quinta-feira, 4 de junho de 2015

Efeito Luxemburgo



O novo técnico do Cruzeiro demonstrou em sua estreia, na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, ontem, (0306), no Mineirão, exatamente o que é a marca de seu trabalho. Primeiro ao destacar que a vitória foi de Marcelo Oliveira, seu antecessor e dos jogadores. Depois, na conversa com os jogadores, usando seu discurso motivacional e, ainda, o conhecimento dentro de campo. Sabe muito. Quando seus jogadores aplicam, naturalmente o time sobe de produção. Mas diante do Flamengo foi uma confusão tática. Em alguns momentos, uma verdadeira pelada. Quando se esperava que algo iria dar certo, já que se iniciou com uma boa jogada, vinha o erro grotesco. De ambas as partes. O Cruzeiro precisava muito desta vitória. Valeu pelos três pontos, a esperança de que dias melhores virão e, ainda, o efeito mudança no comando técnico. Os próximos jogos, pelo menos até o encerramento da primeira fase, são que determinarão como será o Cruzeiro no segundo semestre. Se de alegria ou sofrimento.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Entenda porque o Cruzeiro dispensou Marcelo

O presidente Gilvan de Pinho Tavares analisou todos os detalhes possíveis do trabalho de Marcelo Oliveira. Pontos positivos e negativos e no momento os negativos levavam o Cruzeiro para possivelmente um destino nada agradável: derrotas e mais derrotas e até novamente a ameaça do rebaixamento, como em 2011. Percebeu também o desgaste do técnico perante o grupo. Jamais contestou sua competência. Tem certeza de que se conseguisse superar esta fase, já a partir da segunda etapa do Brasileiro (20ª rodada), o Cruzeiro estaria vivendo uma nova realidade. Mas decidiu não correr perigo e optou pela mudança no comando técnico.   
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Há algum tempo, o Cruzeiro trabalhava com esta possibilidade. Tanto que foram analisados vários nomes: Adílson Batista, Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Abel Braga  e Vanderlei Luxemburgo.  Dos nomes falados entre os torcedores, apenas Ney Franco, que tinha a preferência de alguns conselheiros e também pelo fato de ter uma história bonita na categoria de base, não foi procurado. Após os contatos com estes treinadores, a diretoria decidiu por Luxemburgo e iniciou a negociação. Ele chega novamente para trabalhar na Toca por seu histórico de vencedor, as amizades que tem no clube e, ainda, por sua necessidade de mostrar novamente a sua real capacidade. Desde 2004, quando foi campeão brasileiro, pelo Santos, não consegue um título de expressão, apesar de ter sido o vencedor do carioca de 2011, pelo Flamengo.

                                    

Por sua competência, Luxemburgo tem plenas condições de repetir a tríplice coroa de 2003, mas há uma longa distância do seus grandes momentos para o atual. Aí é que morre o perigo. O torcedor espera que ele esqueça os tais projetos e aplique sua competência. Assim o Cruzeiro vai escapar do buraco que caiu e precisa de pernas seguras para reerguer. Na preparação física, um especialista: Antônio Melo. Tem condições de colocar o time novamente voando. E será necessário. Para fechar este campo de perspectivas, apenas mais um lembrete: o Cruzeiro de 2015 é superior tecnicamente aos dois últimos grupos que o treinador teve a disposição: Grêmio e principalmente Flamengo. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Vanderlei Luxemburgo é o novo técnico do Cruzeiro


A diretoria celeste ainda não confirma, mas desde hoje cedo, Vanderlei Luxemburgo iniciou as negociações e entre seus familiares já está certo: ele é o novo técnico do Cruzeiro. Recebeu o convite com muita alegria e amanhã já estará na Toca. Está seguro de que repete a tríplice coroa de 2003. Teve a seu favor dois cruzeirenses que admiram e muito o seu trabalho: o presidente Gilvan de Pinho Tavares  e o supervisor, Benecy Queiroz. Adílson Batista e Ney Franco eram os outros cotados. Sucesso Luxa. O futebol mineiro espera grandes resultados em sua volta ao Cruzeiro. Competência não lhe falta. Tanto que nem um mês após deixar o Flamengo, já está empregado e com respaldo para desenvolver o sempre sonhado projeto.

