quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Libertadores começa ao seu estilo

 
                                        O The Strongest não tomou conhecimento do Internacional

Os primeiros jogos da Copa Libertadores 2015 retratam fielmente o que é esta competição. Há times de baixo nível técnico, como o Deportivo Táchira, que levou de cinco do Racing, em sua própria casa – e o representante argentino não está na lista dos que podem chegar. Há os guerreiros, como o Emelec, do Equador, que foi a Santiago e fez 1 a 0 no Universidad de Chile; a pressão nos árbitros, como na expulsão de Nilmar, por sinal justa. Importante: os árbitros tiveram um comportamento bom, sem qualquer influência nos resultados. Também os efeitos da altitude de La Paz, que derrubaram o Internacional  e a decepção Anderson. Nem entrou em campo. Libertadores é um pega pra capar.  Muita marcação, determinação, detalhes aplicados para se chegar a uma vantagem, devido ao nivelamento técnico. E, ainda, o torcedor ansioso, esperando que seu time reaja,  quando tudo indica que a derrota está encaminhada. O Wanderers, do Uruguai, chegou a estar perdendo por 2 a 0 para o Zamora, da Venezuela, reagiu e conseguiu um histórico 3 a 2. Os venezuelanos tiveram três jogadores expulsos. São dois times fracos. Dificilmente chegarão à fase de Grupos.

A melhor impressão foi o The Strongest, que jogou com estilo diante do Internacional e fez 3 a 1. Não usou apenas a altitude para impor. Tem futebol, claro que dentro de uma limitação imposta pelas condições econômicas dos clubes da Bolívia. Tocou a bola inicialmente com autoridade, como deveria ter feito o Colorado. E vejam como é o futebol. Na altitude, os brasileiros já sofreram vexames históricos, não só nós. É necessária uma adaptação para que os jogadores não sofram tanto com a velocidade da bola, a falta de ar e a sensação de que estão mais pesados. A verdade é que o Internacional escapou de levar um banho de bola histórico. Mais de cinco gols. Também precisamos ficar atentos aos argentinos. O Racing começou firme. E os chilenos, que hoje estão cotados pela Seleção que sabe jogar, mas em termos de clubes, não deixaram uma boa impressão. Exemplo: o Universidad de Chile. Vamos ver o Colo Colo diante do Galo. Historicamente é o mais tradicional do País na competição. O único campeão.

Concluindo, o Independiente Santa Fé foi ao México e não se intimidou com a grandiosidade do estádio Jalisco, em Guadalajara. Venceu por 1 a 0. Foi um jogo muito pegado, tipo Libertadores. Os colombianos já estão na ponta do Grupo 1, o do Atlético. A vitória como visitante faz a diferença.




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Inter amanhã; Galo, Timão e São Paulo na quarta. Agora sim....

                                           
     O futebol boliviano cresceu. O The Strngest pode repetir o que Bolivar fez em 2014

Fim do blá blá blá para os brasileiros na Copa Libertadores. A partir de amanhã será a vez do Internacional, o que mais mudou, fazer a estreia diante do The Strongest, em La Paz, na Bolívia.  No papel fortaleceu muito em todos os setores. Caso o técnico uruguaio Diego Aguirre consiga dar uma boa engrenagem à equipe, com o espírito de Libertadores, o que é uma particularidade dos uruguaios, pelo menos nas três primeiras décadas da competição, o Colorado vai fazer história. As perspectivas são excelentes. Atentos porque o futebol boliviano subiu (no ano passado o Bolivar chegou as semifinais) e há ainda a altitude (3.660 metros)  como aliada. Vale a pena ficar ligado e ver o que vai acontecer no Hermando Siles, em La Paz.
Na quarta-feira, teremos o clássico São Paulo e Corinthians, um duelo que os paulistas destacam como o jogo da história. Uma prévia de final de Libertadores, mas é apenas o início e que domina a mídia. O Corinthians cresceu com Tite. Deu provas da evolução diante do Once Caldas. Está coeso e fortalecido por um ambiente muito favorável. Já o São Paulo, de posse de bola, é indiscutivelmente talentoso e tem especialistas à vontade. Agora, como diz Muricy Ramalho, o problema é a velocidade e ele sentencia: “Quem não tem velocidade não vence quando se joga em alto nível”. Para finalizar, o Atlético tem o Colo Colo pela frente, em Santiago do Chile. Vai buscar a credencial que mais necessita no momento para seguir seguro: um visitante de pose, porque exceto 2013, quebra cabeça jogando fora. Melhor: complica para depois dar o desconto em casa. Não necessita de tanto sofrimento.



