quarta-feira, 19 de março de 2014

E se a moda pega?


Incrível esta manobra de Ary Graça Filho, agora ex-presidente da Confederação Brasileira de Vôlei - CBV, para ajudar os seus amigos do “Vôlei”. Se é que podemos afirmar que são pessoas realmente comprometidas com o esporte. E não foi com uns trocados. Dinheiro mesmo. Tão vergonhoso que nos obriga até ao sugestivo título: E se a moda pega? Sabemos que já pegou há anos. Faz parte da cultura brasileira dos mais espertos para não dizer outra coisa. Um absurdo. Infelizmente o esporte está cheio destes esquemas. A política dos amigos. Estejam certos de que não há bobo nesta corte. O Vôlei é que vai pagar um preço muito alto lá na frente.

Acompanho o Vôlei há décadas e lembro que foi uma luta conseguir emplacá-lo como esporte de alto nível, já que a preferência no País era por outros esportes coletivos. Estava atrás do Futebol,  Basquete e do Futebol de Salão. Era visto como o esporte dos ricos. Um lazer. Motivo de chacota nas disputas internacionais.

Graças ao trabalho de Carlos Arthur Nuzman chegou ao topo, com grandes vitórias nas quadras e alcançando os melhores patrocínios.  Derrubou preconceitos, quebrou hierarquias e ultrapassou barreiras. Não é Nuzman? Uma delas: tirou do COB, com o apoio de toda a mídia nacional, o major Sylvio de Magalhães Padilha. E por incrível que pareça, hoje aqueles que revolucionaram o vôlei, modelo para outros esportes no Brasil, usam da mesma moeda para que possam perpetuar. São mais de duas décadas usufruindo do poder, constituindo riquezas pessoais. 

Na época das vacas magras, a CBV obrigava todo atleta, que pretendesse ir para o exterior, a pagar uma taxa que variava de 50 a 150 mil dólares para que obtivesse a liberação de transferência. O caixa ficou abastecido. Mas ninguém viu o dinheiro. E dos patrocíníos há mais de duas décadas do Banco do Brasil? Alguém viu. Enquanto isso, os clubes estão a cada dia mais pobres, devido às altas taxas. Muitos de pires nas mãos, enquanto a CBV faz sua ciranda entre os amigos, distribuindo milhões. Dá vergonha.


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