quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Cruzeiro agradece ao Chile por Arrascaeta

A vitória do Chile por 1 a 0 eliminando o Uruguai da Copa América, prestou um excelente serviço ao Cruzeiro que, no domingo contra o Coritiba vai poder contar com o uruguaio Arrascaeta, um jogador importante no esquema celeste. Será a sua estreia no comando de Vanderlei Luxemburgo e pode acrescentar muito a equipe não só tecnicamente num momento de afirmação. 

 
 Com o novo comando, o Cruzeiro obteve três vitórias consecutivas e, em seguida, perdeu para a Chapecoense. É péssimo uma segunda derrota em sequencia em qualquer circunstância. Pior agora. Ela só vai aumentar a desconfiança, mas no caso de uma vitória, com certeza, haverá a segurança para a sequência na competição. Com uma dosagem de confiança a cada jogo, o time vai progredindo e chegará ao objetivo. Não pode é ser engolido pelas armadilhas da bola. Uma vitória aqui, uma derrota ali, um empate e entra em uma mesmice sem futuro em termos de disputa pelo título. Melhor: um conformismo que faz parte dos times que só entram para participar, sem os objetivos dos vencedores.

 Luxemburgo é um mestre nestas situações  e vai jogar pesado para sair por cima. Sabe que se o Cruzeiro cair na segunda derrota seguida aumentarão as dificuldades. Ele sabe usar estes momentos para mostrar porque é diferenciado. Lembro que em 2003, o Cruzeiro ficou sem seus zagueiros titulares para disputar o jogo de volta das finais da Copa do Brasil, contra o Flamengo e num golpe de mestre foi na base buscar sua opção: o zagueiro Gladstone.
Na preparação para o jogo, enquanto todos estavam apreensivos, o técnico observava o jovem zagueiro nos detalhes e na véspera do jogo, com testemunhas, chamou Gladstone e lhe mostrou uma fralda, lhe dizendo: “Você quer sair de campo usando isso aqui ou como um zagueiro que vai fazer sua história no futebol?”. Gladstone correspondeu, o Cruzeiro bateu o Flamengo e foi campeão. O jogador ganhou seu espaço no Cruzeiro, chegou até a ser convocado para a Seleção Brasileira, mas não foi a promessa que muitos imaginavam. Mas naquele momento cumpriu o determinado e Luxemburgo saiu por cima. E tem tudo para Arrascaeta ser uma das válvulas de escape emocionalmente para todo o grupo.



Recentemente também tivemos um belo exemplo de como a presença de um jogador muda o astral de um grupo e lhe permite ganhar uma maior confiança, mesmo vindo de um momento adverso. O Atlético perdeu no ano passado para o Corinthians por 2 a 0, em São Paulo, pelas quartas de final da Copa do Brasil e muitos apostaram que não teria condições de reverter o placar. Não iria contar com Tardelli, sua principal esperança, porque o jogador estava a serviço da Seleção Brasileira, na China. Tardelli chegou horas antes do jogo em Belo Horizonte, descansou no máximo três horas e foi para o Mineirão. Seus adversários, no Corinthians, também da Seleção, Gil e Elias, ficaram no banco, por opção de Mano Menezes. O Atlético se agigantou. Foi buscar forças inexplicáveis e aplicou 4 a 1 no Corinthians. Efeito Tardelli. Agora se espera o efeito Arrascaeta.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Lá na frente é que Neymar será mais importante



                      
Quem está comandando a Seleção Brasileira percebeu, mesmo contestando a opinião da mídia, a importância de Neymar hoje para o futebol Brasileiro. Sem ele, naturalmente as coisas vão se complicar na Seleção, principalmente para as disputas oficiais, onde os adversários participam com outro espírito e, ainda, com aquela gana: ganhar do Brasil é tudo. Vocês viram o que aconteceu na Colômbia depois da vitória por 1 a 0, sobre o Brasil, na Copa América, agora no Chile. Teve até carnaval no País e naturalmente acidentes, com morte. Os dirigentes brasileiros, com o aval de Dunga, que não é bobo nada, sabem que o Brasil vai precisar mais do jogador nas Eliminatórias. Então é importante começar a preservá-lo a partir de agora. É bom ganhar tempo resolver seus problemas, que não são poucos, ainda relativos a venda para o Barcelona. Os dois próximos anos  serão desgastantes para a principal estrela do futebol brasileiro. Bobagem queimar cartucho agora com recursos da punição por quatro jogos.
                         
