sexta-feira, 22 de maio de 2015

Postura leva o Cruzeiro à vitória de gigante



                     O gol de Marquinhos fez a diferença na primeira decisão contra o River Plate

Cada um, neste momento, busca uma explicação para a espetacular vitória do Cruzeiro em Buenos Aires, por 1 a 0 sobre o River Plate, jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Evidente que são muitos os detalhes favoráveis, a qualidade do futebol, a sorte e a determinação de um grupo. Mas há dois pontos que jamais o torcedor e os críticos não podem omitir: a postura da equipe, na frente, impondo e intimidando os donos da casa e a confiança passada por Marcelo Oliveira para o time.  Não é momento para comemorar a atuação. Apenas  reforçar as forças para que no Mineirão, o Cruzeiro possa repetir seu jogo e chegar às semifinais da Libertadores. Será histórico, porque jamais apareceu na lista dos quatro melhores da competição.

                                    
 


O River Plate esperava o Cruzeiro na defesa, jogando para não levar gols. Mas foi apenas vermos o primeiro toque para que a teoria dos argentinos caísse. Eles ficaram assustados. Não esperavam um futebol com ousadia dos celestes. Passaram a errar passes e emocionalmente ficaram perdidos. As jogadas pelas laterais foram poucas e no momento que Mena e Maike acertaram a marcação, o River Plate ficou quase que nulo ofensivamente. Estava preparado para jogar pelos lados. E o Cruzeiro, com sabedoria, soube fechar o meio. Na última terça-feira, ouvi Marcelo Oliveira explicando para o repórter Samuel Venâncio que havia preparado o Cruzeiro para fazer a marcação contra o São Paulo, no Morumbi, na intermediária do adversário. Não deu certo, porque o Cruzeiro incontinentemente foi para o seu campo. Repetiu-se no sentido inverso para o Tricolor, no jogo de volta, no Mineirão. Veio para jogar um pouco a frente e ficou no seu campo, graças ao ritmo dos cruzeirenses.

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No Monumental de Nuñez vi o Cruzeiro ainda mais forte quando recuou para o seu campo. Cada jogo representa uma história dentro de campo. Fez um bloqueio que os argentinos não conseguiram passar. E quem se prepara para vencer, naturalmente encontra a bola para alcançar o que deseja. O importante é que foi uma vitória com méritos. Não define a classificação, mas representa um passo grande. Todos os outros mandantes, nos jogos de ida, venceram pela contagem mínima e o Cruzeiro foi firme como visitante.


Que decepção Coelho
O América está pedindo para que não tenha espaço aqui, depois da derrota por 3 a 0 para o Ceará, resultado que o tirou da Copa do Brasil. Agora é  centralizar o desejo de reabilitação na Série B, já a partir de amanhã, diante do Santa Cruz, no Independência.


Recado para Dátolo
Importante que ele tenha regularidade, porque um estrangeiro tem de mostrar mais do que qualquer outro jogador. Do contrário é discriminado e boicotado. O futebol é uma caixa de marimbondo.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Copa Libertadores e o frágil futebol brasileiro



                                       O Inter levou o gol de Mosquera nos acréscimos

A Copa Libertadores 2015 mostra, mais uma vez, para os críticos a dura realidade de que o futebol brasileiro continua estacionado, apesar da Seleção Brasileira conseguir bons resultados no comando de Dunga. A questão principal em termos de Seleção é que temos jogadores bonzinhos, um especial, Neymar; Dunga tentando introduzir o seu estilo e nada mais. Já nossos times estão visivelmente limitados. Não que sejamos pessimistas. Para os que contestam, apenas um questionamento. Qual time demonstrou evolução tática e técnica. Não existe. Nem o Corinthians nos primeiros jogos do ano. Como diz à boca pequena, chutou cachorro morto. Agradou pelos bons momentos de Elias; a boa presença de Guerrero na área e ainda Tite tentando mostrar que não era o ultrapassado treinador que fracassou depois da conquista do Mundial de Clubes em 2012. Foi tudo passageiro. Antecipei aqui: as portas do inferno estão abertas e ela começa a receber aqueles que não souberam o que é profissionalismo vitorioso.   