Árbitros mineiros
Bom para o futebol mineiro, a escolha do árbitro Ricardo Marques Ribeiro para dirigir Corinthians x São Paulo, com assistência de Guilherme Dias Camilo, filho do ex-árbitro, diretor do setor na FMF e também jornalista Osmar Camilo. Credibilidade para os árbitros mineiros. Que façam um belo trabalho. Eles são dois dos que menos erram no País.

Lateral Danilo
É seguro que o lateral Danilo vai deixar o Porto para jogar num clube de ponta europeu. Pode ser o Barcelona (Daniel Alves não terá o seu contrato renovado); Real Madrid ou o Manchester United. Vai sobrar dinheiro para o América como formador do atleta. E para o Galo, já que Marcos Rocha é o mais cotado para o lugar de Danilo. Ninguém está passando a frente dos bóis. Apenas, quando há muito dinheiro  as conversas são iniciadas três meses antes de concluído os negócios. É o money minha gente.

Campeonato Mineiro
Belo resultado do América, em Juiz de Fora, fazendo 2 a 1, no Tupi. Agora tem o clássico contra o Atlético e caso consiga outro resultado positivo crescerá para chegar às semifinais, mesmo a competição estando no início. É o melhor início do Coelho nos últimos anos. Bom desempenho também do Vila Nova. Apenas Tombense e Boa Esporte, que estavam bem credenciados, ainda não deram o ar da graça, com um futebol convincente. Já o Democrata-GV, que perdeu todas, pode surpreender – tem uma equipe organizada – e escapar das últimas posições, nas quatro próximas rodadas.  


domingo, 15 de fevereiro de 2015

É para acreditar. Galo novamente com o comando de Jô

Atlético-MG não joga bem, mas vence Zamora na Venezuela
O último momento de felicidade de Jô no Galo: o gol contra o Zamora

O mundo da bola dá voltas inimagináveis. O atacante Jô, que em abril do ano passado estava praticamente fora do Atlético, negociado com o Borussia Dortmund., da Alemanha – o acerto foi antes do Mundial –  vai comandar novamente o ataque atleticano, depois de muitas idas e vindas. Por três vezes, depois do Mundial, esteve fora do clube. Importante que vocês saibam que por indisciplinas que se tornaram públicas. Fora as outras que os dirigentes e comissão técnica colocaram debaixo do pano. No final do ano, aconteceu a terceira punição, por causa daquela festa no hotel onde estava a delegação, em Curitiba, levando com ele André e Emerson Conceição. Ficou dois meses voando por aí, a espera de uma proposta e visivelmente, pelo que foi mostrado nas redes sociais, muito distante dos compromissos profissionais.  Após as férias recebeu uma nova oportunidade – tinha de se colocar no mercado para ser negociado – e com a contusão de Pratto, um estiramento na coxa –  Levir Culpi o confirma para a estreia na Copa Libertadores, quarta-feira, diante do Colo Colo, em Santiago do Chile.




Bola não se discute. Jô tem. Conhece. Tanto que foi uma peça importantíssima na campanha de 2012 e, mais ainda, em 2013. Também pelo fato da bola chegar com insistência na área, graças às performances de Ronaldinho Gaúcho e de Tardelli. O time sabia chegar ao gol. Agora, o atacante perdeu a confiança. Está em outro mundo. Jamais dentro de campo. Tanto que se tivesse realmente comprometido, não ficaria quase um ano sem marcar. Seu último gol (passe de Ronaldinho Gaúcho, nos instantes fiais) foi no dia 10 de abril do ano passado, na vitória por 1 a 0 sobre o Zamora, estreia na Libertadores, na Venezuela. E vejam que naquela época já estava quebrando cabeça. Só que a Copa das Confederações lhe deu o suporte para manter se no Galo e, ainda, disputar o Mundial de 2014.

O Clube não consegue negociá-lo. Seu histórico fora de campo inibe os interessados. Mas, no futebol, tudo é possível. Mesmo sem jamais ter sido um nota dez, pode desencantar no Chile, por ironia do destino, também em uma estreia na disputa Continental, fazer gols e a luz novamente estar ao seu lado. Não com a capacidade do brilhar de uma estrela, mas o suficiente para iluminar o fundo do poço.

Sobre o time, nada acrescentar depois da vitória por 2 a 1 sobre o Democrata-GV. Nos dois primeiros jogos do Mineiro foi mais contundente. Marcos Rocha, também com estiramento, não vai ao Chile. Jogará Patrick. Estou com a afirmação de um velho amigo: é bom continuar com Carlos. Pelo menos, mais produtivo defensivamente e movimenta muito. Quanto aos erros, natural para um iniciante. Mas não pode levar muito tempo para virar realidade. Há outros pedindo passagem.    


