, lembro que os adversários partiam para as disputas com uma ganância que eu não tinha visto ainda no futebol. Depois alguns jogadores brasileiros confirmaram que os adversários jogavam dopados (não havia exames de doping) e, por este motivo, argentinos e uruguaios dominaram por longos anos a competição. Os brasileiros só quando tinham grandes times. O melhor exemplo foi o Santos de Pelé, que deu show e foi bicampeão na época. Na arquibancada também havia uma sintonia dos torcedores com as equipes portenhas que encantava, com o seguinte refrão: “Esta Taça se mira mas não se toca”. Contagiava.

Notas
  • O grego Themistoklis Lampropoulos, que trabalhou em 2004 como interprete da Seleção da Grécia na campanha vitoriosa na Eurocopa, chega a Belo Horizonte no próximo dia 31, e se coloca a disposição para trabalhar como tradutor. Domina quatro línguas:  alemão, grego, inglês e italiano. Conhece um pouco também de português. 
  • O narrador Galvão Bueno, que há mais de dez anos anuncia a sua aposentadoria – quando mudou  para Mônaco já antecipava a sua despedida da TV – renovou por mais cinco anos seu contrato com a Globo. Até 2019 vai continuar sendo o número 1 da emissora.





quinta-feira, 8 de maio de 2014

Jô já foi vendido


Depois da desclassificação do Atlético na Copa Libertadores recebi a informação de que Jô iria fazer seus últimos jogos pelo Atlético, já que fora vendido para o Borussia Dortmund, da Alemanha. Agora o próprio atacante admite negociações, também com clubes da Itália e Espanha, mas nos próximos dias a imprensa alemã já vai divulgar o fato como consumado. O atacante se recupera de um estiramento em um dos ligamentos do joelho direito.

Os valores da negociação giram em torno de 15 milhões de euros ou R$ 46 milhões. O problema do Atlético é como liberar este dinheiro quando chegar oficialmente ao País, já que tem uma antiga dívida com a Receita Federal, que vai reter mais este  valor, enquanto não se oficializar uma  renegociação. O presidente Alexandre Kalil está tentando uma solução há quase um ano.  O Clube procura de um jogador para a posição de Jô. Primeiro foi Anelka, mas os dirigentes conversaram também com Alan Kardec. Sem sucesso. Eduardo Maluf está trabalhando e em breve o torcedor saberá qual o atacante virá para vestir a camisa do Galo, depois do Mundial.





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Libertadores | Raposa superou situações piores


O Cruzeiro já enfrentou situações bem piores na Copa Libertadores, especialmente na fase de Grupos, quando superou-se e deu a volta por cima. Tem chances, mais uma vez, de confirmar diante do San Lorenzo, no jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Mineirão, sua história na competição. Mas aumentou a pressão. A derrota por 1 a 0, no jogo de ida, em Buenos Aires, não foi um resultado assustador. Bem normal para equipes tecnicamente muito preparadas que não são formadas por um amontoado de jogadores, que correm sem sentido. 

Visivelmente se percebe que há alguma organização tática e é um futebol jogado com inteligência, além de uma excelente condição física dos campeões brasileiro e argentino. Foi um jogo digno de uma Libertadores. A torcida celeste lamenta que o time não tenha feita gol, mas a equipe entrou com este propósito. Só que os argentinos não permitiram, com uma boa marcação e, ainda, jogando com muitos atletas atrás, dificultando todas as tentativas.

Não vi o Cruzeiro apático. A questão é que quando foi exigido na Libertadores jogou muito mais e era o que esperávamos para ontem. Agora vamos aguardar um melhor futebol, especialmente de jogadores importantes, como Júlio Baptista, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. Em  Buenos Aires, destaque para o setor defensivo, novamente com um trabalho incansável dos volantes Lucas Silva e Henrique e, ainda, as defesas espetaculares de Fábio. Se o Cruzeiro conquistar este título, o Clube terá de fazer uma estátua para ele na Toca da Raposa II. Tem feito milagres. Aquela sequência de defesas faz a diferença depois de computados os lances de 180 minutos de jogo.

Há certeza de que no Mineirão, o Cruzeiro vai fazer gols. O importante, porém, será também não levar. Não adianta determinar como terá de ser o comportamento tático e posicionamento das peças. Tem é de jogar. Fazer de seu futebol um rolo compressor e errar o menos possível. Não terá como o San Lorenzo resistir, mesmo que sua proposta também seja 100% centrada na classificação. Deu todas as demonstrações ontem de seu compromisso. Será uma noite emocionante. Bom para o Futebol. Não é a toa que os especialistas dizem que esta é a final antecipada da Libertadores.