    
Há um lado muito positivo.  Precisamos ver agora como será o comportamento da Seleção sem Neymar. Ganhar ou perder a Copa América pouco representa. O perigo, como todos sabem, estará lá na frente. Já contra o Paraguai, pelas quartas de final, teremos uma boa visão. Não é preciso ser da comissão técnica para avaliar. Quem acompanha futebol sabe da dependência  para o craque. Contra a Venezuela não foi possível ver nada, pois, que me desculpem os venezuelanos, na bola eles ainda estão no ensino fundamental. E mesmo assim enfrentamos aquele sufoco na vitória por 2 a 1. No futebol não há milagres. Da noite para o dia não se forma, ou melhor, não se recupera uma equipe. Pior ainda, uma Seleção. A realidade de hoje pode não ser a de amanhã. Quem sabe poderemos ter dentro de um período de seis meses, ao menos, mais quatro jogadores preparadíssimos tecnicamente para as Eliminatórias e a desconfiança será sepultada. Acontece é que há anos estamos em um retrocesso e precisamos ficar atentos. Repouso para o guerreiro. Sua espada terá de estar afinada para os dois próximos anos.
                    

domingo, 21 de junho de 2015

Ligaram a TV e abriram a geladeira da casa do Luxa



Depois de três vitórias seguidas no comando do Cruzeiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo sabia que o jogo contra a Chapecoense seria um osso duro de roer. Buscou fortalecer o elo do torcedor com o time, pedindo que o Mineirão ficasse cheio e, ainda, deu como exemplo que em sua casa, o Cruzeiro é quem dá as ordens. Citou que na sua casa um visitante não pode chegar e abrir a geladeira, reclamar que a cerveja não está gelada, ligar a TV e dizer que aquela imagem está ruim. Ser um intruso sem pedir licença. Atitudes de folgados.  A Chapecoense não se preocupou com nenhuma das observações do técnico e tratou de ser um visitante dono da casa. Encurralou o Cruzeiro e conseguiu uma vitória por 1 a 0, o que lhe fortalece no Brasileiro. Detalhe: vitórias, como a de hoje (21-06), fazem parte da história do time catarinense, que sabe fazer marcação, não dar espaços e chega com força para definir nos contra-ataques. Só que nem foi preciso ser tão eficiente para levar os três pontos. O Cruzeiro não entrou em campo e consequentemente não incomodou.
                                      

O efeito Luxemburgo foi embora. O time tentou taticamente fugir da marcação sem sucesso. Individualmente foi uma lástima. Assim,  tudo se torna ainda mais difícil. O duro foi levar o gol de Camilo, que conhecemos bem, dos tempos do próprio Cruzeiro e do América. É um jogador que cisca, cisca, vai aqui, vai ali, aparece, mas definições não fazem parte de seu repertório. Quebrou o encanto e colocou o Cruzeiro novamente numa posição duvidosa em termos de classificação  –  se vai brigar lá em cima ou no grupo intermediário.  A recuperação não é fácil. Luxemburgo está trabalhando muito. Sabe que só discursos não garantem os três pontos. O resultado de hoje mostra que Marcelo Oliveira não estava tão desgastado como se falou. A questão é que o Cruzeiro é um time com limitações e qualquer jogo, independente dos adversários, será complicado. Especialmente os teoricamente mais fracos, que ficam atrás, não dão espaço e jogam por uma bola.
                                   
    
Brasil fica em primeiro

A Seleção Brasileira derrotou a Venezuela e passou para as quartas de final da Copa América, sem convencer. Vai enfrentar o Paraguai.  Apresentou um futebol deficiente coletivamente e também individualmente. Na última hora, Dunga escalou Robinho e não complicou tanto para um jogo em que no passado simplesmente não tomávamos conhecimento do adversário. Era jogar para ter a certeza da felicidade.  Agora requer cuidados e até sufoco. E o técnico continua pregando o discurso de que a evolução vem a cada jogo e diante dos paraguaios veremos um Brasil mais atuante. O argumento dele é que apenas o Chile está se sentindo mais a vontade.