Marcelo não é mais técnico do Cruzeiro


 A diretoria celeste confirmou no começo da tarde a saída de Marcelo Oliveira. Não aguentou as pressões pelos maus resultados e ainda a desclassificação de forma humilhante no Mineirão, na Copa Libertadores, para o River Plate. Entendo que era o menos culpado por tudo, mas o futebol sempre procura uma vítima para felicidade daqueles que nunca aceitaram o treinador, por ser atleticano, na Toca. Mas ele deixou lá sua marca: dois títulos nacionais e a revelação de jogadores que antes não tinham nenhum valor no mercado e que foram negociados por milhões de dólares.
Hoje cedo, em Belo Horizonte, um parente de Vanderlei Luxemburgo já confirmava que o técnico viria para o lugar de Marcelo. Questionei a diretoria e a resposta foi curta: “Não podemos confirmar nada agora”. Porém, há um mês, quando o Cruzeiro perdeu a classificação para a decisão do título mineiro, um dirigente tinha na ponta da língua uma resposta no caso de mudança: “São  fortes aqui, Adílson Batista e Ney Franco”. No churrascão, sábado, perguntei a outros conselheiros o nome da preferência deles: Adílson, com um argumento forte. “Pelo menos para o Atlético não vamos perder mais”.
Como mineiro, um agradecimento muito especial a Marcelo. Você fez muito pelo Cruzeiro nos dois últimos anos. Nenhum outro treinador faria tanto. Bola prá frente.
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Finalmente o esporte voltará a sua essência

O que chama muito à atenção de quem vive o futebol é o flagelo para aqueles que nos deram alegria no passado e hoje batem de porta em porta em busca de migalhas, com um álbum debaixo dos braços e um discurso que vai fundo no nosso coração: “Estou na miséria, mas os meus dirigentes milionários”.  O esporte é a prática metódica, individual ou coletiva, de jogo ou qualquer atividade que demande exercício físico e destreza, com fins de recreação, manutenção do condicionamento corporal e da saúde e/ou competição. O homem, porém, sem ética e moral, com ganância e o desejo para a corrupção, encontrou as portas abertas para o enriquecimento. Não só no futebol, mas praticamente em todas as modalidades.
                     
As palavras Moral e Ética existem há muitos séculos, antes dos primeiros movimentos para a prática esportiva. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes. Alguns dos nossos dirigentes pouco importaram com estas palavras e foram buscar suas riquezas ilícitas, deixando graves consequências. A pior delas: a falência dos clubes e futuro incerto para seus praticantes. Apenas Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF,  trabalhou com quase US$ 500 milhões para que o Brasil pudesse organizar o Mundial de 2014.
Quando José Maria Marin foi preso na Suíça, a bola deixou de ser quadrada para o Brasil e outros países. Sete dirigentes continuam detidos na Suíça e serão deportados para os Estados Unidos, onde seguramente não escaparão das condenações.  Marco Polo Del Nero, o presidente da CBF, voltou correndo para o Brasil (estava na Suíça para eleição da presidência da Fifa), não foi por um simples desejo de estar a frente de sua entidade em um momento delicado. Sabe que vem chumbo grosso por aí.  Como os dirigentes envolvidos nos subornos estão com menos de 80 anos de idade, não terão o privilégio de cumprir a pena domiciliar, como o paraguaio  Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol. Este aguarda que os Estados Unidos formalizem seu pedido de extradição por sua suposta participação nos casos de corrupção que atingem dirigentes do futebol mundial. Está preso desde o dia 27 de maio.