                           

 
Observei atentamente duas situações ontem. Primeiro a entrevista publicada pelo UOL com Alberto Helena Júnior, que foi demitido pelo SPORTV. A justificativa: estavam tentando direcionar suas palavras, o que não aceita. Ele falou de sua história e de personagens que marcaram o futebol brasileiro: Copa de 1970, no México; Pelé, Tostão, Edu, Rivelino, Joel Camargo, Zagallo, Cláudio Coutinho, que para ele foi um dos maiores gênios do nosso futebol, graças aos estudos; Guardiolla, Barcelona, Bayern de Munique, Luiz Felipe Scolari, Dunga e muita coisa mais. Faltou apenas Telê Santana. Vale a pena ver para quem deseja saber alguns pontos importantes da história do nosso futebol.
O outro ponto foram colocações feitas por Djalminha no canal FOX. Foi muito preciso. O programa insistiu muito no Flamengo,Robinho e Guerrero. Quando saía deste tema, pudemos observar críticas construtivas ao Brasil. Para Djalminha, filho de Djalma Dias, que foi um dos maiores zagueiros de nossa história, não há nada para se destacar. Nem mesmo o começo do ano do Corinthians, porque não viu nenhuma essência para pontuar e estar seguro de que estamos em uma nova trilha. Os outros componentes da mesa não arriscaram quando questionados se o futebol brasileiro pode levar o título da Libertadores com o Cruzeiro ou o Internacional, que seguem como os representantes do Brasil. Ouvimos uma palavra ou outra favorável ao Inter, mas nada contundente. Triste para quem já foi o senhor dos gramados.
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O Inter começou perdendo nas quartas de final para o Santa Fé, no El Campín, em Bogotá, por 1 a 0 e vai precisar de dois gols no jogo de volta, no Beira-Rio, para chegar às semifinais. Impressionou em alguns momentos ao eliminar o Atlético, mais pelo futebol de Valdivia e de D´Alessandro. Nada para dizermos que este é o nosso melhor representante. Pode complicar em casa. Claro que com chances para devolver o placar, mas se a decisão cair nos penaltis, sabemos que será uma loteria. Já o Cuzeiro vai conhecer hoje o River Plate, para muitos o melhor da competição. Era o Boca; foi o Corinthians, Racing e o Tigres. A Raposa em momento algum esteve em alta para que alguém pudesse assegurar: este é o time. Portanto uma incógnita. Por enquanto, sua força está na segurança de Fábio e no desejo do torcedor. É pouco. Os primeiros 90 minutos vamos ver hoje no Monumental. Com certeza, no Mineirão, muitos terão de levar não apenas no grito, mas também os terços e rezar muito.
Se o futebol brasileiro não chegar mais uma vez às semifinais, de certa forma, será bom para que os clubes possam mudar a viciada e derrotada filosofia de jogar por um resultado, esperando que amanhã o acaso possa resolver, sempre com sofrimento para o torcedor. E vejam bem que no Campeonato Brasileiro, com duas rodadas, o quadro é idêntico. Nada para dizermos que a bola voltou a dar prazer para seus amantes.

terça-feira, 19 de maio de 2015

O “Eu tenho certeza” tem vir mais forte agora

                                 
          

O torcedor cruzeirense está feliz e confiante. Não tem como ser diferente depois do time chegar às quartas de final da Copa Libertadores, como no ano passado. Agora sem aquelas peças importantes, mas subindo a ladeira. É o que importa. Ainda não enfrentou adversários para que possamos dizer que foi exigido 100 % no espírito e na alma de Copa Libertadores. Na fase de Grupos, nada. E, diante do São Paulo, nas oitavas de final, o desafio foi contra a tradição e camisa Tricolor, porque a bola do time de Rogério Cenni é confusa. Tem peças, tem qualidade, mas sem liga. Agora, sim, diante do River Plate, aquele que começou capengando a Libertadores e por pouco não ficou de fora da nova etapa (foi salvo pelo Tigres, que usando reservas venceu o Juan Aurich, por 5 a  4 no Peru) e voltou a ser um gigante depois de eliminar outro copeiro: o Boca Juniors. Não importa que no segundo jogo tenha sido disputado apenas o primeiro tempo, mas foi superior. Estava suportando, com segurança, usando um contra-ataque perigoso, o 0 a 0 na Bombenera, depois de ter feito 1 a 0 no Monumental de Nuñez. Podemos dizer, com todas as letras, que o Cruzeiro entra na Libertadores. Vão sobrar emoções na quinta-feira, no Monumental. Como um apaixonado pela bola fico com inveja daqueles que terão este privilégio.