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Por pouco Zico não jogou no Leão do Bonfim


Durante décadas, o Villa Nova, campeão mineiro em 1932, 33, 34, 35 e 51 – seu último grande momento foi à campanha do vice-campeonato, em 1997, quando perdeu a final para o Cruzeiro, no Mineirão, com público recorde de 132.834 mil pessoas – formava suas equipes com jovens promessas de Nova Lima, mais os jogadores saídos do Futebol amador de Belo Horizonte e, ainda, aqueles que não estavam sendo aproveitados no Futebol carioca. Melhor, as promessas para que pudessem ganhar experiência em Minas e, depois, mostrar o futebol no Rio de Janeiro. Os títulos em sequência nos Anos 30 se justificam pela estrutura fornecida pelos ingleses dirigentes da Companhia de Morro Velho, os criadores do Futebol. Um modelo na época. O velho estádio, conhecido com o Alçapão do Bonfim, foi inaugurado em 1930, com capacidade para 10 mil pessoas.


O Villa Nova fazia muito barulho. Quem viveu o Futebol naquela época, como o jornalista Plínio Barreto, Sérgio Ferrara, Tancredo Naves, os irmãos Januário (falecido) e Emanuel Carneiro, os também falecidos Jairo Anatólio Lima e Oswaldo Faria sabem que a sua fama ultrapassou fronteiras. Criou ídolos, como Zezé Procópio, Arizona, Anísio, Vaduca, Perácio, Escurinho, Lito e outros. Luizinho não entra na lista, porque o zagueiro jogou  pouco tempo em Nova Lima e foi para o Atlético. Está registrado na história que apenas os mais valentes e com uma bola muito refinada derrubaram o Leão em seu terreiro. Isso faz tempo.




Jogar no Villa Nova era importante para ganhar cancha e, em 1971, o Leão precisava de um centro-avante. Como não conseguiu em Minas, o então diretor de Futebol, Jairo Gomes (depois foi presidente em várias administrações) ligou para o técnico Yustrich,  do Flamengo, solicitando um homem gol. Jairo estava ao lado de José de Lima Mattos. E o técnico, que foi goleiro do Flamengo nos Anos 30, falou: “Aqui tem um menino que joga muito. É irmão do Edu e do Antunes. Vai ser craque. Só que é franzino. Seria interessante aprender um pouco com vocês aí. Se desejar, ele vai amanhã. O presidente André Richer está aqui ao meu lado. Um momento”. Richer aprovou e a decisão ficou com o Villa Nova. José de Lima Mattos vetou. “Não, não conheço homem gol franzino. Quero um jogador parrudo, que aguenta levar pancadas”. Yustrich então disse que mandaria Rosário, um negro forte, de 1,85 m de altura. Ele veio, jogou duas partidas, muito mal, perdeu pênalti e a torcida caiu de pau. Com 40 dias foi embora. Yustrich não perdeu a oportunidade: “Eu avisei, mas vocês queriam um parrudo. É isso aí. O menino está aqui, mas agora o Flamengo não o libera mais”. 





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Rogério Ceni, muito mais do que goleiro do São Paulo



Hoje não se pode imaginar Rogério Ceni apenas como um dos grandes goleiros da história do Futebol brasileiro, vestindo a camisa do São Paulo desde 1992. Foram 1.190 jogos e 124 gols marcados.  Seus atos demonstram que ele atua também como dirigente. Já decidiu que em agosto, quando terminar seu atual vínculo, não vai renová-lo e definitivamente encerra a carreira. Mas vai seguir no Tricolor, com um cargo de direção. Recentemente ele deu uma demonstração exata de seus poderes. Ligou para o preparador físico Carlinhos Neves, com quem trabalhou longo período no São Paulo, logo que ficou sabendo do desligamento do profissional do Atlético. Tentou de todas as formas levá-lo novamente para o Morumbi, mas Carlinhos disse que naquele momento era impossível, já que havia assumido o compromisso de trabalhar com Cuca, no Shandong Luneng. Ceni não ficou conformado: “Não tem problema. Quando terminar o contrato vou esperá-lo para trabalhar aqui no São Paulo. Eu já serei o presidente”.
 