Outras ações são crimes.

 Blatter renuncia

A saída do reeleito presidente da Fifa , o suíço Joseph Blatter, uma semana depois da eleição, só vem reforçar o tema de hoje: vem chumbo grosso. O futebol vai agradecer. Estavam brincando com um dos espetáculos mais geniais criado pelo homem.. Não só aqui. Uma nova eleição será realizada entre dezembro de 2015 e março de 2016. Até lá, Blatter seguirá no comando.
                         

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cruzeiro – Joga e aumenta a insegurança

Está evidente que Marcelo Oliveira precisa tomar alguns cuidados; os dirigentes, também. Mesma receita para os jogadores diante de um quadro nada agradável  para o Cruzeiro em 2015 – 27 jogos oficiais, 12 vitórias, sete empates e nove derrotas. No fraco Campeonato Mineiro conseguiu um desempenho lastimável, já que não superou os três primeiros colocados: Atlético, Caldense e Tombense. O que mais assusta é o seu início no Brasileiro – claro que em alguns jogos estava com as atenções concentradas na Copa Libertadores -  com três derrotas e um empate. Dentro de sua grandeza não poderia chegar à quinta rodada, na quarta-feira, contra o Flamengo, no Mineirão, sem vencer. Por ironia do destino, os dois  lutarão pelo primeiro resultado positivo. Uma nova derrota vai abalar ainda mais qualquer das equipes.


Fui sábado ao 30º Churrascão do Cruzeiro e observei atentamente cada palavra dos cruzeirenses.  Decepção geral, a começar por Samuel Rosa, que apresentou o show do Skank. Nos intervalos das músicas, aproveitava e palpitava. A plateia caiu no jogo e o aplaudia intensamente. Os cruzeirenses não estão apenas pessimistas. Realmente pavorosos com os resultados negativos e a qualidade da equipe. Pedem contratações de bons jogadores e ainda um diretor de futebol.


 A pressão é grande contra Marcelo, o que acho injusto. Se ele tivesse nas mãos jogadores para desenvolver bem seu esquema, claro que o nível técnico seria outro. Aos que criticam uma única questão: se ele não escalar Mena (está na Copa América), Leo, Maike, Marquinhos, principalmente, Willian, Joel  etc vai escalar quem? Com certeza, sem eles, o time vai subir de produção?  Só posso entender como uma situação delicada e que exige um esforço de todas as partes. Do contrário, não é preciso ser nenhum gênio da bola para assegurar que a partir da 10ª rodada, com a atual produtividade, o cadeirão vai ferver na Toca. No momento, apenas turbulências tendo como principal causa à insegurança, aumentada pelas derrotas.




Galo - “Caiu no Horto está morto”



O Atlético deu na vitória por 3 a 0 sobre o Vasco, ontem (31-05), no Independência, uma boa demonstração de que poderá fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro e disputar o título como em 2012. Não tem aquela qualidade do time com Bernard, Réver, Ronaldinho Gaúcho e Tardelli, mas dá resultados para o atual estágio do futebol brasileiro de baixa qualidade. O Vasco sentiu a força do Galo nos primeiros 45 minutos e o torcedor gritou com orgulho: “Caiu no Horto está morto”. 

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Fiz questão de ficar entre os torcedores para sentir o clima entre eles e, principalmente, saber o que estão esperando. Uma unanimidade: otimismo. Luan é o mais querido; Patrick começa a ganhar admiração; Victor um herói intocável e Lucas Pratto uma grande esperança. Já Dátolo agrada parte e é contestado por outra. Ouvi uma frase que retrata bem a situação do jogador argentino no Galo: “A mesma mão que afaga é a que bate”. O time está jogando com uma velocidade que agrada e que envolve os adversários no Horto. Importante lembrarmos que o Vasco vai lutar para não ser rebaixado. É um dos mais fracos da competição.


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