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Mas vamos ao mais importante. Será que Cruzeiro tem condições de vencer lá ou pelo menos empatar para no jogo de volta, em casa, obter a classificação. É difícil precisar quais são as chances celestes, porque foi um time muito irregular em 2015. Vejo que pode ser forte, inicialmente, por ter um goleiro excepcional e, ainda, por esta atmosfera da confiança. Ela entra em campo e faz a diferença. Se não vejamos. A torcida do Galo copiou o “eu acredito” de outras nações antes derrotadas e que se tornaram imbatíveis. Os cruzeirenses fizeram a opção pelo “Eu tenho a certeza”. Então que ela se faça presente, forte hoje e amanhã, a cada minuto mais contagiante. Que chegue aos jogadores; à comissão técnica. Se der certo, será à vitória de uma nação. Se eliminado, constrói um sentimento sólido e bonito do torcedor. Ouço muito e acredito mais a cada dia: juntos nossos sentimentos são imbatíveis. Então que o Cruzeiro faça a sua parte no gramado, onde será construída toda a verdade.


O outro parâmetro se chama Fábio. É importante voltarmos o tempo, mais precisamente à Copa Libertadores de 1997, conquista do bi celeste. O Cruzeiro começou tropeçando e depois ergueu. Mas não tinha um grande time. Guardadas as devidas proporções, mesmo sendo competições bem distintas, era outro tempo. Mas o Cruzeiro também tinha um gigante: Dida. Os outros, vou relacionar todos, eram coadjuntes. Vejam Harley, Jean,Rodrigo Posso, Célio Lúcio,Gelson, Wilson Gotardo, Rogério,Marcos Teixeira, Nonato, Vitor, Caio, Gleison, Donizete, Donizete Amorim, Elivelton,Fabinho, Leo, Palhinha, Reginaldo, Ricardinho, Tico, Ailton, Alex Mineiro, Da Silva, Marcelo Ramos e Reinaldo Rosa. Com raras exceções, o limite deles foi para uma rodagem curta e sem velocidade. Agora tem Fábio. Ele tem operado milagres. Cresceu tecnicamente, graças à experiência. Está seguro. Na decisão por pênaltis (Dida também foi decisivo nas penalidades, com defesas inesquecíveis) perfeito. E se o Cruzeiro conseguir quem sabe, mesmo perdendo em Buenos Aires, devolver o placar no Mineirão – haja coração – podem escrever: o São Fábio, o que ele não gosta, por ter outros princípios religiosos, vai fazer as defesas espetaculares e o Cruzeiro estará nas semifinais.

                    

Fiz questão de ir hoje a Toca e observar, principalmente, aqueles com os quais tenho uma maior convivência e ouvi de Marcelo Oliveira uma frase que não foi dita apenas para usar palavras. Ele foi firme. Fechou os punhos e falou: “Estamos indo para buscar a vitória”. Que assim seja. Você merece muito mais, especialmente para aqueles que ainda o contestam.     

domingo, 17 de maio de 2015

Os cariocas foram enganados pelo Estadual


Mesmo o Fluminense sem a Unimed; o Flamengo sem as grandes contratações, já que a maior preocupação da diretoria é em enxugar o clube, com a maior dívida do futebol brasileiro; Vasco e Botafogo, também endividados e sem investimentos, esperava-se muito mais do futebol carioca na abertura da Série A do Campeonato Brasileiro. Por enquanto, exceto o Botafogo na Série B, com dois resultados positivos (agora fez 4 a 1 no CRB), o Rio foi contemplado com apenas uma vitória: a do Fluminense por 1 a 0, no sufoco, sobre o Joinville, que jogou grande parte com apenas dez jogadores. Os cariocas foram enganados pelo desempenho no Campeonato Carioca. Na verdade, a maioria dos times nos Estaduais ficou iludida em competições de baixo nível técnico. Apenas com duas rodadas, a carapuça do desespero encaixa perfeitamente nos clubes do Rio de Janeiro, na luta contra o rebaixamento. No ano passado, o Flamengo escapou graças ao projeto Vanderlei Luxemburgo. Agora, terá de evoluir para não viver o drama dos últimos anos, situação que agrada muito os seus rivais cariocas, porque é o único que jamais foi rebaixado.

  
 
        


Vejam como é complicado o clube ter de armar uma grande equipe para uma competição nacional com os cofres tão vazios. Os quatro grandes cariocas estão entre os cinco maiores devedores de tributos do futebol brasileiro. Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense. Entre eles está o Atlético-MG que ocupa a quarta posição. O Flamengo encabeça, com o valor devido estimado em R$ 386,4 milhões, seguido pelo Bota (R$ 350,9 mi) e o Vasco (R$ 270,9 mi). O Galo com R$ 258,8 milhões. O Tricolor em quinto, com R$ 238,6 milhões.  Apenas quatro conseguiram diminuir sua dívida com tributos de 2012 para 2013. O Fla foi um deles, com queda de 5%. Corinthians (3%), São Paulo (3%) e Sport (21%). As posições no ranking se repetem também quando se fala do endividamento líquido. O Flamengo tem compromissos a pagar de R$ 759,4 milhões, à frente do Botafogo (698,1 mi), Vasco (518,4), Atlético-MG (438,4) e Fluminense (422,7). Este não é um privilégio apenas dos clubes brasileiros. O Manchester United, o segundo mais rico do mundo, deve cerca de R$ 2,1 bilhões, mas consegue fazer time para estar entre os melhores e disputando os títulos.
O sinal de alerta está ligado para o futebol carioca. Um aviso: na segunda divisão é ainda mais complicado. Que o diga o Botafogo.