Roth está voltando

O Vasco está contratando Celso Roth para o lugar de Doriva, dispensado depois de cinco derrotas e três empates. Não temos renovações na lista dos treinadores e volta o gaúcho para apagar um novo incêndio, com suas frases famosas: ““Vocês (imprensa) é que falam que eles (torcedores) falam mal de mim. Certamente vocês têm informações.  O que se fala é o que se fala. Sou o culpado por tudo. O que falta é o toque final”. Coitado do Vasco.

sábado, 20 de junho de 2015

Galo faz dois no Fla e afunda mais um carioca


O Campeonato Brasileiro de 2015 mostra uma nítida superioridade do futebol mineiro diante dos times cariocas. Ao vencer o Flamengo por 2 a 0, hoje (20-06), no Maracanã, o Galo completou a terceira vitória sobre os cariocas na competição, fazendo um total de nove gols e  levou um. Agora só vai encontrá-los na segunda fase. Já o Cruzeiro fez 1 a 0 no Flamengo e 3 a 1, no Vasco.  Falta o Fluminense para o futebol mineiro, na Série A, concluir o serviço completo: barba, cabelo e bigode.
Mas os cariocas não perdem a pose.  Até tem este direito diante da qualidade do futebol brasileiro e ainda porque estamos na fase inicial da competição. Mas a queda é gritante, principalmente do Vasco. Hoje levou mais uma tamancada, perdendo por 2 a 1 para o Sport, no Recife. Continua sem vencer e seu presidente, Eurico Miranda, segue convicto de que  vai atingir uma boa campanha. Acredita que chegando um jogador por dia em São Januário  o ideal será alcançado. E a qualidade? Agora vem Andrezinho, de 31 anos, aquele que foi do Botafogo, Flamengo e Internacional. Em contratações o Vasco está concorrendo com o Palmeiras. Só que o novo time de Marcelo Oliveira busca bons reforços. Está com cara que vai crescer muito. A derrota por 1 a 0  para o Grêmio não assusta.
                               
O Atlético levou o Flamengo para a zona do rebaixamento, quebrou um tabu de jamais ter vencido no Maracanã, após a reforma do estádio em 2013 e ainda de não superar o Rubro Negro como visitante desde 2008. A vitória veio na hora certa, porque a pressão chegava forte à Cidade do Galo. Detalhe importante: ainda não foi com futebol para assegurarmos que finalmente está jogando o fino. O Flamengo representou bem a pobreza do futebol carioca. Deve crescer com os novos reforços, mas longe de atingir o sonho de pelo menos brigar por uma das vagas da Libertadores. É cedo para as previsões, mas óbvio que à sua frente há pelo menos oito times. 
                                   

Na vitória do Atlético gostei, mais uma vez, de Lucas Pratto. Ele está tentando fugir de sua característica de ficar fixo na área, tentando fazer aquela função do Tardelli. Só que não tem a leveza e nem a técnica de ex-dono da camisa 9 do Galo. Contudo não perde em nada em termos de eficiência.  Seu jogo coletivo agrada. E no seu gol mostrou competência. Por pouco, não fez outro, o que seria uma réplica. Obra para quem sabe. Outro jogador assusta com a bola e finaliza longe. O futebol está cheio destes pernas-de-pau que nos levam às gargalhadas.

América sobe
Parabéns ao América pela vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO e por posar novamente entre os quatro primeiros.  

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Brasil escalado. Está pedindo para perder



 O Brasil está escalado para enfrentar a Venezuela, domingo, no Chile, no encerramento da primeira fase da Copa América. Dunga faz questão de receber mais críticas ao anunciar uma formação que envergonha o futebol brasileiro. Sua sorte é que o adversário é a Venezuela, com certeza, mesmo tendo vencido a Colômbia por 1 a 0,  é uma das seleções mais fracas da competição. Podemos dizer: apenas participa.
                                            


O técnico tirou o volante Fred e testou Robinho e Douglas Costa. O Rei das Pedaladas foi quem trabalhou mais tempo entre os titulares, mas a opção ficou para Douglas Costa. Já no lugar de Neymar está escalado Philippe Coutinho. A verdade é que pouco importa os nomes, porque a qualidade é a pior possível, mas não podemos fazer a opção para o que dá calo nos olhos. Pelo menos, o técnico deveria escalar aqueles que apresentam uma melhor qualidade, como Éverton Ribeiro, Robinho e Tardellli.
                                            

Então vamos a formação: Jefferson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Elias, Willian e Douglas Costa; Philippe Coutinho e Roberto Firmino.  Que decepção. Não podemos ver isso como Seleção Brasileira.