quinta-feira, 7 de maio de 2015

Missão complicada para Atlético, Cruzeiro e Corinthians


Os jogos de ida das oitavas de final da Copa Libertadores 2015 demonstraram que foi só aumentar o grau de exigência para Corinthians, Cruzeiro e Atlético para que ficassem evidentes as deficiências. Um futebol com pouca capacidade e, acima de tudo, a qualidade para que possam chegar em frente na competição.  Um pouco antes, vimos pela TV, o Barcelona fazer um estrago diante do Bayern de Munique pela Liga dos Campeões. Como são duas potências da bola, num nível técnico próximo e taticamente muito bem postos, o jogo ficou igual, apesar do Barcelona em casa criar mais chances. Foi então que encontrou em ação o talento e ele fez a diferença nos pés de Messi, novamente um show completo e, em um patamar um pouco inferior, Neymar. Os alemães não aguentaram. Levaram de três, fora o baile, tudo em menos de dez minutos.

Se Corinthians, Atlético e Cruzeiro, claro que no padrão brasileiro, tivessem jogadores mais capacitados, não há dúvidas de que o retrospecto teria sido melhor na noite desta quarta-feira (6/5). O Corinthians levou de 2 a 0 do Guarani, em Assunção; o Cruzeiro, 1 a 0, diante do São Paulo, no Morumbi, e o Atlético, como mandante, empatou por 2 a 2 com o Internacional, no Independência. O Galo foi salvo pela última bola. Coisa de Deus. Nos jogos das oitavas, como mandante, apenas o Universário Sucre, que já foi eliminado pelo Tigres, e o Atlético não conseguiram vencer. Sinal de que o andar da carruagem pode não reservar coisas boas para quem não faz o dever de casa. O outro aviso é que a competição está a cada ano mais diferenciada e os times têm de saber jogar. Todos aqueles de melhores campanhas na fase de Grupos podem sair. Escapou o Tigres e vamos ver agora o Boca Juniors diante do River Plate. É assim a Libertadores. Tem de estar ligado. Jogar mesmo e com o fator sorte. O Estudiantes de La Plata corre perigo diante do Santa Fé, da Colômbia. O resultado favorável de 2 a 1 é perigoso para a volta.

O Corinthians não jogou. Claro que houve a infelicidade de Cássio no primeiro gol dos paraguaios, mas se jogasse com aquela determinação das decisões contra o Once Caldas e São Paulo (este na abertura da fase de Grupos), teria voltado com pelo menos um empate. Foi frio, apático. O Guarani, na primeira fase, fez 2 a 0 no Racing, com a mesma eficiência. Já o Cruzeiro ficou muito acuado. Historicamente, mesmo nos seus grandes momentos nas duas últimas temporadas, quando teve este comportamento, o resultado foi desastroso. Não foi diferente contra o São Paulo. Chegou muito pouco ao gol de Rogério Ceni. Quem ditou as ordens e pediu passagem foi o Tricolor. Mais decisivo, teria feito outros gols. Importante o que destacou Marcelo Oliveira depois da derrota: “Precisamos apresentar algo novo no Mineirão e vencermos”. Agora é esperar o algo novo.

O Atlético fez questão, através de seu técnico, de tornar tudo mais difícil, simplesmente por insistir com Dátolo e, ainda, por falta de opções táticas, num momento em que enfrentou um rival qualificado, marcando firme e, ainda, usando a velocidade. O Inter chegou com o esquema preparado nas mãos. Não improvisou nada e poderia ter voltado até com a vitória. Só Levir ainda não enxergou que Dátolo é um a menos. Tão fraco que foi o único jogador do Atlético que não recebeu marcação. Corria de um lado para o outro e ninguém a acompanhá-lo. Assim sobraram dois ou até três para Lucas Pratto, Thiago Ribeiro, Luan e os outros. A opção foi jogar com os defensores. Prova disso: os gols marcados por Douglas Santos e Leonardo Silva. Coitado do Lucas Pratto. Em 90 minutos, recebeu apenas uma bola em condições reais para marcar.  A passada por Jô. Mas por ser grande e respeitado, o Galo tem condições de chegar no Beira-Rio e vencer. Claro que usando a mística do eu acredito, mas essencial é a bola. O vencedor no Beira-Rio vai crescer muito na Libertadores.


4 comentários:

  1. Ricardo Gonçalves7 de maio de 2015 às 11:40

    Fracasso do futebol mineiro já está decretado desde o início de 2015 quando desfiguraram suas estruturas.

    ResponderExcluir
  2. Dois grandes jogos cruzeiro vcs são paulo, inter vcs frangas são 8 libertadores e uma série b kkkkk eu nunca cai. Henrique

    ResponderExcluir
  3. Das marias não falo, pois não me interessa. Se o Atlético tivesse técnico seria diferente pois este time do Inter não é de nada.

    ResponderExcluir
  4. Inacreditável um time como o Cruzeiro, que ficou 15 dias apenas treinando, com foco apenas na Libertadores, fazer um jogo tão apático, despreparado e sem um mínimo de organização tática. Não é apenas o caso de não ter reforços, o time se mostrou um amontoado de jogadores em campo sem o mínimo de organização em campo. Será que o Marcelo não percebe que existem buracos enormes no meio de campo? Que o time não esta compactado, sendo que defesa, meio e ataque não dialogam em campo?
    Estamos no quinto mês do ano e o time não mostra o mínimo de evolução. Infelizmente quarta daremos adeus a Libertadores. Não que o São Paulo seja uma equipe infinitamente superior. Mas pela apatia e mediocridade que a equipe entra em campo. Quem sabe no dia que Libertadores passe a se chamar campeonato Marcelo aprende a jogar, pois falou em copa ou mata-mata o técnico desaprende a jogar.

    ResponderExcluir