 


Bom início do Galo                


O Atlético apresenta um bom início no Campeonato Brasileiro, ao empatar com o Palmeiras por 2 a 2, usando time reserva e hoje(17-05) ao golear o Fluminense, por 4 a 1, em Brasília, onde ditou o ritmo do jogo. Triste o desempenho do Tricolor. Reflexo de tudo que acontece no futebol carioca. O Atlético foi o time brasileiro que melhor soube aproveitar, o que muitos chamam de moderno, jogar com volantes que partem para o jogo como armadores. Está eliminando o chamado brucutu a frente da zaga.


Sorín entre a cruz e a espada

O ex-lateral do Cruzeiro, River Plate, Seleção da Argentina e vários outros times, hoje comentarista da ESPN, Sorín teve uma grande alegria na última semana. A classificação do seu River para as quartas de final. Agora para o duelo diante do Cruzeiro revelou para os amigos argentinos: o coração bate mais forte pelo River.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Boca está eliminado da Libertadores



O Cruzeiro já foi comunicado oficialmente que o primeiro jogo das quartas de final contra o River Plate, será na próxima quinta-feira, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires e o da volta na outra quinta-feira, no Mineirão. O Cruzeiro viaja na terça-feira para a Argentina. A Conmebol decidiu punir severamente o Boca para que atos como da noite de quarta-feira na Bombonera não sejam  repetidos na Libertadores. O clube argentino tem o prazo até hoje à tarde (sábado) para fazer sua defesa, mas o ato está consumado. Perdeu o jogo(estava 0 a 0, quando no intervalo uma pessoa jogou gás de pimenta nos jogadores do River Plate) e ainda seu estádio está interditado por dois anos.


                             

Uai, no Independência, a luz não foi embora

Libertadores meus amigos é exatamente o que aconteceu ontem, em La Bombenera. Agora usam o mais moderno. Spray de pimenta. No passado, quando argentinos e uruguaios ganhavam tudo, eram moedas e pedras jogadas nos adversários, ameaças de morte até dentro de campo; pressões nos hotéis, impedindo o repouso dos jogadores rivais, manifestações que se espelharam por outros países da América do Sul; tiros, alimentações com produtos para provocar diarreia, doping, faltas criminosas etc. As regras do jogo não podiam ser aplicadas contra eles. Foram vitimas os times brasileiros. Participei de algumas coberturas a partir de 1975, quando o Cruzeiro enfrentou Rosário Central e o Independiente, na Argentina,  Testemunhei muitos destes fatos. Os jogos não eram transmitidos diretamente pela TV.


Na campanha vitoriosa do Atlético, em 2013, não podemos omitir o que aconteceu no Independência, no empate por 2 a 2 (placar agregado), diante do Newll´s Old Boys. O jogo estava dramático para o Atlético, que perdeu o de ida, em Rosário, por 2 a 0. Os refletores se pagaram e por dez minutos houve a paralisação, não por falta de energia elétrica no estádio ou na região. Funcionários da BWA, consórcio que administra o estádio, justificaram que a causa foi uma falha na subestação. O Galo perdia por 1 a 0 até os 32 minutos da segunda etapa e os argentinos estavam levando a classificação para a finalíssima. Quando o jogo foi reiniciado, Guilherme fez o gol da vitória por 2 a 0 que determinou a decisão por pênaltis. Pela primeira vez o Galo chegava a uma final da Libertadores. Não foi punido pela falta de luz.


