terça-feira, 16 de setembro de 2014

Recado para Tite: esqueça a CBF!


Vira e mexe estamos observando o técnico Tite expondo suas mágoas por não ter sido o escolhido pela CBF para o lugar de Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção Brasileira. A melhor receita para ele é a mesma que temos para tudo na vida quando não há critérios justos para as decisões: esquecer. Não adianta chiar. No momento não vai levar a nada suas colocações. Pelo contrário, pode ser prejudicado. O Brasil inteiro sabe que ele é o técnico mais vencedor da história recente de um dos times mais populares do país, dirigindo o Corinthians. Também foi campeão nos últimos cinco anos do Campeonato Gaúcho, Paulista, Brasileiro, Copa Sul-Americana, Libertadores, Recopa e Mundial de Clubes, sendo os quatro últimos de forma invicta. Adenor Bachi era o favorito absoluto para assumir, mas a amizade com Andrés Sanchez, desafeto de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, o tiraram da lista. Isso para que vocês entenderem como as mesquinharias estão presentes e fortes no Futebol. Tite não é nenhum menino. Conhece o meio em que se formou e ainda que estes ressentimentos podem interferir na saúde para quem  já viveu meio Século.

Ele, apesar de ter tido também alguns maus momentos, no comando do Palmeiras, São Caetano, Atlético, Corinthians, Internacional e Grêmio, tinha a nossa preferência se a escolha não fosse de um técnico estrangeiro top, da linha Guardiola.  Outros, só por serem estrangeiros, não davam para engolir. Ele está batendo numa tecla que é real:  “Me preparei. A gente atinge a excelência em torno de 10 mil horas de atividade profissional. E 10 mil horas de vida profissional dá uns 10 anos de atividade. Precisa ter no mínimo uns 10 anos para atingir o seu 'know how'. Estamos falando de excelência e dessa busca de crescimento”. Esse é seu recado para os homens da entidade e para Dunga, apesar de este não ter nenhuma culpa por ter sido escolhido duas vezes.

O melhor para Tite é partir para o trabalho e estar consciente de que num País de milhões de treinadores, ele não será o único injustiçado. É vida  que se segue. Projete uma equipe para o ano que vem, a longo prazo e tranquilo,  mostrando sua competência. 

Saiba o que está encaminhando para o futuro da CBF: Marcelo Oliveira. Se conquistar o título de bicampeão brasileiro (bi duas vezes seguidas e não uma conquista a cada dez anos), e ganhar uma Libertadores, ele é o que deve chegar. Também pelo fato de estarmos desejando uma identidade no comando, um técnico próximo das características de nossos jogadores e Marcelo as têm. Agora, se querem truculência as opções são outras.

O ressurgimento do Vôlei

Outro dia, mais precisamente em julho, depois de fracassarmos na Liga Mundial de Vôlei, o técnico Bernardinho fez duras críticas a formação de base, a apontando como a principal razão para a nossa derrota diante dos Estados Unidos. Nem completados ainda dois meses depois da perda do título e o Vôlei brasileiro ressurge com potencial no Mundial da Polônia, com chances de conquistar o título. Único invicto recomeça hoje, diante da Polônia, a nova e decisiva etapa da competição, com todas as credenciais para uma grande vitória, mesmo estando no Grupo chamado o da morte, também com Rússia, atual campeã olímpica. Engraçado que Bernardinho já não faz mais criticas a nossa base. 





2 comentários:

  1. Quando os " interesses " estão acima da competência é assim mesmo,e, vale o conselho : é melhor esquecer..infelizmente

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  2. Simona,
    VC falou tudo.abraços, Melane

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