sexta-feira, 20 de junho de 2014

Roger fala e companheiros assustam


A temporada de 2012 não foi nada boa para o Cruzeiro, sem conquistas e perspectivas. Na linguagem do Futebol se diz: uma draga, mesmo tendo encerrado o Campeonato Brasileiro, na nona colocação, com 52 pontos. Sabe-se perfeitamente que em Minas os dois grandes fazem questão de um não tirar o olho do outro, especialmente quando o rival está em um patamar superior, com conquistas e uma boa equipe. O Atlético conquistou o Campeonato Mineiro e partia para um Brasileiro seguro (foi vice-campeão) e o Cruzeiro logo trocou de técnico para o Brasileiro: Vagner Mancini por Celso Roth.

No meio da temporada, exatamente no dia 19 de junho, o armador Roger foi à sala de imprensa (não seria um dos convocados para a entrevista, porque não estava entre os titulares) e anunciou, chorando, seu desligamento e, ainda, o fim da carreira. Uma turbulência porque aquilo não estava relacionado à pauta do dia para os jornalistas. Imediatamente a mente de todos foi buscar o seu histórico no Clube para se descobrir porque ele, aos 33 anos, tomou tal decisão, já que tinha a outra metade da temporada pela frente.  Poderia ser as sequelas dos atritos com o lateral Gilberto, que havia saído nove meses antes? Insatisfação com Celso Roth, o técnico, porque não estava sendo usado? Falta de relacionamento com os companheiros, já que tem uma formação cultural diferenciada em relação aos boleiros? as contusões? o fim do relacionamento com a atriz Deborah Secco, que depois veio a se confirmar ou porque sua cabeça estava bem distante das quatro linhas? 

Um ou dois meses antes, no vestiário, na Toca da Raposa II, ele falou algo que assustou a todos, principalmente àqueles que não sabiam o destino no Cruzeiro para as próximas temporadas. Roger fazia o curso de jornalismo na Faculdade Estácio de Sá (Confidenciou que raramente ia as aulas) e Secco, numa das entrevistas ao programa do Fastão, anunciou que seu marido já estava  com futuro determinado. Seria como comentarista da Globo, no Mundial de 2014. Até falamos a respeito. Então, voltando ao vestiário, Roger disse alto: “Gente, correm muito porque para 2014 apenas eu estou com o contrato garantido”. Ninguém entendeu. Por que um reserva falaria aquilo naquele instante? E completou: “E não serei reserva”.

Já estava seguro de rescindir o contrato e um ano depois seus ex-companheiros souberam exatamente o que ele dizia naquela mensagem no vestiário. Apesar do comentário não ser 100% preciso, porque não tem sido usado no time titular da Globo como comentarista. O posto está com Ronaldo Fenômeno e Casagrande.  Pode mudar daqui para frente, porque ainda resta um jogo da primeira fase, e se o Brasil disputar o título, mais quatro partidas. Mas a tendência é que nos jogos de nossa Seleção, Roger vai bater palmas, como nos seus últimos dias tentando correr atrás da bola. 





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