Agora, foi a vez do Boca Juniors, contra o seu maior rival, o River Plate. Não por obra de nenhum dirigente do time argentino ou policial. Como aqui no Independência, com certeza, não foi uma ordem do presidente Alexandre Kalil, de Eduardo Maluf, Cuca, algum dirigente da CBF ou FMF. Foi um atleticano desesperado, acreditando que aquela manobra daria certo. E como deu. Só que ontem o tiro pode vir à culatra. O jogo estava 0 a 0. Bem disputado nos primeiros 45 minutos. O Boca começou melhor, o River equilibrou, tomou o domínio, mas nos 10  minutos finais da primeira etapa, já estava tudo igual novamente. Só que o River caminhava para a classificação, graças à vitória por 1 a 0  no jogo de ida. Alguém do Boca, imediatamente foi divulgado sendo um torcedor, até com imagem, usou o gás de pimenta para atingir diretamente três jogadores e os demais ficaram perdidos  quando voltavam para o gramado para a segunda etapa. Emocionalmente ficaram sem condições para sequencia do jogo. Hoje, a Confederação decide as punições e a data do restante da partida.





Pelo regulamento, como foram disputados 45 minutos, terá de ter os 45 minutos finais, o que deve ser confirmado, com portões fechados, também em Buenos Aires. A questão é a seguinte. E se fosse um time brasileiro envolvido? Seria punido veementemente e até com a perda dos pontos. Mais a ameaça com a eliminação da competição. Como é o Boca, seguramente, nada de mais relevante. O jogo segue. Podemos até antecipar que na quarta-feira, a bola segue e o Cruzeiro fica à espera.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Cruzeiro tem Fábio, o Internacional D´Alessandro, o Atlético Dátolo e o Corinthians desespero

O futebol, mais ainda depois do desenrolar de ontem à noite, está na boca do povo. Cruzeirenses e Colorados felizes, também os torcedores do Guarani, do Paraguaí e, em outro extremo, encontramos  atleticanos, corinthianos e são-paulinos.  Estes decepcionados com o desempenho de suas equipes. Alguns envergonhados, mas é assim o futebol em uma fase decisiva. O importante é que tivemos grandes jogos. Vou corrigir: jogos pegados, com muita determinação e vigor, mas a técnica ainda está distante. Ficou reservada apenas para aqueles diferenciados, como destaquei no título. Fábio pelas defesas espetaculares nas cobranças dos pênaltis; D´Alessandro, um show com a bola, movimentando como deve fazer um armador, sempre ágil e inteligente e, por fim, o determinado e objetivo Guarani. Não intimidou com o Itaquerão. Agora, ter Dátolo é pedir para perder, como afirmei em muitas outras postagens.



Dátolo em outros jogos, desde o ano passado, já repetiu erros grotescos que não foram aproveitados pelos adversários por falta de qualidade. Este filme de ontem estava produzido há muito tempo. Só o técnico Levir Culpi não enxergou.  Quer morrer abraçado com ele. Em 2014, o argentino também errava muito, mas de repente, numa jogada de capacidade, porque tem técnica, conseguia a bola do jogo e se escondia atrás de suas deficiências. Agora, nem isso. Não sei como os dirigentes do Atlético tiveram a capacidade de renovar seu contrato até o próximo ano. O preço foi alto e será muito mais se ele continuar imposto pelo técnico.



O melhor da noite, indiscutivelmente, além do bom futebol do Internacional, foi o que o Cruzeiro fez para tirar o São Paulo do seu caminho e chegar as quartas de final. Jogou com determinação. Com este comportamento, mesmo tecnicamente não sendo um grande time, tem chances de passar pela próxima fase. Os jogadores mais criticados, especialmente Marquinhos, foram os que apresentaram o melhor rendimento. Marcelo Oliveira acertou na escalação e nas mudanças durante o jogo. Tem de ser exaltado, mais uma vez, pelo que fez e jamais o torcedor colocar a corda no pescoço. É muito injusto. Não tem culpa de ter a disposição alguns jogadores, que por respeito, não vou citar os nomes. Mas acessem as redes sociais e verão como, até nas vitórias, são escrachados. Mas nenhum no nível de Dátolo.

Agora o Cruzeiro espera River Plate ou Boca Juniors.

                 


E o todo poderoso Corinthians? Lá em São Paulo, um ficou com a inveja do outro. Primeiro caiu o Tricolor e duas horas depois, o Timão. Os fracassos têm uma única explicação: falta futebol as duas equipes. Na última postagem, destaquei que seria o céu para os vencedores e o inferno para os perdedores. Quem  venceu subiu, mas os derrotados não foram para o inferno. O fogo está mais quente para o Corinthians.


Santa Fé chegou
O Santa Fé, aquele que levou duas tamancadas do Atlético, chegou com justiça as quartas, depois de fazer 2 a 0, no jogo de volta, no Estudiantes, em Bogotá. O que mais chamou à atenção foi Omar Perez, todo estiloso. O líder da equipe não jogou nada, mas chamou as honras da vitória e saiu de campo aplaudido.