De Arrascaeta, boa impressão

Finalmente vimos o uruguaio De Arrascaeta ontem, pela primeira vez, com a camisa celeste, na vitória por 3 a 1 sobre o Guarani, em partida válida pelo Campeonato Mineiro, em Nova Serrana.  Deixou boa impressão. O vi muito parecido com Montillo, nos melhores momentos do argentino jogando pelo Cruzeiro. Querendo a bola, chamando a responsabilidade e definitivamente participando, com um detalhe: tem competência para tal. Não adianta o jogador desejar e fica devendo na qualidade técnica. Até os companheiros ficam incomodados, para dizer que não aceitam, prejudicando a estrutura de qualquer equipe. Escolha certa do Cruzeiro e inteligência de Marcelo Oliveira de aproveitá-lo no espaço certo. Melhor ainda para o Cruzeiro foram os dois gols de Leandro Damião. Mas ainda é cedo para dizer que o Cruzeiro de 2015 será tão bom e eficiente quanto o das duas últimas temporadas. 
 

O Timão chegou lá

Com o empate por 1 a 1, diante do Once Caldas, em Manizales, o Corinthians confirmou a classificação para a Fase de Grupos e na próxima quarta-feira (18/2) já enfrentará o São Paulo, no Itaquerão. Ainda fazem parte do Grupo o San Lorenzo, que perdeu ontem o título da Recopa para o River Plate; e o Danúbio, do Uruguai. Impossível no atual estágio da competição, porque a bola ainda não rolou na Fase de Grupos, dizer que vai seguir em frente, mas fica claro que São Paulo e Corinthians estão com tudo. O San Lorenzo está em queda. Não tem mais aquela eficiência que o levou ao título do ano passado e o Futebol brasileiro, através do Corinthians, na Pré-Libertadores, demonstrou que os colombianos não ameaçam tanto. Placar final: 5 a 1, depois dos 4 a 0 em São Paulo. Dispensa qualquer outro comentário.






quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Por que eles aos 40 ainda correm atrás da bola?

Ronaldo Fenômeno que já se despediu dos campos cogita voltar aos gramados

Os jogadores de Futebol, depois que decidem abandonar a carreira, começam uma nova etapa na vida. Há alguns anos ouvi Rivelino, uma das estrelas do Mundial de 1970, no México, dizendo que não é tão simples decidir que já não é possível correr atrás da bola: “Somos na terra os únicos que morremos duas vezes. Uma quando decidimos parar e a outra na morte definitiva, determinada por Deus”.  Por ter acompanhado por mais de 20 anos o dia  dia dos clubes, conversado com jogadores e até ter feito amizade com  alguns deles,  o que é condenado por muitos no jornalismo - porque a regra determina que temos de obter as informações e depois repassá-las para as páginas dos jornais, revistas, rádios, tvs, etc - sei o quanto isso é forte para eles este momento de transição. Muitos assinam o atestado de óbito precocemente. Não se preparam para viver longe do mundo da bola, mesmo tendo um currículo invejável, de títulos, grandes vitórias, atuações memoráveis, passagens pelo Futebol europeu, seleções e situação financeira consolidada.
                           
A gente entende porque Buffon e Pirlo, da Juventus, da Itália, querem continuar dentro de campo. Aqui, Harlei, aos 42 anos, no Goiás; Paulo Baier, aos 40, agora pelo Ypiranga e, em seguida, o Erechim, no Futebol gaúcho; Zé Roberto, aos 40, no Palmeiras; Dida, aos 41, no Internacional; Adriano Gabiru, aos 37, pelo Panambi para a disputa da Divisão de Acesso de 2015, também no RGS; Fábio Júnior, no Guarani, de Divinópolis e muitos outros, como Admilson, do Tupi; Fábio Noronha, no gol do Democrata, de Governador Valadares e Muller, com 49 anos, depois de 11 aposentado, decide voltar. Vai jogar a segunda divisão de São Paulo pelo Fernandópolis, ao lado de dois outros que a bola já lhe disse há anos que estão aposentados, mas insistem em continuar; o atacante Alex Dias, de 42 anos, com passagens pelo  Goiás, Cruzeiro, São Paulo e Vasco  e o lateral Maurinho, de 36, campeão brasileiro por Santos, Cruzeiro e São Paulo, há dois anos parado.

Vejam o que falou Muller há quase 15 anos, quando era jogador do Cruzeiro: “Os jogadores
têm de saber que há hora para parar. Não podem ser um ex em campo.”. Só que o presidente do Fernandopolis tem seus sonhos e objetivos: “O que eu quero com isso? Resgatar o Futebol do interior e ver o estádio cheio. Nós anunciamos o Muller e até agora já ganhamos novos 1.003 sócios torcedores. Nós tínhamos 600". Há ainda   Marcelinho Paraíba (39 anos), ex-Santos, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Coritiba, Sport e Fortaleza, Boa Esporte, além de passagem pelo Futebol alemão. Ele será uma das atrações do Inter de Lages no Campeonato Catarinense. O time terá também o atacante Reinaldo, ex-Flamengo, São Paulo e Paris Saint-Germain.


Eles não querem ser abandonados pela bola, mesmo muitas vezes cumprindo um papel ridículo. A vaidade predomina. O celular tem de tocar de um dirigente manifestando interesse em seu futebol; o torcedor pedir autógrafo; tem de receber o pedido para as entrevistas coletivas; receber o assédio das marias chuteiras; exibir os carrões; estar nos hotéis confortáveis; as viagens dos sonhos; os estádios lotados, os nomes nas manchetes e os cumprimentos dos técnicos e companheiros. Reinaldo Lima, o Rei, confessa que até hoje ouve o torcedor gritando: Rei, Rei, Rei”.

Por estas e outras, outro dia, um jogador em fim de carreira, procurou um presidente e fez um pedido: “Me contrate e eu lhes darei o título da Libertadores”. O outro chegou ao extremo de dizer que como tem uma situação financeira boa, paga ao clube R$ 50 mil mensais, apenas para estar na lista dos novos contratados para a temporada. Amigos, este é o mundo da bola. Fascinante para quem está dentro dele. Depois, um sentimento de perda terrível. Para muitos, a morte. 

Tardelli

O craque e atleticano Diego Tardelli, agora jogando pelo Shandong Luneng, da China, já decidiu o que vai fazer em 2018, quando concluir o contrato com o seu novo clube. Volta a Belo Horizonte, com 34 anos, para vestir novamente a camisa do Galo e será candidato a deputado estadual ou federal.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cruzeiro pressionado pelo 10



A verdade é que o 10 já está na Toca: De Arrascaeta. Ele está desenhado para ser o grande jogador celeste para 2015. Tem técnica, velocidade, visão de jogo e vontade. Desejoso de mostrar no Futebol brasileiro todo seu potencial. Quem viu os treinos está encantado. Vai acertar o time. Só que a torcida deseja outro armador. Um talento. Marcelo Oliveira também acha imprescindível, porque nas duas últimas temporadas, mesmo tendo outras válvulas de escape, as duas peças de meio campo, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart é que fizeram a diferença. O setor precisa novamente de dois diferenciados. Está difícil ou impossível buscá-lo no mercado brasileiro. Tem de vir do exterior.  Há ofertas de todas as partes, jogadores que podem chegar e preencher perfeitamente o espaço.  Como foi para definir os componentes para a zaga, o Clube tem mais de 20 oferecidos.  É necessário fazer o garimpo, porque há também o que podemos chamar de profissionais que desejam o céu, porque são craques, mas outros que jamais passarão do purgatório, pela falta de qualidade.  

O empate por 1 a 1, contra a Caldense, no Mineirão, pressiona os dirigentes e a Comissão Técnica, porque nos dois últimos anos um resultado como este estava de fora do cardápio. Os torcedores sabiam que podiam ir ao Mineirão para ver espetáculo, gols e vitória. Não foi possível porque a Caldense soube jogar como pequeno. Hoje somos obrigados a usar outra afirmação e dizer que o representante de Poços de Caldas jogou dentro da capacidade para os times que abdicam do direito de atacar e apenas defendem, a espera da bola salvadora. E elas acabam vindo. O Cruzeiro se perdeu por falta de entrosamento. Exatamente isso. É possível que com estes mesmos personagens, acrescidos de Willians e De Arrascaeta no meio-campo e uma zaga sólida, o ritmo  chegará ao ideal. A gente já observa um erro: Paulo André e Leo são dois zagueiros lentos. Uma zaga formada por eles é para arriscar, diante da velocidade do Futebol.
O importante é que o presidente Gilvan de Pinho Tavares garante ter os investidores para buscar a tão sonhada peça de meio campo. Financeiramente, o Cruzeiro tem uma posição sólida e mesmo enfrentando as turbulências normais, depois de temporadas vitoriosas, vai chegar no dia 25 para enfrentar contra o Universitário Sucre, na Bolívia, com uma equipe que pode não ser a melhor da Libertadores, mas nos cascos. Voando. Para jogar no abafa, sem a preocupação de tanta técnica. Se for preciso, no grito. Não pode é ter bola perdida para reforçar o que está na boca do povo: o Cruzeiro não é mais aquele. Fala-se para ver se cola. E quando cola, saí de baixo.  Este é o maior adversário do momento.